Cap. 30 Nunca fui muito de pedir atenção

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As primeira semanas se passaram rápido, desde aquele dia no cemitério que achei melhor dar um tempo a ela. Voltei a trabalhar e nossos dias tem sido repetitivos, eu acordo cedo e ela toma o café da manhã comigo quando está de bom humor, só volto para casa a noite e ela mau me dirige a palavra, uma vez ou outra ate consigo arrancar-lhe algumas frases, mas de resto ela continua me ignorando. Ao menos as brigas entre nós diminuíram muito, acho que a viagem realmente nos fez bem. Desde que voltamos para casa nunca mais tentei me aproximar dela, gostaria de entender por que ela me odeia tanto. A verdade é que já não aguento toda essa distância entre a gente, desde que resolvi dar um tempo a ela que nos afastamos mais, mau posso tocá-la e percebo que ela foge muito mais de mim agora.

Érin

Os meus últimos dias têm sido menos complicados, o Erick sai de casa cedo e só volta a noite, tenho evitado o máximo possível a aproximação entre nós, não quero mais brigar com o Erick, mas a verdade é que me sinto sozinha. Todos os dias fico sozinha nessa casa imensa, já estou ficando de saco cheio, a qualquer momento eu vou enlouquecer, fora que eu nunca posso sair sozinha, sempre que eu saio, e olha que isso quase não acontece mais, tenho que sair com o Mathias, não sei se é gentileza do Erick ou se é o jeito dele de me vigiar.

Mesmo estando mais distante do Erick agora não consigo deixar de reparar o quanto ele esta bonito. O Erick se tornou um homem muito bonito, quando adolescente ele já era lindo, mas agora as mulheres devem cair aos seus pés. Dormir ao lado dele não tem sido tão ruim quanto imaginei que seria, mas ainda me sinto constrangida por dormir ao lado de um homem, mas devo admitir que o Erick tem sido muito cavalheiro em relação a isso, ele nunca tentou tocar em mim e nunca me desrespeitou. Confesso que as vezes gosto de tê-lo por perto. As vezes acho a vida muito injusta e preferia que ele nunca tivesse voltado, não porque eu não quisesse que ele voltasse, mas porque não acho justo viver ao lado do único homem que amei a vida inteira e não conseguir ser feliz com ele. Toda vez que a gente se aproxima o meu corpo ferve de vontade de estar com ele, mas o pensamento abafa essa vontade me fazendo lembrar que esse casamento nada tem haver com amor e sim com vingança.

Daqui a pouco o Erick vai chegar e de certa forma fico feliz por isso, não aguento mais ficar sozinha nessa casa. Tenho conversado bastante com a Constância, ela é legal, mas hoje tirou o dia de folga então fiquei sozinha o dia todo, não gosto muito do Mathias, a presença dele me faz lembrar que virei prisioneira dentro dessa casa, sinto falta da liberdade de antes. Estou na cozinha quando ouço o barulho do carro chegando, meu coração acelera mas tento fingir que a presença dele não mexe comigo, continuo fazendo o jantar, como se eu não tivesse notado que ele estava chegando. A essa altura não sei se estou mentindo pra ele ou para mim, toda vez que ele se aproxima de mim sinto o meu corpo reagir e é por isso que tenho evitado qualquer contato com ele e de certa forma o Erick parece respeitar isso.

Estava lavando o copo em que eu bebia um suco de laranja quando senti o corpo do Erick atrás do meu, ele me prendeu contra a pia colocando cada uma de suas mãos na pia deixando o meu corpo entre elas, e me deu um beijo no rosto, na hora senti meu rosto corar e senti um arrepio correndo todo o meu corpo. Não esperava por ele, normalmente quando chega do trabalho ele vai direto para o quarto e só fala comigo depois do banho.

- Boa noite princesa. - diz sussurrando em meu ouvido.

- Boa noite Erick. Você chegou cedo. - me virei ficando de frente para ele. Meu deus como esse homem ficou lindo.

- Tive um reunião fora da empresa, sai de la e vim direto pra casa.

- Hum.. - peguei em uma das mãos do Erick abrindo espaço para que pudesse sair. - O jantar ainda não esta pronto. A Constância tirou o dia de folga e eu ainda não terminei de fazer a comida.

Entre o amor e a vingançaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora