Pov'Andrew.
"espera até eu ler meus votos" a voz dela ecoava em minha cabeça.
Sentei no chão do quarto e me apoiei na cama, havia uma grande chance de Meredith não me perdoar, eu sabia que mesmo que tentasse justicar meu silêncio com a verdade do momento, ainda seria um silêncio de dúvida, mas eu não duvidei de Meredith, em nenhum segundo, minha real dúvida era de Sam, se ela era só um pião naquele plano, ou fazia parte de tudo, mas ela não estava ali atoa.
Sabia que meu silêncio foi o grande erro do momento, mas eu precisava ouvir, não por acreditar nela, mas para saber ate onde ELA iria. Puxei a garrafa de whisky e bebi mais um pouco, eu olhava a pasta onde estava os votos de Meredith, queria abrir e ler eles, mas não conseguia.
Queria ir atrás dela e pedir para me explicar, mas não achava que merecia isso, e não queria a deixar nervosa.
- precisamos conversar - ouvi a voz que eu tanto amava.
- Meredith - levantei do chão.
- o que é isso? - ela apontou minha mão.
- seus votos, mas eu não li - falei.
- não faz tanta diferença agora - ela falou dura.
- você está bem?
- advinha? Meu noivo é um covarde de merda que deixou a ex falar de mim sem me defender, como acha que estou?
Meredith me olhava com raiva, aquilo era muito pior, pior que perder meus hotéis, perder o castelo foi nada.
- posso falar? - pedi.
- não sei se vai adiantar, mas fala.
- eu acredito que tudo isso é coisa do pai da Sam, não sei dela, mas acredito que sim, que estão juntos nisso - dei um passo na direção dela, mas Meredith se afastou - olha, eu entendo porque está com raiva, porque deve estar me odiando agora, mas... Eu nunca cogitei a possibilidade de te sido você... Primeiro que o haras é seu.
- o haras é seu - ela me olhou desconfiada.
- Nico fez o novo contrato onde o haras passa a ser seu oficialmente...
- porque merda faria isso? Quando fez isso?
- antes de irmos para índia... Depois que eu decidi que seria com você que queria passar o que me resta de vida, eu decidi que ele seria seu... Mesmo que um dia acabasse ainda seria seu...
- isso não justifica.
- eu comprei a casa, ela também está no seu nome... É sua...
- Andrew... Isso é lindo, eu nem entendo porque faria isso - ela me olhou ainda triste - mas ainda não justifica seu silêncio.
- meu silêncio foi ... Se ela veio aqui tentar me deixar com dúvidas, me calar era a resposta.
- não Andrew - ela gritou - foda-se o certo... Que porra, eu estava aqui me preparando para casar com você... A resposta era chamar a porra da segurança e jogar aquela vadia de merda que você insiste em ... Eu nem sei que merda você faz, mas você a deixa falar o que quer, como se tivesse a porra da obrigação de relevar a insanidade dela, por ser mãe do Thiago.
- amor.
- vai a merda, não me chama assim... Eu tô com tanto ódio, eu consigo visualizar o seu pensamento, porque na hora que li aquela merda a primeira pessoa que me veio a cabeça foi ele, mas porra... - ela limpou as lágrimas - não importa o motivo que fez você se calar, se você quer acreditar que é isso, acredite, mas eu não, você mais uma vez deixou ela me humilhar, me ofender, a mulher que te traiu por meses, a vagabunda que te enganou, você se calou para ela, quando quem tava sendo acusada é supostamente a mulher que você ama.
