11. O presente.

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Claro! Aqui está o texto com correção ortográfica completa e mais vida nas cenas, mantendo seu estilo original, os travessões nos diálogos e a estrutura emocional, sensual e intensa da narrativa:

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Pov’Meredith

Abri minha porta e me deparei — não com um, mas dois entregadores. Um segurava duas sacolas de loja e o outro, uma cesta. Fiquei nervosa diante deles, mas pedi que entrassem e deixassem tudo sobre a mesa da cozinha. Depois agradeci, fechei a porta e quase corri para descobrir o que Andrew havia mandado. Era a primeira vez na vida que recebia algo assim. Comecei pela cesta.

— Ele é louco — ri nervosa.

Comecei a olhar o conteúdo devagar. Era uma cesta menor, bem embalada, cheia de morangos gigantes, várias barras de chocolate meio amargo e outras guloseimas. Junto, um cartão. Peguei e abri.

"Para a menina."

Só isso?

O que significava “para a menina”?

Fui então descobrir o que havia nas sacolas — de lojas caras. Abri a primeira e tirei uma caixa de papelão com a mesma marca da sacola. Ao abrir, vi um vestido azul-escuro. Todo de seda, com alças finas, longo, e uma fenda no lado esquerdo. Fiquei meio abobalhada com a beleza do vestido. Andrew tinha bom gosto... Mas é claro que teria.

Abri a outra sacola e, bem em cima, outro cartão.

"Para a mulher."

— Ele vai me deixar curiosa. Na verdade, já deixou — ri sozinha.

A sacola era menor, de uma joalheria. Peguei a caixinha de joia e abri.

— Uau...

Aquilo devia ser caro. Muito caro. Um colar todo de ouro, com vários pequenos corações unidos. Dentro de cada um, uma pedra azul, quase na mesma cor do vestido. Um par de brincos com o mesmo coração e a pedra brilhante. O detalhe que me deixou ainda mais surpresa? Eram de pressão.

Me senti nas nuvens. Acho que nunca ganhei nada tão caro — e tão significativo. Andrew se atentou a pequenos detalhes. Mesmo sendo só sexo, e eu sabia que era só sexo — de ambas as partes — ele era gentil a ponto de não só me dar algo caro, que ele sabia que eu ia gostar, mas de juntar detalhes de coisas que só comentei por alto.

— Nossa... — ouvi o arfar de Lexie.

— De onde saiu tudo isso?

— Ganhei de presente — falei meio seca. Ainda não estava tão de boa com minha irmã caçula.

— Do cara?

— Sim... Dele mesmo. Algum problema?

— Não... — ela se aproximou. — Ele mandou morangos?

— Sim — sorri animada. — No domingo, quando saímos, falei que amo morangos e chocolate meio amargo.

— Ele prestou atenção — Lexie riu. — E... uau, que lindo — ela admirou as joias.

— Demais. É lindo demais — passei os dedos pelo colar. Um encontro e eu havia ganhado um colar de ouro.

Melhor que amor.

— Desculpa por ter falado que ele é como ela.

— Já passou.

— Mesmo assim... eu fui egoísta. Você estava certa — Lexie me olhou com aquela cara de cachorrinho sem dono.

— Costumo estar. Obrigada por se desculpar — sorri para ela.

Ia sair para guardar meus presentes, mas ouvi meu celular. Corri de volta para a sala, peguei ele e me joguei no sofá para atender.

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