85. A mudança.

47 8 18
                                        

Pov'Meredith.

- ainda não acredito que você tá grávida - Alex me cutucou, a casa agora estava calma, Andrew e Thiago foram para casa, Josephine e Helen atravessaram a rua, Lexie estava no quarto dela e Thatcher na sala assistindo.

Parecia que a vida era como antes, Alex e eu jogados na cama conversando, como se a esposa dele não estivesse em casa e meu futuro marido não estivesse me deixado alí — a contra gosto — mas deixou.

- nem eu na verdade, esse bebê rompeu as barreiras de contraceptivos.

Estava rindo de nervoso.

- como você está se sentindo com isso? Você sabe! Antes!

- eu sei... Sinceramente? - encarei Alex.

- claro, sempre com sinceridade.

- tô com medo, medo de não amar meu filho, de não saber cuidar dele, de fracassar... De ouvir o choro dele e sentir que errei, Maya fala que esse medo é normal, mas eu não acho que seja.

- duvido que terá dificuldades em amar ele...

- se for uma menina, vai se chamar Zaya.

- Zaya... O que significa? - ele me deu uma olhadinha já conhecendo a amiga.

- sorte... Ou destino.

- como seu encontro com Andrew - meu amigo entendeu.

- sim... Na viagem de volta para casa, antes que eu wpagasse - sorri sem graça - ele falou sobre me mudar logo.

- e você?

- ele falou que era uma sugestão, pra ele não faz sentido estarmos morando separados quando estou grávida e vamos casar em poucos meses.

- bom, eu concordo com ele... Se está pedindo minha opinião - Alex fez uma careta - não faz sentido realmente.

- eu sei. Mas me preocupo com Lexie.

- Lexie é sua irmã, você dedicou parte da sua vida a ela e ao Thatcher, não pode se sentir culpada por estar finalmente vivendo uma vida sua... Não se culpe por ir embora, um dia ela vai conhecer alguém e vai casar e ter uma vida ... E o pai de vocês vai continuar sendo o pai de vocês, mas não pode deixar de viver por nenhum dos dois.

- eu não queria me sentir assim... Mas sem querer eu sinto que estou sendo egoísta em deixar eles - admiti.

- por isso tem que continuar fazendo terapia, conversa com Maya sobre isso... Ela vai falar o mesmo que eu... Você mais que todos merece viver essa vida.

- eu vou, não pretendo largar tão cedo.

- ótimo - Alex abraçou meu ombro - chegou a hora de viver sua vida, você fez tudo que podia, e além por eles, Andrew custeou o tratamento de Thatcher, ele está bem agora... Chegou a hora dele assumir um pouco de responsabilidade, pelo menos por uma das filhas. E eu vou estar sempre por aqui, a mamãe também - o tom dele era paternal, achava engraçado como ele conseguia ser assim, principalmente quando se referia ao meu bem estar, eu sabia que hoje estava tudo bem, mas ele também tinha suas mágoas com Thatcher.

- eu sei.

- ela me perguntou ontem se eu me importaria se ela namorasse - senti Alex tremer, acabei rindo.

- e o que falou?

- que ela também tinha o direito de ser feliz... E eu sei que ela fala de Thatcher, nós dois sabemos que a mamãe nunca se permitiu ter algo com ele por causa do... Da doença.

- nós sabemos - concordei - você ficaria feliz?

- antes não, não deixaria, já via duas pessoas que amo, sofrendo, já tinha que aguentar ver você suportando tudo isso... Mas agora, sim... Seria bom.

A PROPOSTA Onde histórias criam vida. Descubra agora