Cap. 4 Uma trégua?

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Depois de almoçar e tomar sorvete, ( claro que o sorvete foi ideia minha, é de lei né! Ir ao shopping e não tomar sorvete é como andar na chuva e não se molhar) o Erick me levou de volta para casa. No caminho fui surpreendida com um Erick tagarela, ele não parava de falar do casamento e aquilo já estava me deixando nervosa. Falou da igreja, do número de convidados, ate em lua de mel ele falava.

- Você já decidiu quem vão ser os seus padrinhos ?

- Lógico que nao né! - revirei os olhos e cruzei os braços encostando a cabeça na janela. O Erick parou o carro no primeiro acostamento. Tirou o cinto de segurança e se virou na minha direção.

- Érin, eu sei que você não quer casar, mas o casamento é semana que vem - dizia pacientemente - a gente tem pouco tempo pra decidir os detalhes.

- Que dia da semana que vem?

- Sábado.

- O que? Você é louco só pode! Eu fiquei sabendo ontem dessa droga de casamento e você já quer que eu tenha um vestido, os padrinhos... - respirei fundo e fechei os olhos - por que tão em cima Erick? Me dá um tempo ta.

- Érin a data já está marcada, e vai ser no sábado. - ele dizia um pouco irritado. Bufei e respondi.

- Tá, a madrinha vai ser a Paulinha - eu dizia vencida - mas eu não tenho padrinho e quanto ao vestido eu vou escolher na segunda, agora dá pra me levar pra casa?

- Que Paulinha? A da escola? - dizia surpreso - Sério que ela ainda mora aqui? - tinha um sorriso nos lábios, os dois sempre foram muito amigos, na verdade eramos inseparáveis quando criança.

- Nem todo mundo saiu da cidade - respondi um pouco mais amarga do que desejava. Vi o sorriso morrer em seus lábios, baixando os olhos me disse

- Se eu tivesse ficado na cidade seu pai não teria deixado a gente ficar junt...

- Esquece! Eu não quero falar sobre isso. - disse também abaixando os olhos.

- Érin... Eu.. Olha eu sei que ta tudo errado, mas eu... - ele não sabia o que dizer e eu não queria oivir

- Olha esquece isso e me leva pra casa por favor.

- Mas Érin..

- Por favor ta.. Eu só quero ir pra casa. - foi tudo que eu consegui falar, lembrar a nossa história doía de mais e eu só queria fugir dali. O Erick voltou a dirigir e ficamos em silêncio por um tempo.

- Mas me conta, o que Paulinha ta fazendo da vida?

- Ela ta terminando a faculdade de administração, trabalha numa lanchonetenete a noite.. Enfim, ta levando a vida. - nisso o meu celular toca e adivinha? Era a Paulinha.

- Oi maluca, não morre mais! - falei com um sorriso no rosto.

Erick

A Érin atendeu o celular e me deixou falando sozinho, no começo eu não gostei muito, mas depois percebi que era a Paulinha do outro lado da linha e sorri. Nossa olhando pra Érin no celular com a amiga fiquei até com inveja, como eu queria que ela tivesse aquele mesmo sorriso pra falar comigo. O rosto dela se iluminou com aquele sorriso. Eu sorria só por vê- la sorrindo.

Ligação on

Érin: Oi maluca, não morre mais!

Paulinha: estava falando mau ne!,kkkkkkk

Entre o amor e a vingançaOnde histórias criam vida. Descubra agora