64. A banheira.

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Pov'Meredith.



- aqui - April pegou minha mão e colocou sobre sua barriga, senti o chute forte de Samuel, falei que adorei o nome do bebê? Era tão singelo, e ao mesmo tempo carregava um grande significado, me lembrou da passagem "por este filho eu orei". Imagino que April desejou muito ser mãe.

- caramba, não dói? - perguntei.

- às vezes, mas não é uma dor insuportável...

- na segunda vamos terminar de escolher os móveis, e começar a montar tudo.

- obrigada por ajudar.

- estou feliz por ajudar, e não pode tentar me pagar outra vez, eu gosto de fazer, e é meu presente.

- eu pensei em uma coisa - April me encarou - Jackson e eu decidimos que cada um escolheria um dos padrinhos... EU escolhi você.

- EU? - encarei a garota ruiva - porque eu?

- não sei, eu gosto de você... E você tem me ajudado tanto.

- ok, mas isso não é parâmetro.

- eu sinto que é uma boa escolha... Padrinhos tem que ser pessoas que vão amar... Cuidar e se preocupar. De todas as amigas que tenho, você tem sido a mais atenciosa, me manda mensagens todos os dias perguntando como estamos, tem me ajudado com tudo relacionado ao Samuel, e Jackson concordou e ele escolheu Andrew como padrinho.

- April, me sinto lisonjeada - falei, me sentia isso e emocionada - prometo ser uma madrinha presente e amorosa.

- não tenho dúvidas.

- ouviu garoto? - passei a mão na barriga dela - serei sua madrinha, espero que tenha gostado da idéia.

Senti Samuel chutar várias vezes exatamente onde minha mão estava.

- acho que ele gostou.

- obrigada mesmo por isso, vocês todos tem me acolhido e me feito sentir importante...

- é fácil gostar de você...

- obrigada - repeti.

Maya ainda teria muito trabalho comigo surtando a cada coisa nova que surgia, mas por mais surpreendente que pudesse ser, eu me sentia amado.

- e vocês? - ela olhou para longe, onde Andrew conversava com Jackson e Levi.

- estamos ótimos... Estou feliz.

- que bom... Já falaram em casar?

- acho que de uma certa forma sempre falamos, mas estamos indo no nosso tempo.

- eu admiro sua maturidade e tranquilidade com tudo.

- é fácil, é só crescer sendo a pessoa que tem que ser responsável - falei em um tom cheio de sarcasmo.

- você é mórbida.

- eu sei... Mas eu acredito no que falo, estou vivendo todos os momentos do meu relacionamento com Andrew, e quando ele tirar da gaveta as alianças eu estarei pronta para falar sim.

- da gaveta?

- sentindo figurado, não sei se ele comprou ou não, eu realmente não estou tentando descobrir ou fico pensando sobre isso... Mas vou manter as unhas feitas para o caso de acontecer - brinquei mostrando as unhas.

Minha vida estava maravilhosa, desde que perdoei Thatcher e me reconcilie com traumas da minha infância me sentia pronta não só para casar, mas para realmente construir uma família, então eu esperaria acontecer.

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