No caminho para a praia a Érin ainda parecia bastante nervosa, doi perceber que mesmo depois de tanto tempo ela ainda tenha medo do contato com outras pessoas. Achei que depois de dez anos ela tivesse mudado mas não, ainda é a mesma menina insegura. Percebendo o quanto ela estava nervosa peguei em sua mão e notei que ela tremia un pouco.
- Ei, tudo bem. Ninguém vai te tratar mau, a gente não está mais na escola.
- Eu sei, eu vivo repetindo isso pra mim o tempo todo.
Ela estava assustada e a voz quase não saia. Não entendo como um simples luau pode mexer tanto com ela.
- Não precisa ficar com medo, são só pessoas.
- Eram só pessoas na escola também. - ela apertou forte a minha mão quando viu que estávamos chegando na praia
- Fala serio, eu não chamaria de pessoas. A civilização passou longe daquela escola.
A Érin riu e achava graça de uma coisa tão simples. A verdade é que aquela escola nunca soube o que era civilização. Mas hoje ela achava graça disso e eu me dispus a ser o palhaço que faz a minha princesa sorrir mesmo estando tão nervosa. A praia estava cheia, um grupo de jovens tocavam e conversavam em volta de uma fogueira, ao lado algumas garrafas de cerveja e o riso rolava fácil naquela roda. A minha menina olhava assustada para a cena, mas ao mesmo tempo maravilhada, parecia feliz em ter chegado.
- Tem certeza de que quer ir?
- Tudo bem Erick, só fica perto de mim ate eu acostumar.
- Não vou ficar longe de você. Mas posso te falar uma coisa? - balançou a cabeça afirmando - Essas pessoas não te conhecem então ignora qualquer coisa que você não goste, lembra que você não precisa delas pra viver.
Assim que chegamos a Alice nos reconheceu e veio ate nós, veio com aquele jeito todo alegre e divertido e nem deu espaço para a minha Érin se afastar, puxou a Érin pela mão como se fossem melhores amigas e eu fiquei feliz por isso.
- Que bom que vocês vieram. Vem deixa eu apresentar os meus amigos.
Fomos apresentados a todos, eram três casais, a Alice e o Carlos, Ana Cláudia e Pedro e a Jessica e o Fred. Só então descobrimos que estávamos em uma noite de casal. A Érin não gostou muito quando percebeu, mas não disse nada, alguns minutos depois ela parecia bem mais tranquila e não tremia mais, eu ainda segurava sua mão e ela não me largava por nada. A conversa fluía fácil e a Érin estava cada vez mais em casa, ate que fomos pegos de surpresa pela pergunta da Ana Cláudia.
- Como vocês se conheceram?
O rosto da Érin mudou na hora, ela ficou um pouco tensa, pensei em responder primeiro mas ela falou antes de mim, seria e calma, mas sua voz era doce como a de um anjo.
- Na escola. O Erick comprou uma briga minha e depois ficamos amigos.
- Nossa faz bastante tempo então. - a menina tagarela e já meio alta por causa da bebiba não parava de falar e não percebia que aquilo incomodava a Érin. - Vocês estão juntos a muito tempo, acho tão bacana quando a gente encontra a alma gêmea da gente.
- É, bastante tempo. Mas a gente não esta junto esse tempo todo, eu conheci o Erick eu ia fazer onze anos, na verdade a gente só veio ter alguma coisa agora.
- Serio? Ah mas é legal mesmo assim. - dizia a Jessica - é legal quando as pessoas se conhecem a mais tempo.
- É, é sim. - comecei a falar e ai eu me perdi nos olhos da minha menina. - eu me apaixonei pela Érin quando ela ainda tinha onze anos, mas nunca tive coragem de falar nada.
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Entre o amor e a vingança
RomantikEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
