116. O despertar.

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Pov'Meredith.

O convite simples, mas muito lindo foi preparado, realmente para pouquíssimos convidados, a única exigência de Maya foi poder ter o pai presente, com sua doença era mais difícil para ele estar em lugares cheios, então entendi porque havia sugerido um casamento pequeno aceitado comemorar na festa de aniversário do império, então sugeri ter um local para ele ficar até a hora da cerimônia, onde um ou dois enfermeiros pudesse ficar cuidando dele.

Ambas optaram por vestidos mais simples, numa cerimônia no mesmo padrão, mas ainda sim seria uma cerimônia linda, eu ia garantir isso, que elas tivessem um dia memorável, cada detalhe pequeno, por mais singelo que fosse seria para deixar as duas felizes, para que em uma década ou duas lembrassem daquela data e soubessem que valeu apena.

- Meredith? - Antony murmurou surpreso - a mamãe não está.

- eu sei, na verdade vim falar com você - sorri para ele - preciso de um favor.

- claro, entra - ele pediu, parecendo preocupado - o que aconteceu?

- preciso de fotos da sua mãe com seu avô...

- porque?

- quero tentar "trazer" ele a realidade no dia do casamento - tentei explicar - mostrar fotos que possam ajudar ele a lembrar dela, para poder a acompanhar ao altar, li um pouco sobre a doença dele, e vi alguns relatos de que com um pouco de estímulo alguns pacientes voltam, mesmo que só por um curto período, estou torcendo para que consigamos isso com ele.

- isso seria incrível - ele sorriu emocionado - tem vários álbuns.

- poderia me emprestar? Prometo ter cuidado.

- claro que sim, ela me pediu para a acompanhar ao altar, mas sei que ia preferir o vovô.

- você se importa? - não havia pensado nisso.

- claro que não... Se conseguir fazer ele lembrar dela, eu também vou ficar feliz, vou pegar os álbuns... Tem muitas fotos de antes do meu nascimento, elas são perfeitas para o ajudar - o garoto seguiu para o quarto.


;)


Estávamos a menos de vinte e quatro horas do casamento, a cerimônia seria no próprio hotel no terraço dele onde seria armada uma tenda, depois de um pouco de conversa Maya e Carina concordaram em fazer no final no dia perto do por do sol, a festa estava marcada para iniciar as oito, então elas teriam tempo para se trocar e descer para comemorar, seria quase que apenas uma festa, mas na cerimônia estaria apenas família e amigos como ela pediram, um juiz de paz e os fotógrafos, também me certifique linque teria alguém para registrar tudo em vídeo, eu adorava o vídeo do meu casamento, e se conseguisse fazer o pai de Maya ficar lúcido por algum tempo queria ter certeza que eles teriam essa memória registrada.

- o que está fazendo? - Andrew me flagrou.

- olhando fotos da Maya mais jovem - respondi.

- de onde saiu isso?

- Antony me emprestou - falava sem parar de olhar.

- porque precisa delas? - meu marido sentou ao meu lado.

- pretendo pedir aos enfermeiros que mostrem ao pai da maya as fotos, que tentem estimular a mente dele, talvez ele lembre ou se conecte a elas por alguns minutos... Só o suficiente para estar com ela nesse dia.

- porque?

- porque quero que ela possa entrar acompanhada do pai - parei de olhar as fotos e fitei meu marido - Maya não quer não ter festa porque acha bobagem, não quer uma cerimônia pequena porque é suficiente, ela quer isso porque o pai não consegue ficar em ambientes super lotados, ela está preocupada dele não conseguir nem ficar lá até o final... Ela só quer poder ter ele ali.

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