Sem correção..
Hoje foi um dia tranquilo, a casa estava menos barulhenta. Acho que finalmente acabou a euforia de ter visita em casa, todo mundo já é de casa agora. Até a Érin que parece nunca se encaixar em nada, já se sente em casa. Se enfia na cozinha com a minha tia e esquece do mundo, mas pelo menos ela está feliz. Aqui ela não parece tão dependente da Paulinha, passa o resto da manhã na cozinha e esquece que não tem ninguém segurando sua mão. Cresce sem perceber, acha que ninguém está olhando e desabrocha, as vezes me sinto deixado de lado, mas sei que é por uma boa causa.
Depois do almoço a Érin quis sair, quis ir ao shopping mais próximo, disse que queria comprar algumas coisas e chamou a Paulinha. Fomos os quatro. A Érin parecia outra pessoa e eu entendi que o segredo é não dar tempo a ela para pensar. A Érin pensa de mais e isso acaba afastando ela do mundo. Ontem sem tempo nenhum pra pensar ela se entregou pra mim, não fosse pela Júlia hoje eu seria um homem realizado.
- Amor onde tem uma livraria aqui?
- Livraria? Acho que mais a frente tem uma.
Fomos até a livraria e a Érin comprou alguns livros infantis, não entendi muito bem, mas não comentei. Aproveitei que fomos ao shopping para comprar algumas roupas, deu saudade de fazer compras aqui. A Érin fala que eu gasto de mais, mas alguma serventia o dinheiro tem que ter né? Eu passei dez anos lutando pelo amor dela e tudo que tive foi dinheiro, então n que seja pra fazer as minhas vontades mais fúteis o dinheiro tem que servir.
Nos dividimos e as meninas foram conhecer as lojas de roupas femininas enquanto o Nando e eu fomos escolher algumas roupas.
- Aqui amor, leva meu cartão que o seu não está habilitado para uso internacional.
Ela me olhou um pouco emburrada, odeia depender de mim. Me olhava séria mas ao mesmo tempo divertida.
- Sério isso? Depois você diz que eu tive sorte de casar com um homem rico, nem um cartão internacional ele não me da. - disse para a Paulinha e caiu na gargalhada.
- To te dando meu cartão sua chata.
- Independência zero né?
- Pode ficar com ele pra você se quiser. - disse rindo.
- Até parece que eu ligo pra dinheiro.
- Um dia eu ainda arrumo um marido desse. - a Paulinha disse suspirando só pra mexer com a gente.
Elas saíram em direção oposta a nossa, deu um pouco de medo deixá-las sozinha no meio de um shopping num pais desconhecido.
- Érin?
- Oi.
- Qualquer coisa eu tô no celular.
- Ta bom amor.
- Cuidado ta.
- Meu deus eu só vou comprar umas roupas. Mais alguma recomendação?
- É sério Érin. - disse um pouco mais sério.
- Você tá parecendo o meu irmão falando. " Não fale com estranhos, não aceite nada de pessoas que você não conhece e o mais importante seja legal com as outras crianças".
Ver a Érin me comparar com o irmão foi estranho, ela quase nunca fala do irmão e principalmente ela nunca o compara com ninguém. Ver ela me comparando assim faz eu me sentir um pouco especial, ninguém nunca vai ser como o irmão, não pra ela. Ouvi-la falando assim faz eu acreditar que o sentimento dela por mim não tem mais nada haver com ódio.
- Engraçadinha. - disse rindo - É sério amor, toma cuidado vocês não conhecem nada aqui.
- Tá bom, mais alguma recomendação? Não fale com estranhos, não aceite nada de ninguém e o mais importante não estoure o limite do meu cartão de crédito. - ela achava graça e ria sozinha das próprias piadas, deve ter pego a doença da Paulinha.
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Entre o amor e a vingança
RomanceEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
