Pov'Meredith.
- porque está sorrindo assim? - perguntei quando notei Andrew apoiado no batente da porta com os braços cruzados sobre o peito, ele já usava um pijama, ainda estávamos no dia dois de quarenta, e eu já estava louca para agarrar ele, Andrew era um quarentão de dar inveja.
- estou só admirando você segurando nossa filha, e lembrando que se pudesse teria me afogado na hidro da torre por causa do nosso vacilo.
- eu teria - também ri.
- sabe a história do "era pra ser só uma ficada?" - Andrew entrou no quarto e se curvou para me beijar - e olha nós aqui colocando um bebê para dormir.
- é a vida, é isso que dá querer namorar uma garota de vinte e cinco anos meio surtada.
- a melhor loucura que cometi - ele me beijou várias vezes - ela dormiu?
- faz um tempo, mas não consigo levar ela para o bercinho, ela é tão encantadoramente perfeita.
- ela é muito linda mesmo... Quer me dar ela?
- não, eu ... Só mais um pouco - pedi.
- você também tem que dormir - Andrew a pegou do meu colo, e a levou até o berço, levantei devagar e fui junto, o observei ajeitar ela, quando se afastou fui fazer só meu jeito.
- lembra que eu já criei um bebê - ele comentou.
- desculpa, acho que é instinto - o fitei sem jeito, segui para cama e sentei, me sentia imensa, mesmo já tendo dado a luz ainda estava muito inchada - meus pés estão inchados - falei quando os coloquei sobre a cama.
- o que acha de uma massagem? - Andrew sugeriu já pegando um dos meus pés e começando a massagear.
- isso é tão bom - relaxei sobre o travesseiros e fechei os olhos.
- quero casar com você.
- nós vamos.
- quero que comece a planejar um casamento para breve ... No máximo três meses.
- porque?
- porque eu quero ler meus votos, e quero ouvir os seus.... Eu sei que estraguei nossa primeira tentativa, mas por favor casa comigo novamente - Andrew se curvou e beijou a parte interna da minha coxa.
- três meses - concordei.
- ótimo, espero que seu vestido seja tão lindo quanto o primeiro - ele beijou minha outra coxa no mesmo ponto - estou contando os dias.
- somos dois - soltei uma risadinha.
- eu te amo Meredith - Andrew se ergueu sobre meu corpo, estávamos quase deitados, mas ele manteve seu peso firmado, seu olhar encontrou com o meu - acho que me apaixonei.
- só agora?
- não, eu só me apaixonei de novo, e de novo e de novo... - seus lábios pararam muito perto dos meus quase os tocando - e novamente agora - ele me beijou, um beijo de me enlouquecer, sua língua percorria meus lábios e invadia minha boca, agarrei seus cabelos para ter mais, era uma necessidade, estávamos sem fôlego em segundos, senti uma coisa nova, não tinha haver com sexo ou paixão, era uma coisa constrangedora, coloquei minhas mãos no peito dele e o empurrei com gentileza - o que aconteceu?
- leite vazando - falei constrangida.
Aquilo era novidade pelo menos para mim, Andrew levantou da cama e me ajudou, apesar do lindo constrangimento, estava rindo da situação.
- mas você fica aí - mandei seguindo para o banheiro.
- posso tomar o leite extra - ele ofereceu mostrado uma expressão de puro cinismo.
