Cap. 32 Resumindo, hoje Érin não existe

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Depois de decidir o que fazer para o jantar começamos a cozinhar juntos, ela ainda estava seria e calada, mas aos poucos foi se soltando. Difícil dizer que não quero estar com ela, difícil olhar pra ela e dizer que tudo foi em vão. Só deus sabe o quanto sonhei com esse momento, um dia só nosso, a simplicidade de estar em casa ao lado da pessoa que você ama. Quando namorava a Raquel, a garota que fui noivo, eu odiava cozinhar com ela, sempre que a gente ia pra cozinha eu pensava na Érin, no quanto eu queria que fosse ela no lugar da Raquel, uma vez até chamei a Raquel pelo nome da Érin, foi o pior dia pra mim. Agora olhando pra Érin tão linda e tão simples nesse momento fico imaginando se ela sonhou comigo algum tempo ou se sempre me odiou.

- Pega o tomate na geladeira pra mim. - interrompeu meus pensamentos com a voz doce de menina - Depois experimenta o molho e vê se ta bom de sal por favor.

Sorri sozinho feito um bobo. Abri a porta da geladeira e fiquei distraido me deliciando com a graciosidade do momento. Provei o molho que além de bom de sal, estava maravilhoso. Eu estava sentado a mesa, descascando umas batatas e ela em frente a pia temperando o frango que ela sismou de fazer no forno. Fazia tudo com tanta alegria que me pergunto se eu realmente conheço a minha menina.

- Você fica linda com essa saia.

Virou para mim e sorriu. Que saudade desse sorriso, que saudade de falar com você.

- Obrigada.

- Vem ca.- estendia a mão.

Ficou parada no mesmo lugar me olhando, tentando entender o que estava acontecendo. Já que ela não vem até mim me levantei e fui até a pia, parei a seu lado e gentilmente tirei suas mãos do frango, abri a torneira e lavei suas mãos delicadamente para retirar o tempero que estava entre os dedos e depois as sequei com o pano de prato que estava em cima da pia e finalmente peguei em suas mãos. Fiz tudo isso em silêncio e ela só observava cada gesto meu. Não tinha mais aquele olhar assustado, me olhava de um jeito tão doce, talvez sentisse o mesmo que eu em relação ao momento.

- Eu estava com saudade de ficar perto de você.

- Eu estou aqui todos os dias. - foi quase um tapa na cara, sei que fui eu que me distanciei, mas ainda doi lembrar das coisas que ouvi naquele cemitério depois de uma viagem onde ela estava tão próxima de mim - A gente esta junto todos os dias.

- Mas eu estava com saudade de ficar perto de você.

Sorriu meio tímida, e eu quis muito poder beijá-la, mas depois da última tentativa não sei se quero estragar esse momento. A puxei para um abraço, o corpo quente e tão pequeno perto do meu. É tão perfeito o jeito como ela se encaixa em mim. Aconcheguei a cabeça próximo em seu pescoço e fiquei sentindo seu perfume.

- Que saudade de você. - sussurrei contra sua pele.

Seu corpo todo arrepiou com meu toque, ter aquela mulher em meus braços e ver que ela ainda reage a mim me deixou feliz. Ao mesmo tempo que sinto medo de beijá-la a vontade cresce dentro de mim. Me afastei um pouco para poder ver seu rosto e aqueles olhões pretos invadiram os meus e eu esqueci até o meu nome que dirá que eu sentia medo. Peguei seu rosto em minhas mãos e me aproximei para beijá-la. Com os lábios já tocando os dela, ela se afastou. Tão delicada e tão doce que nem pude sentir raiva.

- Erick não. - sussurrou contra meus lábios que ainda tocavam levemente os seus - Por favor não faz isso.

Não recuou mais que o necessário para impedir-me de beijá-la. Continuava ali me olhando, sentindo o calor dos nossos corpos tão próximos.
Fiquei parado olhando para ela, tentando entender porque não se afastou como das outras vezes. Ainda estava ali nos meus braços e eu ainda podia beijá-la se quisesse.

Entre o amor e a vingançaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora