114. O menino.

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Pov'Meredith.

Sentei na maca hospitalar e esperei para ver meu bebê, MEU! Um novo bebê crescendo dentro de mim, outra vez estava assustada com a ideia de ser mãe, mas também estava feliz, realmente parecia certo, parecia que agora ficaria completo, uma família de verdade, com filhos, não um filho, mas, filhos correndo pela casa, correndo no jardim, aquilo parecia perfeito, lembrei de Andrew falando sobre como foi crescer com a irmã, e mesmo com Thiago se um irmão maravilhoso havia uma diferença de idade, então mesmo brincando com ela, as experiências sempre seriam diferentes, já esse bebê e Zaya cresceriam realmente juntos, vivendo as mesmas experiências, aprendendo tudo juntos, seriam como irmãos gêmeos, e eu os ensinaria a serem principalmente cúmplices como o pai e a tia são, juntos para o que der e vier.

- você está com cinco semanas e três dias... Uma bebê saudável - nossa médica apontou na tela - vamos descobrir o sexo?

- por favor - Andrew pediu.

- então vamos fazer a sexagem... Mas seu bebê está bem.

- vou poder continuar amamentando Zaya? Fiquei tão assustada com a notícia, que fiquei com medo de ter algum problema.

- por hora pode... Não existe restrições, se você ou ela tiverem algum tipo de problema paramos, mas caso contrário pode fazer até seu bebê nascer.

- tem certeza? Juro que ouvi que não podia.

- juro... Vamos garantir uma alimentação saudável, não passar dos horários das refeições, bastante líquido para que esse bebê seja alimentado e sua filha também, nos vemos na próxima consulta, vou prescrever as vitaminas, vou adicionar uma para auxiliar na produção de leite... Mas pode ficar despreocupada.

Só concordei, minhas lágrimas não estavam me ajudando a falar, estava aliviada, a minha primeira preocupe culpa foi imaginar não poder mais amamentar Zaya.

- obrigado doutora - Andrew respondeu.

;)

Certo, aquela era uma sensação maravilhosa, minha pequena Zaya nos meus braços mamando e meu pequeno — precisávamos escolher um nome logo — em meu ventre, a cada dia que se passava daquela descoberta, mais eu sentia que era bom, uma coisa realmente boa.

- minha pequena - passei meus dedos em seu rosto - tão linda... Você é perfeita. Céus como eu amo você menininha.

- imagine o quanto eu amo vocês - ouvi a voz que fazia meu coração acelerar, e parecia que eu não era a única a ficar animada ouvindo ela, Zaya parou de mamar no mesmo instante que ouviu a voz do pai, parecia procurar por ele, suas mãozinhas remexiam em busca dele, mas eu a entendia, como não amar ele? Andrew entrou no quarto segurando um buquê de margaridas e algumas sacolas de presentes, sentou no puff diante de nós - as mulheres da minha vida.

- Carina reclamaria de não ser inclusa nesse lista - brinquei.

- ela não está aqui - meu marido se aproximou e me deu um beijo, depois em nossa filha que voltou a procurar por ele - como vocês estão?

- nós? Ótimas, ótimas - afirmei, Zaya se ajeitou e voltou a mamar, agora sentindo o carinho do pai em sua cabeça - ela tá tão grande.

- quase quatro meses... E eu trouxe presentes, para vocês três - pelo sorriso dele parecia algo especial - margaridas... O presente da nossa médica... E os outros eu escolhi.

- certo, vamos fazer só nós três?

- Thiago ligou avisando que depois da escola iria fazer um trabalho com uns amigos, não sei se volta antes do jantar.

- então vamos ser apenas nós - sorri para ele - e já pensou nos nomes?

- bom seguindo seus métodos... Eu pesquisei - Andrew pareceu orgulhoso do que fez - e como você acha que é um menino eu não pesquisei nomes femininos, porque achei um perfeito para menino - seu olhar era tão animado que se o nome fosse ruim eu seria capaz de concordar só para o deixar feliz, mas torci para ser realmente bom, não queria  estragar a alegria dele por escolher o nome do filho.

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