Pov'Meredith.
- eu achei que seria a Grécia - confessei ao ver nosso destino.
- porque achou isso? - Andrew me olhou desconfiado.
- por causa do mistério - fiz uma careta.
- vamos a Grécia... Mas não agora... Agora vamos a Islândia ver a Aurora boreal.
Depois daquelas palavras eu não precisei de mais nada para ficar totalmente animada com nosso destino e só conseguir pensar no momento que veria simplesmente um dos fenômenos mais lindos do mundo. Foi quando percebi que aquele era um dos lugares que falei que desejava conhecer, e a índia um dos lugares que ele desejava conhecer.
Como esperado e agora com a desculpa perfeita: eu dormi a viagem toda, outra mudança de fuso horário, estávamos cinco horas e meia atrás da índia, então quando chegamos ao nosso hotel ainda era perto da hora do almoço, o que era bom já que eu estava sempre com fome.
- vamos deixar as malas no quarto e descemos, só temos mais umas três horas de sol.
- agora vamos ter que ir a Noruega em julho para ver o sol da meia noite.
- vinte quatro horas de sol deve ser muito interessante - Andrew riu, mas fazia uma careta ao mesmo tempo.
- sabe por que isso acontece?
- acho que não.
- Isso acontece devido à inclinação do eixo de rotação da Terra... - fiz uma pequena dissertação sobre o assunto, Andrew só concordava com a cabeça - tá, vou parar.
- porque? - ele riu da minha expressão - eu acho fascinante quando você ativa seu "merpedia".
- sem graça.
- Lexie que me ensinou - ele deu de ombros - vamos logo deixar as malas no quarto.
;)
- quando você já estiver grande - ouvia Andrew falar, estávamos parados olhando o espetáculo da Aurora boreal, Andrew me abraçava por trás e tinha suas duas mãos sobre minha barriga - vamos voltar aqui, e trazer seu irmão junto para vocês também verem esse lugar.
- obrigada.
- eu amo você, e amo nossos bebê... E quero mostrar a ela tudo que já vi, tudo que Thiago já viu, e mostrar a ele aquilo que ainda não vivenciou.
- obrigada por me mostrar essas coisas.
;)
A Islândia era um dos lugares mais lindos, ia falar que já vi, mas não vi tantos assim. Mas era linda, cheia de riquezas e lugares encantadores, e uma das culinárias mais incríveis, não sei como descreveria aquela viagem além de que "um verdadeiro conto de fadas" as construções, era tudo tão vivo e colorido, tão cheio de encanto, o hotel onde ficamos era tão perto do "infinito" onde quase era possível tocar o céu. Era a sensação que se tinha ali, o clima de conto de fadas era palpável.
- da vontade de ficar aqui a noite toda - murmurei.
- verdade... Pena que já vamos embora amanhã - Andrew pegou minha mão e me puxou para si - mas ainda temos uma longa noite - ele riu da brincadeira - podemos aproveitar cada segundo até o sol nascer.
- até o sol nascer - concordei.
A música em nosso quarto era suave e ao mesmo tempo envolvente, estávamos nos movendo no ritmo dela, não sei quem copiava os movimentos de quem, mas meus dedos faziam carinho em sua nuca, deslizando entre seus cabelos, e os dele se moviam da mesma forma em minha costas, deitei minha cabeça em seu peito e respirei devagar, parecia que a vida estava perfeita, Andrew, eu e um bebê crescendo dentro de mim.
