123. A presidiária.

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Pov'Andrew.



— Andrew? — Sam me olhou surpresa quando me viu atrás do nosso filho. — O que faz aqui?

— Thiago tem novidades — murmurei. — Só vim acompanhar ele. — Me sentei ao lado do nosso filho.

— Novidades? — Ela olhou para ele. Era notório o quanto Sam estava abatida. Não chegava a sentir pena — ela havia cavado a própria cova. Tudo o que estava vivendo era consequência das escolhas que fez. Só estava ali porque sabia que seria importante para Thiago.

— Trouxe um bolo, mas não deixaram entrar. Falaram que te entregam depois.

— Obrigada... Qual as novidades?

— Tô namorando. O papai conheceu ela semana passada. Queria contar pra você.

— Uma garota? — Sam pareceu surpresa.

— É, o nome dela é Laura. — Meu filho pegou o celular e mostrou a foto. — Ela cursa psicologia...

— Ela é linda. Quantos anos ela tem?

— Vinte e três anos. — Nem precisei olhar para o garoto pra saber que ele estava sem jeito.

— Não parece. Obrigada por vir me contar... Estou feliz.

— Tudo bem, é seu aniversário...

— Obrigada por vir com ele...

— É nosso filho. O resto não vem ao caso agora — murmurei de forma seca.

— Obrigada — ela repetiu. — Me conta mais sobre ela... Laura, certo? — Sam voltou o olhar para o filho. Dava pra notar a dor nos olhos dela, mas agora não tinha volta. As escolhas a levaram a isso: saber do filho em visitas, não acompanhar os momentos importantes como deveria ser.


;)


— Como foi com eles? — Meredith perguntou quando me viu entrar no quarto.

— Estranho, mas sem drama ou confusão... Ele contou as novidades, ela não falou nada de errado.

— Certo. — Meredith não demonstrou nenhuma emoção. — Comecei a sentir contrações, mas acredito que são de treinamento.

— Isso sim é novidade. — Fui até onde ela estava e lhe dei um beijo, depois beijei sua barriga. — Não seja ansioso, nem torture sua mãe — falei antes de beijar novamente sua barriga. — Estou louco pra conhecer você.


;)



Estávamos na reta final para o parto, literalmente esperando o nascimento de Ryan. Cada detalhe foi planejado, mas aquele em específico não conseguíamos controlar, então era apenas cruzar os dedos e esperar.

— Em algumas semanas vamos comemorar mais um ano juntos — murmurei, novamente com um bebê nos braços.

— Não sei se é sorte ou azar que vou estar de resguardo — Meredith riu.

— Um pouco dos dois? — sugeri.

— Acho que sim... Pensar que eu mal havia saído do resguardo quando você fez outro filho em mim. — Ela me olhou feio. — Você deveria fazer vasectomia. — Sua sugestão era séria.

— Por quê?

— Porque eu não vou ter outro filho seu... Esse corpo não aguenta outro bebê — a voz irritada dela me fez rir. — Andrew DeLuca!

— Desculpa. Vasectomia dói.

— Parto é pior... Muito pior. Vasectomia ou nunca mais transar?

— Posso fazer depois do parto? Uns dias antes de terminar seu resguardo? — sugeri.

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