101. O nascimento.

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Pov'Andrew.

Era agora, depois de dezoito anos eu seria pai novamente, a sensação era tão assustadora quanto na primeira vez, lembro do dia que Thiago nasceu, mesmo recém nascido já tinha os olhos verdes brilhantes, e os cabelinhos pretos. Era tão pequeno que cabia em um braço meu, e era perfeito.

Agora tinha uma garotinha prestes a nascer, estava torcendo para herdar a beleza e os olhos da mãe; Meredith saiu do banheiro usando a roupa hospitalar, seu olhar na minha direção foi constrangido.

- está linda.

- claro camisola hospitalar é muito sexy.

- não falei sexy - balancei a cabeça rindo - falei linda.

- linda e com o bumbum de fora - Meredith virou e mostrou os fios amarrados.

- ah, não - gargalhei.

- não acha isso sexy? - ela me encarou novamente.

- sua calcinha? realmente - fui até ela e a beijei mantendo seu rosto entre minhas mãos - eu te amo menina.

- eu te amo... Tô com medo - ela me fitou.

- eu também, mas só um pouquinho... Medo normal, e você? - verifiquei.

- muito.

- não precisa, nós vamos nos sair bem - beijei a testa dela e depois seus lábios.

Ouvimos a batida na porta.

- pode entrar - murmurei dando um passo para trás.

- sou eu - Thiago enfiou só metade do corpo para dentro do quarto.

- pode entrar - Meredith sorriu para ele - só não pode me ver de costas.

- tá bom - ele não entendeu, mas concordou - oi pai, oi madrasta - ele beijou a testa dela depois passou a mão sobre sua barriga e deu o soquinho de sempre - oi caçula - como você está? - o garoto olhava para a madrasta.

- péssima, isso dói demais - Meredith fez uma careta.

- ainda bem que sou homem - ele também fez careta - Lexie e Thatcher estão lá fora, junto com a Helen, a tia Cah e a Maya foram comer, o Anthony também tá lá fora. Eu só vim dar oi e... Sabe né?

- dar um oi pra caçula - Meredith entendeu.

- sim... Agora é um "até daqui a pouco" - ele murmurou.

- prometo que depois que ela nascer você vai ser o primeiro a conhecer ela, Lexie e o papai claro.

- pra mim tá ótimo... - Thiago abriu um sorriso de satisfação, então se abaixou e sussurrou - até já caçula, não esqueça seu irmão.

E simplesmente saiu do quarto, fiquei olhando para Meredith que também me olhava confusa.

- apesar da mãe dele ser uma vaca, eu amo seu filho - ela falou depois um silêncio.

- sorte a minha.

;)

Meredith teve a primeira contratação por volta das nove da manhã, já passava das dez da noite. Estávamos a espera do último centímetro de dilatação, a expressão dela me afligia, eu sabia que aquilo era um ciclo natural da vida, que o parto era algo comum para uma mulher, mas ver Meredith sentir me causava um certo tipo de dor também, mas aquela for em especial era a dor para trazer nossa filha ao mundo.

Ouvi Meredith gemer outra vez, quando mais uma contração lhe tomou, ela se apoiou na cama e arfou até a dor passar, o máximo que conseguia fazer era segurar ela e passar a mão por suas costas, eu não fazia ideia se estava conseguindo ajudar.

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