Cap. 6 Um minuto de paz

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Depois de um minutos que pareceram horas nós chegamos a casa da Paulinha, o Erick estacionou o carro e saiu em direção a porta da casa dela, me deixando sozinha no carro. Eu não entendi nada, mas não sai do carro.

Pela janela do carro vi quando a Paulinha abriu a porta e recebeu o Erick com um sorriso lindo no rosto, ele a comprimentou com um beijo no rosto e disse alguma coisa que eu nao consegui entender. Os dois vieram juntos em direção ao carro e em um segundo o meu mundo foi invadido pela felicidade de estar ao lado da minha amiga.

- Bom diaaaaaa!!! Surpresa!!! - a Paulinha falava com seu bom humor matinal e sorria como una menina travessa. Eu sorri e a abracei.

- Bom dia maluca! Só me diz que isso não foi ideia sua. - ela caiu na gargalhada e disse.

- O que? Acordar de madrugada? - ela pôs a mão no peito como se estivesse ofendida - amiga eu jamais faria isso. É tudo ideia do seu noivo maluco. Era pra eu estar dormindo ainda.

- Vocês são duas chatas sabia? - o Erick disse, um sorriso travesso no rosto e ele parecia mais relaxado. - nós temos muita coisa pra fazer hoje e dormir é perda de tempo.

- Ta mais você pode pelo menos me dizer pra onde a gente está indo agora? - eu disse um pouco menos brava com ele e mais interessada na companhia da minha maluquinha preferida.

O Erick sorriu e disse.

- Você não mudou nada, sempre tão curiosa. - ele também nao tinha mudado, ainda tinha o sorriso mais lindo do mundo. - você já vai descobrir.

E assim voltamos pra estrada, a Paulinha falando pelos cotovelos como sempre e eu rindo das suas palhaçadas, o clima dentro do carro tinha mudado, como dizem, da água pro vinho. E eu até esqueci um pouco o que aquilo tudo representava. De vez enquando o Erick desviava os olhos da estrada e olhava pra mim, seus olhos azuis tão intensos me faziam quase parar de respirar por alguns segundos.

Estacionamos em frente a um hotel de luxo e avistei um rapaz que devia ter no máximo uns vinte e sete anos vindo em direção ao carro. Alto, cabelos pretos e olhos castanhos, corpo definido, e um sorriso largo, era um homem muito bonito.

O Erick saiu do carro e o cumprimentou com um abraço e um tapinha nas costas. Então ele abriu a porta onde eu estava fazendo sinal para que eu descesse do carro e fez o mesmo com a Paulinha.

- Meninas esse é o Fernando - ele se virou em minha direção e disse - Érin o Nando vai ser um dos padrinhos do nosso casamento.

Eu assenti com a cabeça e estendi a mão para cumprimentá-lo.

- Prazer, essa é a minha amiga Paulinha - apontei em sua direção com a cabeça e sorri. Difícil explicar, mas eu estava tão relaxada naquele momento que eu esqueci do casamento - bom pelo pouco que eu estou entendendo, você vai passar o dia com a gente certo ? - ele fez que sim com a cabeça - eu espero que você goste de conversar porque a Paulinha adora falar.

- E você adora me ouvir falar, prazer Fernando - ela disse estendendo a mão e sendo puxada pra um beijo no rosto.

- O prazer é todo meu - ele disse olhando em seus olhos fazendo a Paulinha corar.

- Entao, vamos? - ouvi o Erick dizendo.

Todos entraram no carro e voltamos para a estrada. A curiosidade ja estava me incomodando, o clima dentro do carro ainda era tranquilo e a Paulinha e o Nando não paravam de falar, acho que isso pega viu. O Nando parecia ser um cara legal, pelo menos ele era engraçado e o Erick estava bem mais relaxado e ria e participava das brincadeiras. Eu ria tranquila como se a vida pudesse ser simples, e como se fosse possível esquecer o quanto o Erick havia mudado. Em meio as brincadeiras e as risadas perguntei.

Entre o amor e a vingançaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora