❝ Eu costumava beber álcool para me inspirar
Mas você me parece tão bonito, meu novo fornecedor
Eu gostava de fumar para parar todos os meus pensamentos
Mas eu encontrei um agito diferente ❞
Eu pensei que fosse brincadeira, no começo. Não acredita...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Quando as férias de verão começam, eu começo a trabalhar em tempo integral. Apesar de parecer que não, não acho que seja uma rotina cansativa. Claro, como seria? É Forks. Nenhum trabalho é demais.
O tempo passa voando, mas tudo está muito gostoso para que eu possa reclamar de qualquer coisa. Eu cantarolo enquanto procuro por frutas podres na pequena seção aos fundos do mercado.
Quando o sino soa na porta, sei que Jasper chegou para me buscar no fim do expediente. Permaneço de costas fingindo não notar sua aproximação e seguro o sorriso o máximo que consigo. Jogo mais umas maçãs de aparência repugnante dentro do saco grande de lixo e Jasper vem para o meu lado após cumprimentar a gerente do estabelecimento que falta se derreter quando ele chega. O loiro pega três laranjas e as joga no saco, me ajudando.
— Esse trabalho não é seu— eu digo, fazendo-me de distraída.
— Eu sei. Só quero que acabe mais rápido.— ele responde, continuando a me ajudar.
— Por que? Estamos em alguma situação de urgência, senhor Whitlock?
— Ah, estamos. Temos uma urgência de resolver uns detalhes entre nós.
— Que seriam?
— Faz duas semanas que a gente está junto e eu ainda não te levei para sair— ele segura o saco para mim quando começa a ficar pesado demais. Finalmente olho em sua direção, ele continua fazendo meu trabalho, solto um suspiro baixando os ombros, admirando sua beleza. Eu adoro a linha do maxilar dele. Seu nariz arrebitado que pode até lhe dar uma pinta de arrogante. Sua boca que deixa minha pele ardendo de desejo.
— Quer sair comigo?— recomponho-me rapidamente. Jasper dá um sorriso ladino.
— Se você insiste, eu aceito.— ele brinca, eu bato no seu ombro de leve para não me machucar e nós rimos baixinho. Quando Jasper fecha o saco, sei que acabamos. Bem, que ele acabou meu trabalho— Ei, vem cá— ele olha para os lados e logo depois me puxa para si pelo meu avental. Enrolo os braços ao redor de seu pescoço com ânimo e fico na ponta dos pés para lhe dar um beijinho na bochecha e então nos lábios. Jasper me abraça e eu fico embriagada com serotonina. Nos beijamos repetidamente e de maneira rápida até não poder mais porque minha chefe limpou a garganta em censura para minha atitude irresponsável no local de trabalho. Fico envergonhada e não demoramos em nos afastar, mantenho minha mão no antebraço do rapaz e sinto a ansiedade de querer sair logo dali para não termos com o que nos preocupar.
— Para onde iremos?— pergunto, animada.
— Para onde você quiser, querida.
— Ótimo!— uso um pouco do sarcasmo— então eu quero ir para Saturno imediatamente, servo.
— Não abusa— ele sorri malicioso, inclinado na minha direção.
— Preciso fazer meu trabalho!— o empurro e ele age como se isso tivesse qualquer efeito real, dando uma risadinha.