O calor só faz aumentar entre nós, a noite era fria, mas ao lado dela tudo é calor. Eu não quero ouvir o que ela vai dizer, sei que vai me pedir para parar e não quero parar, quero sentir ao máximo o seu toque, seu gosto, quero que ela seja minha. A necessidade que tenho dela se torna cada vez mais urgente. Pra mim foi surpresa ela se despir na minha frente, quando fiz isso no Brasil ela ficou brava e nunca mais o fiz, o máximo que faço é desfilar só de cueca perto dela e mesmo assim, mesmo depois de tanto tempo ela ainda fica envergonhada. Hoje por algum motivo ela não sente vergonha e quero aproveitar ao máximo esse momento.
As mãos dela deslizam pelo meu corpo, suas mãos são tão delicadas, mas seu toque queima a minha pele. Nunca me senti assim antes e ainda não acredito que seja verdade, ela é a única mulher que desperta esse tipo de sentimento em mim, a única que me faz gemer só com um toque. Ela se perde no meio de um beijo, esquece quem é, esquece seus medos e me devora enquanto eu lembro exatamente quem ela é. Aos dezessete anos eu já sabia que era ela, só ela, a mulher que ira me fazer feliz.
- Eu te amo. - digo em meio a um gemido rouco, os lábios ainda colados nos dela.
- Também te amo Erick. - a voz dela tão delicada e entregue só aumenta o meu desejo.
Subo uma das mãos até seus seios e ela geme enquanto eu acaricio seu corpo, com o polegar faço movimentos circulares nos mamilos e ela se perde cada vez mais de si. O gemido dela eu sinto na boca enquanto ela me beija, suas mãos deslizam meu corpo em busca de algo, sou eu quem fica arrepiado quando sinto sua mão tão pequena tocar no lugar onde sou mais sensível. Cresço na mão dela, ela parece um pouco assustada e desconfortável, mas não para, por cima do short acaricia o que é dela, me faz gemer em seus lábios. Aumento o ritmo do carinho em seus seios, os seios dela cabem certinho nas minhas mãos, aperto com um pouco mais de força me deliciando com o prazer que ela sente. O beijo cada vez mais urgente, um desejo que não para de crescer, ela toca o mais íntimo do meu corpo e parece gostar, o desconforto e a timidez não existem mais entre nós, desço a outra mão até tocar o cóz de sua calcinha, ela trava mas não se afasta, sabe o que eu vou fazer e quer sentir. Sua pele fica toda arrepiada, meus dedos se aproximam da sua intimidade, lugar que nunca toquei antes e que desejo descobrir o gosto, somos interrompidos pelas batidas na porta. Ela se afasta de mim e sinto meu corpo vazio, o toque dela faz falta. Veste a camisola apressada e eu abro a porta tentando disfarçar o desgosto. A imagem da Júlia com o ursinho que dorme com ela nos braços é linda de se ver.
- Eu esqueci de dar boa noite pra tia Érin.
Tão inocente, o rostinho cansado de um dia ativo, um rostinho que parece o de um anjo.
- Eu posso falar com ela?
- Claro que pode, vem ca. - a pego nos braços e entro no quarto. - Alguém esqueceu de te desejar boa noite. - digo indo em direção a Érin.
- Ô minha linda, boa noite. - a Érin pega o rostinho dela com as mãos e beija sua bochechinha rosada, faz isso com tanto carinho que mal reconheço a mulher que está ao meu lado.
- Desculpa tia Érin, eu esqueci de te dar boa noite.
A Érin pega ela dos meus braços, as duas parecem tão íntimas que faz parecer que estão juntas desde o nascimento da pequena Júlia.
- Não tem problema meu amor, mas a senhorita devia estar dormindo não?
- Eu tava, mas ai eu acordei e lembrei que não tinha te dado beijinho de boa noite e você também é da família.
Os olhos da Érin se encheram de ternura, a Júlia desde pequena que não dorme sem dar beijinho de boa noite em todos da família, é o jeito dela de demonstrar carinho, só não imaginei que em dois dias ela fosse ter essa necessidade com a Érin.
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Entre o amor e a vingança
RomanceEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
