59. O sequestro.

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Pov'Meredith.

- Meredith - ouvi a batidinha na porta - Meredith? Tá em casa.

Abri a porta e vi Carina, ela parecia nervosa, era engraçado que ela sempre parecia correndo para tirar alguém da forca, sempre agitada demais.

- Carina, o que faz aqui?

- tá ocupada? Tem compromisso hoje?

- não, acabei de chegar da faculdade, só vou almoçar com seu irmão, aconteceu algo?

- nada de ruim, vamos ao shopping! Liga pro Andrew e avisa que não vai almoçar juntos.

- assim do nada? - claro que eu ia adorar, mas estava surpresa, e confusa. Principalmente confusa.

- estou feliz, e estou grata... E te devo uma roupa, por falar nisso - ela pegou na bolsa uma caixinha de jóia e minha bolsa pequena - obrigada.

- de nada, entra, vou guardar isso e trocar de roupas.

- ok, te espero aqui.

Concordei e segui para o quarto, guardei minha gargantilha e a bolsa, depois escolhi uma roupa mais adequada para um passeio no shopping, acabei em um vestido amarelo com margaridas, eu adorava ele, calcei saltos confortáveis, Carina parecia uma empresária de sucesso, não ia sair com ela, usando tênis, peguei minha bolsa e celular, estava sem maquiagem, mas meu cabelo estava todo modelado, ajeitei minha franja e sai do quarto.

- você fica linda de amarelo, um ar romântico.

- vejo que alguém teve uma boa noite.

Comentei quando ela suspirou.

- incrível, e você vai ter que ouvir os detalhes...

- ouvirei - falei rindo.

Entramos no carro quase que ao mesmo tempo, Carina saiu devagar e seguiu em direção ao shopping.

- considero meu irmão meu melhor amigo, tenho uma boa relação com April, mas não somos confidentes.

- eu entendo.

- eu nunca confiei em ninguém além dele para contar essas coisas, sabe? Coisas da minha vida particular.

- sei.

- eu confio em você, acho que seria minha melhor amiga - Carina me deu um olhar cheio de afeto.

- Cah - suspirei, eu estava emocionada - obrigada, mesmo.

- eu sei que seu melhor amigo é Alex.

- Alex é para mim, o que Andrew é para você... Ele é meu irmão... Eu também nunca tive uma melhor amiga.

- não precisa falar isso para que eu não pareça uma velha patética.

- você não é nem velha, nem patética, e não é por isso... Você sempre foi gentil comigo, mesmo quando mal me conhecia, e não tô falando por causa do que me deu, estou falando de como sempre me tratou.

- gosto de você.

- a recíproca é verdadeira. Deixa eu avisar Andrew que estou com você.

- ele não vai morrer se não tiver notícias suas nas próximas horas.

- não vai, mas havia combinado de encontrar ele para almoçar, esqueceu?

- sério... Sem querer ser indiscreta, eu sei que Andrew realmente amou Sam - Carina fez uma careta - apesar da minha contrariedade a esse fato, eu sei que sim.

- ok, eu já sabia disso.

- mas ele não era assim com ela, nem no início, e repito, eu sei que era amor... Mas de algum modo ele é outra pessoa com você, Andrew nunca foi assim.

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