Creeeeedo! Tô com o capítulo pronto há 4 dias e não conseguia finalizar. Nem acredito que acabei. 💪
Vamos lá,
1 • No capítulo tem a foto de uma cozinha, eu não consegui descrever bem o ambiente, estou deixando a foto para que fique mais fácil entender cada movimento dos personagens na cena.
2• Quem acompanha a página no facebook pode ir dar uma conferida, saiu spoiler. É só uma carta, mas vai fazer sentido um dia.
Beijinho, amo vocês!
Ah sim! (Ô cabeça a minha!), o capítulo de hoje é continuação do 95 por isso não acontece nada muito novo, as mudanças começam a partir de agora. Bjks
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O Brasil nunca pareceu tão grande, a sensação de estar sozinho era a pior coisa. Faz tempo que a melhor referência de família era a Érin, o trânsito não ajudava muito, o primo devia ser louco para dizer que dirigir acalmava, aquilo só o deixava mais irritado. Chegou em casa e a única coisa que queria era poder adiantar o vôo, sair do país e nunca mais precisar voltar e a Érin que não inventasse de fugir de novo porque dessa vez ele não voltava nem obrigado. Chegou no apartamento e tudo que ele queria era um pouco de colo, queria tomar um whisky com o primo e reclamar da sorte, mas faz tempo que o Erick só quer saber de trabalho. Sempre é ele quem procura o primo, sempre é ele quem escuta as reclamações do primo, nunca ao contrário, a relação foi perdendo a graça, o Erick só quer saber dos negócios, vive afundado no trabalho até a alma. O Nando até entende que para o Erick manter a empresa funcionando e dando lucro seja uma das suas prioridades, mas aquilo já estava passando dos limites. No começo todo mundo sabia que o Erick se esforçava de mais para garantir o sucesso dos negócios porque precisava juntar dinheiro para voltar ao Brasil e se casar com a Érin, mas agora não tinha nada que justificasse tanta obsessão com o trabalho, afinal ele já estava casado com a Érin, mantinha uma mesada milionária para a esposa e esbaldava em gastos toda vez que saía de casa, o que mais ele quer? O Erick foi esquecendo da família, perdeu contato com uns e esqueceu de outros, o Nando estava ali tão perto, todos os dias eles estavam juntos e o Erick parecia ter se acomodado. Parte da mudança para a Flórida tinha haver com isso também, o Nando se sentia sozinho, principalmente depois que perdeu a Paulinha, não fosse pela Érin ele já teria partido a muito mais tempo. Engraçado que logo ela seja a sua referência de familia no Brasil, logo ela, o pivô da separação da família Albuquerque.
Tudo que ele queria é que a hora passasse mais rápido e que ele pudesse chegar logo em casa e já começava a pensar que seria melhor nunca ter saído de lá. Nascido e criado na Flórida, ele ainda se perguntava porque precisava ter ido tão longe para quebrar a cara outra vez. O Brasil era o país das férias, na época da escola ele sempre vinha passar as férias na casa do primo, pelo menos até a os pais do Erick se separarem. Tinha um carinho todo especial pelo primo, cansou de pegar aquele bebezinho no colo, só nunca trocou fraldas porque isso não era coisa de menino, foi ele quem ensinou o primo a jogar bola, a andar de skate e foi ele também quem levou muita bronca para acobertar as peraltisses do primo e agora o Brasil virou um lugar de recordações ruins, o primo nem liga mais para a família, foram criados cercados de amor e incomoda que o Erick tenha se afastado de todo mundo por causa de mulher.
Pensou em ligar para o primo mas lembrou daquele pedido sem graça de desculpa, como sempre o Erick alegou que estaria ocupado na empresa e que por isso não o acompanharia ao aeroporto, aquilo ainda estava entalado na garganta, os dois foram criados como irmãos e de todos os primos o Erick era o que ele mais gostava, por que agora o Erick não tinha mais tempo para a família? Pensou tanto na vida que começou a se sentir incomodado, pegou o telefone e ligou para a pessoa com quem mais se sentia a vontade. No terceiro toque ela atendeu.
- Érin?
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Não dava para trabalhar com o tanto de idéias que corriam soltas em seus pensamentos, mal conseguia se concentrar, já era quase hora do almoço e ele não tinha feito nem a terça parte do trabalho, só conseguia pensar na Érin. Quem ela pensa que é para dizer que ele não valoriza a família? Ela pelo menos faz ideia do quanto é difícil estar longe das pessoas que ele ama? Ah se ela soubesse o quanto ele sentia falta do pai, de sentar no fim de tarde e assistir as partidas de futebol, de ouvir as histórias de quando o pai era garoto e das tardes em que os dois passeavam de bicicleta pela cidade, se ela soubesse talvez não o tratasse tão mal assim. Era complicado trabalhar desse jeito, aos poucos a culpa foi tomando conta, afinal o Nando era a única família próxima que ele tinha no Brasil e o primo estava decidido a se mudar de vez para a Flórida. Sente falta de quando as coisas eram mais simples, de quando tinha tempo para estar com o primo, das baladas e até das broncas quando exagerava na bebida, o Nando era o irmão mais velho que ele nunca teve e agora estava indo embora e ele nem se deu o trabalho de perguntar se o primo queria companhia. Odiava dar razão a Érin, mas naquele momento sentiu que estava mesmo errado. Ligou primeiro para a Érin, talvez ela aceitasse sair de casa se fosse para ver o Nando. O telefone, chamou, chamou e ninguém atendeu, ligou de novo e de novo e só na quarta ligação, depois de muito chamar é que ela atendeu.
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Entre o amor e a vingança
RomanceEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
