Pov'Andrew.
— Andrew? — Sam me olhou surpresa quando me viu atrás do nosso filho. — O que faz aqui?
— Thiago tem novidades — murmurei. — Só vim acompanhar ele. — Me sentei ao lado do nosso filho.
— Novidades? — Ela olhou para ele. Era notório o quanto Sam estava abatida. Não chegava a sentir pena — ela havia cavado a própria cova. Tudo o que estava vivendo era consequência das escolhas que fez. Só estava ali porque sabia que seria importante para Thiago.
— Trouxe um bolo, mas não deixaram entrar. Falaram que te entregam depois.
— Obrigada... Qual as novidades?
— Tô namorando. O papai conheceu ela semana passada. Queria contar pra você.
— Uma garota? — Sam pareceu surpresa.
— É, o nome dela é Laura. — Meu filho pegou o celular e mostrou a foto. — Ela cursa psicologia...
— Ela é linda. Quantos anos ela tem?
— Vinte e três anos. — Nem precisei olhar para o garoto pra saber que ele estava sem jeito.
— Não parece. Obrigada por vir me contar... Estou feliz.
— Tudo bem, é seu aniversário...
— Obrigada por vir com ele...
— É nosso filho. O resto não vem ao caso agora — murmurei de forma seca.
— Obrigada — ela repetiu. — Me conta mais sobre ela... Laura, certo? — Sam voltou o olhar para o filho. Dava pra notar a dor nos olhos dela, mas agora não tinha volta. As escolhas a levaram a isso: saber do filho em visitas, não acompanhar os momentos importantes como deveria ser.
;)
— Como foi com eles? — Meredith perguntou quando me viu entrar no quarto.
— Estranho, mas sem drama ou confusão... Ele contou as novidades, ela não falou nada de errado.
— Certo. — Meredith não demonstrou nenhuma emoção. — Comecei a sentir contrações, mas acredito que são de treinamento.
— Isso sim é novidade. — Fui até onde ela estava e lhe dei um beijo, depois beijei sua barriga. — Não seja ansioso, nem torture sua mãe — falei antes de beijar novamente sua barriga. — Estou louco pra conhecer você.
;)
Estávamos na reta final para o parto, literalmente esperando o nascimento de Ryan. Cada detalhe foi planejado, mas aquele em específico não conseguíamos controlar, então era apenas cruzar os dedos e esperar.
— Em algumas semanas vamos comemorar mais um ano juntos — murmurei, novamente com um bebê nos braços.
— Não sei se é sorte ou azar que vou estar de resguardo — Meredith riu.
— Um pouco dos dois? — sugeri.
— Acho que sim... Pensar que eu mal havia saído do resguardo quando você fez outro filho em mim. — Ela me olhou feio. — Você deveria fazer vasectomia. — Sua sugestão era séria.
— Por quê?
— Porque eu não vou ter outro filho seu... Esse corpo não aguenta outro bebê — a voz irritada dela me fez rir. — Andrew DeLuca!
— Desculpa. Vasectomia dói.
— Parto é pior... Muito pior. Vasectomia ou nunca mais transar?
— Posso fazer depois do parto? Uns dias antes de terminar seu resguardo? — sugeri.
