Acordei meio zonza por causa do remédio, mas foi só abrir os olhos para as dores voltarem novamente. Levantei e fui até o banheiro, já era noite e a casa estava toda no escuro. Me arrependi amargamente por ter acendido a luz, minha cabeça parece que vai explodir. Odeio ficar menstruada, fora a cabeça que não para de doer ainda tem as malditas cólicas, meu corpo fica todo inchado, meus seios estão doloridos e meu humor está péssimo. Voltei para a cama e apaguei todas as luzes, vou tentar dormir mais um pouco.
Estava quase dormindo quando o Erick entrou correndo no quarto acendendo a luz. Preciso dizer que eu tive vontade de matá-lo? Como se já não bastasse toda a dor e o mau estar, o infeliz me assusta e ainda atrapalha meu quase sono.
- Apaga essa luz pelo amor de deus. - minha voz ainda estava meio grogue por causa do remédio e do sono.
- Meu amor o que aconteceu? - ele parecia bastante preocupado - O que você tem? A Constância disse que você passou o dia todo no quarto, que estava passando mau e que você nem comeu nada o dia todo.
- Erick me deixa e apaga a luz por favor.
- Érin é sério. - e deve ser mesmo muito sério porque a voz dele era firme, mas ao mesmo tempo muito doce também.
- Ta bom, apaga a luz por favor. Eu só não estava me sentindo bem e minha cabeça esta explodindo.
Ele apagou a luz e sentou ao meu lado na cama. Mesmo no escuro posso ver seu rosto e quer saber? Ele fica ainda mais lindo. Não gosto muito desse jeito todo engomadinho do Erick, mas acho lindo ele de calça e camisa social. Ele estava usando uma camisa social branca, as mangas dobradas até o antebraço e uma calça preta. A gente goza pelos olhos olhando paro o homem que a gente ama.
- Me diz o que você tem. - fazia carinho na minha cabeça e falava bem mais baixo agora - É sério, eu estou preocupado.
- Não é nada de mais, daqui a pouco passa. - fiquei com vergonha de dizer que esse estrago todo é porque eu estou menstruada.
- Se você não falar eu vou te levar para o hospital.
Achei graça no jeito como ele falou. Parecia até que estava falando com uma criança de cinco anos. Apesar de que eu detesto hospital.
- Eu estou com cólica, dor de cabeça, meu peito ta doendo, minha barriga ta inchada e meu estômago ta revirado. Satisfeito?
- Você está menstruada?
- Ah não, imagina! É virose!
Ele riu e que risada gostosa, fazia tempo que não via o Erick tão tranquilo. Queria que meu humor estivesse normal, só assim aproveitava mais a tranquilidade do Erick.
- Você ainda sente tanta cólica assim? Achei que com o tempo isso melhorasse.
- Eu também achei.
Me deu um beijo na testa e foi tomar banho, sempre tão gentil. Assim que saiu do banho desceu, não demorou muito e ele estava no quarto outra vez. Não acendeu a luz quando entrou, mas vi que o resto da casa estava iluminado. Sentou novamente ao meu lado e voltou a me fazer carinho na cabeça. Trouxe consigo um copo de água e um remédio pra dor de cabeça. Cuidava de mim com tanto carinho que nem a TPM me faria ficar com raiva dele. Tomei o remédio e ia deitar novamente quando ele me puxou para o seu colo. Encostado na cabeceira da cama ele estava sem camisa, me colocou em seus braços e fazia carinho na minha barriga. Eu podia botar a culpa no sono, no efeito do remédio e até na própria TPM, mas não, eu fiquei ali porque eu quis e naquele momento o colo dele era o melhor lugar do mundo.
- Lembra quando você ficou menstruada pela primeira vez? - falava baixo, a voz leve como a de um anjo.
- Claro que lembro. Eu quase morri de vergonha naquele dia.
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Entre o amor e a vingança
रोमांसEla: Érin, 23 anos, virgem. Sem muitos amigos, perde o único irmão e melhor amigo aos onze anos. Sofre diariamente com os maus tratos de um pai violento, vê sua vida mudar aos doze anos com a entrada de um novo aluno na escola que em pouco tempo se...
