111. O filho.

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Pov'Andrew.

Um filho de dezenove anos, uma filha de três meses, e uma esposa de vinte e sete anos, não é pra qualquer um, um mês de casado e eu tinha que me limitar a opções de comemoração porque ainda estava me recuperando de uma cirurgia, mas apesar disso ainda havia muito a se celebrar, estávamos saindo do buraco que Victor e sua corja nos enfiaram, ainda havia um longo caminho pela frente, mas já não estávamos tão ruim. Thiago ainda parecia estranho, nossa convivência estava normal, mas havia algo diferente nele, entendi que não era relacionado a nós dois, ou algo em nossa família, era um conflito interno, então esperaria ele querer compartilhar.

Mas para aquele dia eu pensei em algo dentro das minhas limitações, então enquanto Meredith resolvia questões do haras e ajudava Carina com os hotéis, eu cuidava da nossa filha e da nossa festa — que ela não sabia que aconteceria — de um mês de casados, já havia combinado com todos, faríamos no jardim de casa, contratei uma equipe para organizar tudo, mas nada muito pomposo, apenas para celebrar, havia muitas coisas que me faziam sentir  a necessidade de comemorar, uma delas era estar vivo.

Também escolhi presentes para Meredith, encomendei vários buquês de margaridas que com a ajuda de Helen foram para vasos e agora os espalhava pela casa, cada cômodo que sabia que ela entraria ajeitei um, coloquei três espalhados na sala, dois em nosso quarto, e um em cada cômodo.

- a casa está perfeita - murmurei olhando em volta, Zaya estava em meu colo, por sorte ela não era tão pesada, e já me sentia bem melhor então a mantinha no bebê canguru para ficarmos juntos enquanto preparava tudo - sua mãe vai adorar, ela adora margaridas... E adora presentes.

- tenho certeza que ela vai amar - Helen murmurou - principalmente por saber que você a ama ao ponto de se importar em fazer.

- ela merece que eu seja assim...

- eu sabia que havia alguém que amaria minha filha do jeito certo... Por isso, sempre a incentivei a se permitir ser amada por você.

- obrigado.


;)



- o que você acha? - mostrei os dois vestidos - azul ou rosa? - os coloquei diante de Zaya - o azul combina com seus olhinhos, mas o rosa você fica parecendo uma princesa.

- o senhor sabe que ela não entende - ouvi a voz divertida de Thiago - a tia Carina avisou que elas estão de saída do castelo.

- ótimo... Então filha? Azul ou rosa? - balancei os vestidos.

Zaya esticou as mãozinha e puxou o vestido rosa, eu sabia que ela não entendia de fato o que eu perguntava, mas ainda era divertido fazer a brincadeira.

- ótimo, eu também gostei mais do rosa. Viu? Ela entendeu - olhei para meu filho - você está feliz hoje.

- me sinto feliz a maior parte do tempo - ele revirou os olhos, disso eu sabia, Thiago sempre foi uma criança feliz e cresceu assim, mesmo nos momentos ruins ele conseguia manter o bom ânimo.

- não, é algo diferente, você parece apaixonado - expliquei - quem é?

- a garota? - ele estreitou o olhar.

- a pessoa - murmurei, Thiago poderia achar que eu não o conhecia, mas nesse ponto eu o conhecia muito melhor que a mãe, sabia indentificar coisas pequenas relacionadas a ele, porque grande parte foram ensinadas por mim, seus valores foram algo que eu moldei com cuidado em cada viagem nossa, cada partida de qualquer jogo que íamos, cada conversa, eu tentei ser o melhor exemplo para ele, e acredito que consegui, consegui principalmente ser um pai que conseguia ver além das palavras dele.

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