Bom dia meus amores!
O capitulo 99 ta dando muitos problemas, algumas pessoas conseguem abrir e outras não, pra mim esta abrindo normal, mas o wattpad tem tido muitas falhas na atualização de capitulos entao estou repostando aqui o cap 99. Quem ja leu não precisa ler de novo, é só repostagem mesmo. Tentem dar uma atualizada no app do wattpad pra ver se diminui essas falhas. Um grande beijo no coração de vcs!
O próximo capitulo sai em breve.
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- Eu não vou conseguir. - digo baixinho sentindo as mãos suadas e tremendo.
- Claro que você consegue.
- É sério eu não vou conseguir.
- Quer desistir?
Tudo em mim grita que sim, mas desistir agora é o mesmo que aceitar que eu nunca vou poder ser uma pessoa normal.
- Você vai ficar chateada se eu disser que sim? - os olhos encheram d'água enquanto me sentia a pessoa mais inútil do mundo, nem pra me ajudar eu servia.
- Claro que não, foi você quem escolheu vir, a gente vai fazer tudo no seu tempo tá?
Só que a moça da recepção não sabia disso.
- Érin Mello.
Aquilo não era um anúncio, pra mim soava como condenação. Usei o nome de solteiro para que não houvesse nenhuma associação com o Erick e assim evitar que ele descobrisse sobre o meu tratamento.
- Eu não consigo. - digo baixinho a voz já tremula de choro.
- Eu tô aqui, quando você sair eu ainda vou estar aqui.
Me levanto e caminho até a sala da doutora Flávia, a moça da recepção sorri simpática e me acompanha. Entrei sozinha naquela sala, as paredes pintadas de branco eram enfeitadas por alguns poucos quadros, uma música instrumental tocava baixinho enquanto a água caia ma fonte que ficava no canto da sala. Na outra parede havia um sofá de três lugares que parecia muito confortável e de frente para ele a mesa onde ela estava. Era uma moça jovem, devia ter mo muito trinta e cinco anos, loira de olhos castanhos claros quase mel, o cabelo um pouco abaixo do ombro, usava óculos e tinha um sorriso muito simpático no rosto, mas aquele sorriso simpático não tirava o peso dela ser psicóloga.
- Boa tarde, - diz simpática - pode se sentar, fique a vontade. - como se isso fosse possível.
Sento e fico em silêncio. Ela espera que eu diga algo, mas nem uma palavra sai da minha boca, queria eu que esse silêncio habitasse também a minha mente. Um milhão de lembranças invadem meus pensamentos, desde as primeiras consultas na infância, as surras do meu pai, a falta de atenção da minha mãe, a dor da morte do Alex, os dias bons com a Paulinha, os dias com o Erick e todo o resto de ruim que aconteceu depois que o Erick entrou na minha vida. Foi inevitável a lembrança daquele dia no jardim, é como se o sangue nunca parasse de escorrer, é como se eu ainda estivesse morrendo, a dor fazia lembrar que eu estava viva, mas a consciência pesa quando penso que tudo aquilo ia contra as coisas que aprendi na igreja no tempo em que o Alex era vivo e íamos todos os finais de semana a missa.... A voz suave da doutora Flávia me disperta do transe.
- Então me fala um pouco de você, qual o seu nome?
Eu não quero falar, talvez eu queira muito falar, mas é coisa de mais, é muita mágoa da vida, é muita coisa para falar e eu não quero desenterrar um passado que eu fiz questão de enterrar. Aquela Érin criança que algum dia achou graça na vida não existe mais, tudo que ela enxerga da vida é que ela é sombria e fria e que nada é seguro. Eu quero falar mas a voz não sai, dá medo contar para alguém que o meu pai ainda me bate, que sempre bateu e que nunca aliviou no peso da mão, muito pelo contrário, a cada ano ele pesava mais a mão, quanto mais o meu corpo ganhava resistência mais pesada a mão dele ficava. Da medo das ameaças caso o silêncio fosse quebrado, deu medo pelo Erick, lá no fundo eu sei que aquela ameça pode sim ser cumprida. Eu não devia ter vindo, o meu silêncio garante a segurança da minha mãe e do Erick e a minha também.
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Entre o amor e a vingança
RomanceEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
