Cap. 93 O sorriso de um anjo

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Boa noite meus amores!
Vou poupar vocês da minha história triste dessa vez. Só dá um desconto porque a criatividade anda em baixa e eu tô com dificuldade de encaixar uma pessoa no tempo e no lugar certo nessa história. Mais pra frente vcs vão entender.
Ah sim! Não se iludam com esse capitulo hehehe.
Bjs amo vcs!
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Naquele dia a Paulinha dormiu na nossa casa, a conversa com meu primo durou bem mais do que a gente esperava e a verdade é que nenhum dos dois teve coragem de voltar e ouvir mais nada. Depois que meu primo foi embora a Érin não quis ver ninguém, quando entrei no quarto ela chorava muito e pediu até a Paulinha para ficar sozinha. Só bem a noitinha é que ela aceitou o toque da amiga. Mandou mensagem no celular dela e pediu para que sobisse. As duas ficaram juntas até a Érin dormir, mas a Paulinha me garantiu que a Érin não disse nada, que ela só ficou chorando, eu só não sei se acredito. Nos primeiros três dias a Érin não saiu do quarto e não facilitou o contato. Era horrivel vê-la toda machucada daquele jeito mas por razão nenhuma ela quis ir ao médico.  A única coisa que sei é que ela pediu alguns remédios na  farmácia e que se mantinha reclusa no quarto. Toda noite quando chego do trabalho passo no quarto dela para saber como está, as vezes já está dormindo, as vezes não. Um dos dias ela estava quase dormindo quando cheguei, queria ter chegado mais cedo, mas acabei ficando preso na empresa.

- O que você quer?

- Só queria saber como você está princesa. - sussurrei.

- Melhor do que se eu estivesse com meu pai.

- ...

- Pelo menos você não me bate.

- Ô amor! Você sabe que eu nunca faria uma coisa dessas. - ela sorriu minimamente.

- Mas você também não me ama.

- Não fala isso, eu sou louco por você.

- Ta bom Erick, você só queria saber como eu estava né? Deixa eu dormir, por favor.

Foi o mais gentil que ela conseguiu ser nos últimos dias. No final de semana fiquei em casa com ela, quer dizer fiquei em casa sozinho,a Érin não saiu do quarto. O máximo que ela fez foi sentar na janela e ficar me olhando na piscina, mas quando percebeu que eu também a observava entrou novamente. Era um sábado de sol e o dia estava lindo, aproveitei o dia para ficar na piscina, tentei fazer com que a Érin descesse mas ela não saía por nada. Ficou boa parte do dia me olhando pela janela, odiei que aquele quarto não tivesse varanda. Já no final da tarde eu já estava de saco cheio. Peguei algumas coisas na geladeira e montei uma bandeja com lanche para dois. Toc, toc, toc e ninguém atende, abri a porta e entrei.

- Posso entrar?

- Já tá dentro. - ela estava sentada na janela olhando para alguma coisa lá fora, ou talvez para o nada.

- Eu bati na porta, você não respondeu. - pousei a bandeja em cima da cama.

- Se eu não respondi não era para você ter entrado. - disse se virando na minha direção sem sair da janela.

- Já ouviu dizer que quem cala consente? - revirou os olhos.

- O que você quer?

- Sua companhia. Você não desceu para almoçar, não quis comer, trouxe alguma coisa pra ver se você come. - ela até ameaçou sorrir, mas não o fez.

- Eu não tô com fome, você me trata como se eu fosse criança.

- Não precisa comer, mas fica um pouco comigo. Tá chato passar o dia todo em casa e não ter com quem falar.

- Tem a Constância.

- Dei folga para ela. - o Mathias não trabalha desde o dia em que a Érin apanhou do pai, deu folga para ele e disse que ligava quando precisace.

Entre o amor e a vingançaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora