O abraço dele me acolhe, me sinto segura outra vez, sinto o que a muitos anos havia esquecido, a não ser pela ausência do Alex, me sinto completa outra vez. O corpo dele tão quente colado ao meu, ouço as batidas do seu coração e não sei porque, mas seu coração bate acelerado agora.
- Vem vamos dar uma volta.
Ele se afasta de mim e me da a mão, caminhamos juntos até a cama e ele se sentou, fiz o mesmo.
- Vamos dar uma volta lá fora, acho que a gente dormiu de mais. A gente aproveita e procura um restaurante legal pra jantar.
- Por mim tudo bem, eu vou me arrumar.
Ele ainda me devora com os olhos, graças a deus que a gente vai sair só assim posso tirar essa maldita camisola.
Erick
Ela está linda nessa camisola e por mais que eu tente é impossível não reparar, ela está sem sutiã e quando ela me abraçou pude sentir seus seios tocando em meu corpo. Essa mulher ainda vai me deixar louco, não entendo porque ela não para de bancar a santa e não se entrega de uma vez. Toda vez que eu me aproximo ela age como se fosse um crime, como ae nunca tivesse sido tocada, até parece que aos vinte e três anos ela ainda é virgem. As vezes fico pensando nisso, será que a minha menina ainda é virgem? Não acredito que seja.
Depois de tomarmos banho e nos arrumar saímos do hotel e fomos para a rua. Haviam alguns restaurantes e vários barzinhos, todos estavam cheios, pela rua vários casais caminhavam de mãos dadas e alguns levavam seus filhos para passear. A Érin estava linda, simples mas linda, usava um short jeans e uma camiseta solta, sandália rasteira, o cabelo solto, preso na lateral por um prendedor em forma de flor, o colar que eu havia lhe dado quando criança e maquiagem leve, um batom escuro cor de café e ela era a mulher mais bonita daquele lugar.
Paramos em um restaurante bastante aconchegante e pedimos algo para comer, a Érin estava calada mas parecia feliz. Olhava em volta e não tinha um lugar fixo, olhava para tudo ao mesmo tempo, era como se descobrisse um mundo novo.
- É bonito aqui ne?
- É sim, eu nunca tinha saído da cidade.
- Sério?
- Aham - ela olhava tudo em volta acho que nem percebia que estava falando comigo. - o meu pai nunca me deixou ir muito longe - seus olhos pareciam um pouco triste, mas ao mesmo tempo admirava tudo ao seu redor. - Eu sempre quis sair de la.
Não demorou muito o garçon chegou com nosso pedido, a Érin bebia o seu suco de morango tão distraída que acho que ela nem notou o quanto achei a cena sexy, as unhas grandes pintadas de preto, o jeito como ela pegava no copo e mexia no cabelo depois de beber, tudo nela era perfeito.
- Me conta o que você fez nesses anos.
Ela me olhou séria, não parecia brava, mas tive medo da sua resposta. Isso Erick estraga tudo, ela parece feliz e você lembra o passado, ai ela briga com você e acaba o dia. Me senti tão idiota depois da pergunta.
- Se você quisesse saber teria ficado na cidade, eu não quero falar sobre o passado, eu estudei, terminei o ensino médio, entrei pra faculdade, trabalhei e o resto não importa.
- ... - eu fiquei meio sem jeito e não sabia o que dizer.
- Se quiser saber alguma coisa sobre mim descobre daqui pra frente, não vou te falar do meu passado, você não estava lá então não precisa saber.
Ela mexia o canudo no copo e bebeu mais um pouco do seu suco, tão sexy, mas ao mesmo tempo tão séria e tão seca. Vi um sorriso se formar em seus lábios, ela não disse mais nada.
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Entre o amor e a vingança
RomanceEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
