Cap. 42 Quem diria que suas loucuras dariam certo

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Nos dias que seguiram a Érin esteve ao meu lado, tem sido muito mais carinhosa e tem estado mais bem humorada também. Nos primeiros dias tive medo que ela mudasse, que não me quisesse mais por perto, mas para minha supresa não teve um só dia em que ela recusasse a minha companhia. Toda as noites me recebe com um sorriso no rosto, tem dia em que esta mais distante e tento não invadir tanto o espaço dela, tem dado certo então eu estou feliz. Eu ainda me sinto pisando em ovos, mas sei que logo isso vai acabar. A Érin tem se permitido muito mais, esta mais solta, mais permissiva, já não foge como antes quando eu a toco, um dia desses ela guiou minha mão por debaixo da camisola até seus seios. Pedia o meu toque toda envergonhada, dava pra ver em seus olhos o desejo que sentia por mim. Se antes já estava ruim de aguentar, agora que a gente vive se pegando pela casa está quase impossível. Não aguento mais tocar punheta, essa mulher me deixa louco. Já perdi as contas de quantas vezes me imaginei metendo nela, se quando toco em seus seios ela já geme gostoso daquele jeito imagina quando eu estiver metendo naquela bocetinha. Só de pensar já fico de pau duro outra vez. Não vejo a hora dela parar com essa frescura de que não está pronta e se entregar para mim.

As vezes fico com raiva dela por causa disso, poxa se fosse com qualquer outra pessoa eu até entenderia, mas sou eu. A gente é apaixonado um pelo outro desde criança, como ela pode dizer que não está pronta? Eu tento entender sabe, mas tem hora que é difícil, quase sete meses de casado e o máximo que eu consigo dessa mulher é que ela me deixe tocar em seus seios por debaixo da roupa. Custa confiar só um pouco em mim?

As coisas não mudaram por completo, tem dias em que a gente se estranha e ela para de falar comigo, orgulhosa até o fio dos cabelos aquela lá. Quando a gente briga sempre sou eu quem tem que fazer as pazes, só quando ela está muito errada é que vem pedir desculpa, o que é raro, já que na maioria das vezes eu acabo perdendo a paciência e junto perco a razão. Outro dia mesmo a gente saiu para jantar e no restaurante um dos garçons entregou a Érin um bilhete de um cara da outra mesa. Ela leu o bilhete e amassou com desdém.

- Algumas coisas nunca mudam.

- O que diz no papel?

- Nada, esquece isso.

Me olhava toda menina, um sorriso nos lábios e o olhar doce.

- Me da o papel. - disse seco.

- O que?

- Me da o papel.

- Esquece isso.

- Me da a droga do papel Érin. - talvez tenha sido duro de mais, mas eu estava louco de ciúmes.

Ela me deu o papel já meio emburrada, quando li o que estava escrito fiquei ainda mais nervoso.

Você é linda de mais, esquece esse cara e deixa eu te fazer mulher de verdade. de te olhar fico louco de vontade de te beijar.

Em seguida tinha o número do telefone dele, dizendo que quando ela cansasse de mim devia procurá-lo. Eu fiquei furioso e pelo jeito que o carinha da terceira mesa olhava para ela soube que era ele o babaca que havia mandado o bilhete.

- E você me diz pra esquecer?

- Se você visse todos os bilhetes que já recebi, - fazia pouco caso - esse até que está educado.

- E você não se importa?

- Fala sério.

- O cara diz que quer te fazer mulher de verdade e você simplesmente não liga? Eu encosto em você e você reclama diz que não está pronta, ai vem um babaca qualquer dizer que vai te fazer mulher e você não liga? - o tom de voz era mais alto e eu já estava bastante nervoso.

Entre o amor e a vingançaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora