51. A saleta.

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Pov'Meredith.



Acho que meu namorado estava arrependido de ter me levado ao shopping, sua expressão era de quem não estava muito animado em carregar sacolas, mas ele não me mandou parar, e eu estava ADORANDO poder dar uma de madame, era New York, simplesmente uma das cidades mais lindas do mundo, estava dentro de um dos maiores shopping da cidade, e meu namorado havia me liberado para comprar o que eu quisesse, agora estávamos em uma joalheria, mas eu estava quase arrependida de ter entrado ali.

- esse ou esse? - mostrei os dois colares.

- você já tem um parecido - ele indicou - deveria levar um diferente.

- tem razão ... Devolvi a atendente um dos colares, ela me olhou daquele jeito, o jeito que todos olhavam quando percebiam a diferença de idade, quando ela levantou fiz uma careta, além da sua pergunta indiscreta logo que chegamos, seu olhar em todo tempo era de desprezo.

- preferia o outro?

- não... Hora de ir embora - levantei - não quero mais nenhum.

- porque?

- não vamos levar esse também - falei para a garota quando ela voltou, sua expressão mudou, agora era desconfiada ou indignada.

- não gostou?

- não - a olhei firme, virei as costas e sai da loja.

Estava sendo possivelmente birrenta? Sim! Mas não ia comprar nada daquela vadia, sai andando e só parei quando estava longe da vista da atendente.

- Meredith, o que deu em você? Não precisava disso, você pediu minha opinião - Andrew me olhava confuso.

- não tô com raiva de você.

- então o que aconteceu?

- aquela... Aquela... Pessoa - engoli a ofensa que passava em minha mente - ela ficou me olhando com desprezo, me olhando como se eu fosse uma ... Aproveitadora.

- Meredith, isso é bobagem.

- não é, eu não sou idiota... Você ouviu quando perguntou o que você era pra mim... E quando falou namorado, a expressão dela mudou. Odeio, odeio que me olhem e vejam só uma interesseira... Não é da conta dela se você é meu namorado, amante, ou só o cara que me banca, a função dela é sorrir e atender, não investigar minha vida e ficar me olhando com desprezo.

- não tem que se importar - Andrew largou as bolsas e seguroueu rosto entre suas mãos - eu não me importo, não me importava nem quando o que tínhamos era apenas conveniência.

- ok... Mas eu não vou comprar nada daquela vadia... Não vou ajudar ela a ganhar comissão alguma.

- você é assustadoramente vingativa... Vamos em outra joalheria - Andrew me deu um beijo, depois pegou as sacolas - eu amo você, mas me recuso a te acompanhar outra vez ao shopping.

- poxa, eu achei tão legal.

- divirta-se com as meninas - Andrew sugeriu - eu pago a conta, mas não vou fazer isso.



;)



- você é a pessoa mais implicante que conheço.

- não sou obrigada a aguentar... E compramos um colar - sorri largo, o rapaz que nos atendeu na outra joalheria era super educado e me recebeu do jeito que é correto.

- só você mesmo, sabe que isso vai acontecer em outras situações.

- eu sei, por isso me retiro do lugar ao invés de enfiar a mão na cara da pessoa...

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