Pov'Meredith.
- onde está o Antony?
- lá em cima, ele ficou com seu pai.... Mas vai estar na porta de esperando - garanti. Saber que tudo estava saindo exatamente como havia planejado me deixava com uma satisfação pessoal, não houve atrasos, nem nenhum problema, só estava torcendo para que o pai de Maya ainda estivesse 'consciente'.
- nesses momentos você percebe que nem todo conhecimento de psicologia vão servir - Maya suspirou tentando limpar as lágrimas.
- as vezes é bom... Sentir é bom, minha psicóloga me ensinou - mostrei um sorriso brincalhão - tudo bem sentir.
- você realmente se tornou uma mulher ainda mais forte que a que entrou já minha sala e fugiu durante as sessões - ela também estava rindo.
- você me ajudou, agora é minha vez - o elevador abriu no terraço, Carina já estava no lado direito com Andrew, Antony e Miguel do lado esquerdo.
- Maya - o sorriso que ele abriu fez até meu coração ficar aquecido, era a sensação voltar para casa e reencontrar quem amamos, eu adorava aquela sensação, era nostálgica, afável, deixava você por horas com a sensação de alegria inabalável, senti isso quando Thatcher recebeu alta, saber que ele havia voltado para casa, mas no nosso caso melhor que antes.
- pai? Sabe quem eu sou?
- minha ursinha - ele sorriu, e todos choravam, olhei para aonde meu marido e minha cunhada estavam e até ele chorava.
- pai - Maya foi até ele e abraçou - que saudades, como?
- depois Antony conta tudo... Conheci sua noiva, Carina lembro dela.
Os dois ficaram uns segundos abraços a única coisa que se ouvia era o choro dela, Miguel alisava devagar o cabelo curto da filha e sussurrava algo, parecia uma canção, mas não tive certeza logo de início até reconhecer parte da letra, era a canção que Phil Collins havia composto para a filha Lily, gostava de cantar ela para Zaya.
- claro que lembra, me ouviu chorar por ela - Maya respondeu quando suas lágrimas acalmaram.
- também lembro que falei que um dia se fosse para acontecer...
- o destino trataria de fazer acontecer - Maya abraçou o pai outra vez.
- vou para o meu lugar de padrinho - Antony murmurou.
- tudo bem? Você ia entrar comigo.
- o vovô está aqui - Antony abraçou a mãe - aproveita.
- eu te amo, filho - Maya beijou seu rosto.
- ótimo... Também vou para o meu lugar - respirei fundo.
Segui junto com Antony para nosso lugar, a pedido de Maya, eu seria sua madrinha junto com o filho, Andrew e April os padrinhos de Carina. Quando estávamos todos em nossos lugares acenei para os músicos que começaram a introdução de uma música especial, um pedido de Maya para Carina entrar, engraçado que as duas tiveram a mesma ideia e pediram para não contar a outra, e no final era a mesma música.
Eu amava as sutilezas de quem ama, Carina entrou na frente e Maya logo em seguida, Andrew continuou ao lado da irmã até Maya parar diante dela.
- sei que o senhor não estar aqui sempre, mas prometo que vou cuidar dela e de Antony como minha família, como cuido de minha irmã, minha esposa e meus filhos.
- obrigado - Miguel abraçou Andrew, depois olhou para a filha - não importa onde eu esteja - ele falava como se sua distância fosse de milhas físicas e não mentais - eu sei que tenho vocês ... E ver você casando com seu grande amor me faz ter certeza que já não precisa de mim, mas estarei aqui de alguma forma.
