❝ Eu costumava beber álcool para me inspirar
Mas você me parece tão bonito, meu novo fornecedor
Eu gostava de fumar para parar todos os meus pensamentos
Mas eu encontrei um agito diferente ❞
Eu pensei que fosse brincadeira, no começo. Não acredita...
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Eu não podia ficar a eternidade sem falar com meu próprio pai, mas no segundo dia o ignorando, meio que isso não me pareceu muito difícil. Eu me fechei completamente depois que saímos da casa dos Cullen. Humilhada e com altos pensamentos suicidas, concentrei-me apenas na escola e no trabalho. Foi meio fácil me esquecer do mundo, mas Jasper também não veio falar comigo e eu comecei a dar falta. Irritava-me com muita facilidade a forma como eu sentia falta dele e como eu não conseguia controlar isso. Por mais que esteja morrendo de vergonha, por mais que fique nervosa só de pensar em ver ele de novo, é tudo o que eu queria. E eu o odeio porque o amo demais e esse sentimento é tão irritante, tão insuportável!
Sacudo a cabeça e apenas leio a maldita questão mais uma vez. Se eu não tivesse sido uma aluna muito boa nos meses que os Cullen tivessem ido embora, agora, com toda a certeza, eu estaria mais do que fodida para acompanhar todas as matérias. O drama do mundo dos vampiros ocupa muito minha cabeça, mas eu me sinto menos burra ao receber um B+ ou até mesmo um A. Não me perdi completamente, afinal.
O trabalho é difícil.
Parece que todo mundo está estressado comigo e os sentimentos ruins retornam, o pessimismo faz seu peso nos meus ombros e, no fim do dia, quando arrasto os pés para me deitar de bruços na minha cama, eu só quero que Jasper apareça. Não quero ele por perto porque preciso falar com ele, nada de desabafos. Mas eu preciso da sua presença viciante que me enche de serotonina. Evitando pensar em tudo, eu apenas adormeço.
⋆⋆
Sinto um aperto no meu peito tão intenso que me deixa apavorada, mas tampouco posso me mexer. Minha respiração fica dificultada e eu sinto perfeitamente que estou dividida entre a consciência e a inconsciência, não consigo abrir os olhos. A sensação de medo domina todo meu corpo e eu estremeço quando dedos gelados tocam meu rosto, deslizando pela minha bochecha até o meu queixo. Não há nada de bom aqui. O clima está pesado demais e eu tenho vontade de chorar porque eu sinto que James voltou do inferno para me ver.
Pode ser fácil esconder a maior parte do tempo, mas aquele cara me assustou pra caralho. Ele me assombra e eu fico tremendo só de lembrar como foi quando seus braços se fecharam ao meu redor.
— Para— consegui dizer, ainda sem abrir os olhos, tentei afastar o toque do meu rosto.
Sem poder esperar, a mão gelada envolveu meu pescoço e me afundou na cama me arrancando o fôlego. Arregalei os olhos, desesperada e me deparei com um completo estranho. Apenas familiar por aqueles olhos raivosos de demônio. Ele pareceu tão confuso quanto eu ao me olhar nos olhos. Tem um vampiro na minha casa. Soltei um gemido esguelado e tentei o empurrar, não tinha oxigênio algum no meu corpo, eu precisava que ele me soltasse.
— Quem é você?— ele perguntou, confuso. Meus olhos transbordavam e eu comecei a espernear, ele apertava meu pescoço com firmeza e eu tive medo de morrer. Sua atenção foi desviada e, tão rápido quanto apareceu, ele sumiu pela minha janela aberta. Debrucei-me para fora da cama e tossi em busca de fôlego. Minha porta se escancarou violentamente e Jasper estava ali, irado. Algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto, eu estava bêbada de sono e assustada pra caralho, mas Jasper não demorou a sumir também, muito provavelmente indo atrás do meu invasor.