13. A desculpa.

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Pov' Meredith

Andrew chegaria em uma hora e eu ainda não estava pronta, e nem perto, ainda precisava terminar de arrumar meu cabelo, que era naturalmente ondulado, não muito, então o enchi de mais ondas grossas, o deixando com bastante volume e o ajeitei para um lado. Comecei a me maquiar, algo caprichado mas discreto. Estava terminando quando ouvi meu celular tocar.

Ligação on.

— Oi, Meredith.

— Oiii. Vai cancelar — saquei só pelo seu tom de voz.

— Desculpa — ficou nítido no seu tom que realmente sentia, mas não mudava o fato de que estava cancelando.

— Tudo bem — não estava nada bem, mas não podia reclamar.

— Não tá bem, mas Thiago me ligou, brigou com a mãe dele, eu não sei o que aconteceu, ele me pediu para ir até lá, estou a caminho... E... me desculpa.

— Tudo bem, Andrew, é a sua família.

— Você já estava arrumada?

— Ia colocar o vestido — minha voz era desanimada.

— Adoraria ver você agora.

— Não vai... — acabei rindo, não necessariamente por ser engraçado, só por me sentir frustrada.

— Amanhã, prometo compensar você.

— Amanhã tenho um leilão para ir.

— No sábado?

— No sábado — concordei.

— Meredith?

— Sim?

— Eu realmente sinto, não só por estar desmarcando, mas porque estava ansioso para te ver.

— Bom. Sofreremos os dois — brinquei — vai lá com seu filho... Até logo, Andrew.

— Até.

Ligação off.

— Idiota, babaca, idiota, idiota, idiota... Que vontade de te matar.

Queria xingar Andrew até a quarta geração dele, mas eu não podia reclamar, não éramos nada, era só algo casual, ele não me devia satisfação, mas ainda assim estava com raiva. Comecei a tirar minha maquiagem perfeita, depois me enfiei em um moletom gigante e fui para a cama, não queria ver mais ninguém também.

Poderia até estar errada, mas sentia cheiro de ex querendo voltar. Poderia ser até loucura, mas era mulher, e uma das espertas. Sabia que Andrew era bom partido em todos os sentidos, todos. Tudo bem que ela o traiu por um bom tempo, então isso faz dela uma mulher burra, porque Andrew era lindo e bom de cama, então não deveria deixar a desejar. Mas sabemos que às vezes não é isso que leva alguém a trair, é só falta de caráter mesmo, porque tem homens que traem uma mulher linda com uma feia.

Mas eu sentia cheiro, e tinha poucas chances de estar errada, mas não falaria nada, até porque não poderia cobrar nada dele, então só me senti frustrada e o xinguei por um bom tempo, até sentir que minha raiva havia passado. Quando senti que não mataria mais ninguém, levantei da cama e fui até a casa de Alex, talvez ele estivesse lá. Peguei um short jeans e vesti ajeitando o moletom grande por cima, peguei meu celular e saí do quarto. Thatcher estava na sala dormindo no sofá, era para estar assistindo ao jornal, mas ele sempre dormia, mas se desligasse a TV ele reclamava. Lexie estava trancada no próprio quarto, eu sabia disso porque dava para ouvir a música que vinha dele.

Peguei minhas chaves e saí de casa, atravessei a rua e bati na porta da casa da frente. Hellen quem abriu.

— Oi.

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