126. O Epílogo.

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POV' Meredith

Dois dias após o aniversário de Andrew, o levei para fazer a vasectomia. Porque, se tinha uma coisa que éramos bons, era em fazer filhos. Tudo bem que eles eram lindos, mas eu não aguentaria outro bebê.

Fiquei no quarto à espera dele. A cirurgia foi marcada intencionalmente naquele período em que meu resguardo estaria no fim. Quando o dele também chegasse ao fim, estaríamos os dois liberados juntos. Mas, depois de muita conversa, minha médica sugeriu começar o contraceptivo por pelo menos três meses até ele estar totalmente "livre" dos espermatozoides. Era engraçado pensar essas coisas... Mas Andrew já estava com quarenta e quatro anos. Já tínhamos dois filhos bebês. E, apesar de amar ser mãe, eu queria aproveitar bastante a vida com eles — e sem eles. Dois era um bom número.

— Oi — sorri quando os enfermeiros entraram com ele no quarto. Esperei o ajeitarem e fui pertinho dele. — Como estamos?

— Ainda não sei. Não sinto minhas bolas... Pode ver se elas estão no lugar?

O pedido me fez rir muito.

— Tô falando sério, eu não as sinto.

— Efeito da anestesia — levantei o lençol. — Duas bolas e um pênis perfeito, está tudo aí — murmurei sapeca.

— Que alívio — ele suspirou. — Quando puder, você vai me pagar por essa cirurgia.

— Estou contando com isso — me curvei e beijei ele. — Vamos compensar.

— Vamos... Daqui até a Grécia — ele sorriu.

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1º de dezembro, a dias do meu aniversário.

Acordei do melhor jeito possível: Andrew de um lado, Zaya do outro e Ryan entre mim e o pai. A vida era incrível. Aquele, sem dúvidas, seria o melhor aniversário da minha vida. Meus filhos. Meu marido. Minha família e amigos que eu não trocaria por nada.

Abri os olhos e sorri, contemplando a graça da maternidade com minha filha dando tapinhas no meu rosto e chamando:

— Mama!

— Bom dia, filha. Mamãe já acordou — olhei para ela. — Agora é hora de acordar o papai.

Zaya passou por cima de mim e foi pra cima do pai. Foi a vez dele ganhar tapinhas e abrir os olhos. Me virei e esperei.

— Bom dia, filha. Papai já acordou.

— Estamos com fome — comentei.

— Bom dia, amor — Andrew se esticou e me deu um beijo. — A que horas vieram todos pra cama?

— Não lembro... — sorri. — Mas aconteceu.

— Certo... Hora de levantar.

Ele se sentou na cama e levantou com Zaya. Levantei também e peguei Ryan.

— Oi, príncipe. Bom dia.

Saímos os quatro em direção à cozinha, encontrando Thiago e Laura preparando o café.

— É tão fácil me acostumar com isso.

— O quê?

— Vocês dois preparando o café da manhã. Já falei que não pode deixar ela?

— Esse mês, não — Thiago riu.

— Está dito então... O que é isso? — vi sobre minha mesa especial para flores — literalmente comprei para colocar em um canto da cozinha só pra manter flores ali — e lá estavam: minhas favoritas. E uma embalagem discreta de uma joalheria.

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