⚠️: conteúdo sensível.
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Semanas se passaram desde nosso desastroso jogo de quadribol, de forma que a primavera desabrochou como uma rosa, colorindo os vastos campos de Hogwarts com flores de todas as cores, cheiros e tipos.
Na manhã do quinto dia de abril, ou seja, meu aniversário, acordei sentindo um calor absurdo. Isso acontecia sempre que eu sonhava com a Morte, mas não era o caso (a frequência com a qual ocorria diminuiu consideravelmente, até quase zero). Não: eu estava suando porque sonhara com Harry e com seus dedos passeando por meu corpo.
Era terça-feira. Pequenos raios de sol iluminaram meu rosto, e um perfume suave flutuou até minhas narinas. Quando abri os olhos, deparei-me com Harry, adormecido. Eu detestava acordá-lo, mas infelizmente tínhamos aulas.
Afastei uns fios de cabelo de seus olhos. Harry aconchegou-se mais a mim.
— Ei — chamei, baixinho. — Precisamos tomar café, meu amor.
Lentamente, ele abriu os olhos, inchados de sono. Deu um sorrisinho.
— Bom dia — cumprimentou.
— Bom dia, Hazz — ri. — Você está especialmente sonolento hoje.
— Não gosto de acordar cedo.
— Nem eu — falei — , mas não é feriado.
— Deveria ser.
— Deveria?
— Sim — disse Harry. — É seu aniversário. Confesso que não tive tempo para comprar um presente elaborado.
— Vou gostar de qualquer coisa que me der, meu bem.
Nos sentamos. Foi quando percebi que o dormitório estava vazio. Sorrindo, ele inclinou-se um pouco, metendo a mão na parte de baixo da cama e pegando uma caixa vermelha envolta por uma fita, que formava um laço.
— Feliz dezesseis anos, amor — desejou.
— Obrigada.
Puxei a ponta da fita e desfiz o laço, abrindo a caixa em seguida. Dentro dela, havia três livros que eu queria muito, vários chocolates, fotografias e cartinhas em envelopes coloridos.
— Ai meu Deus, Harry, você é tão fofo.
Ele sorriu.
— Acho que mereço um beijo por isso, não mereço?
Dei um risinho, colocando o presente de lado e abraçando-o pelo pescoço. Beijei-o. A palma da mão de Harry fez carinho em minha coxa e puxou-me para seu colo, enquanto mordiscava meus lábios.
Não era uma boa ideia que ficássemos na tentação sabendo que tínhamos aulas dali à pouco.
Harry arrastou os lábios por meu pescoço, demorando-se com as mãos por dentro de minha blusa. Eu o queria tão desesperadamente. Ainda mais após aquele sonho que tivera com ele.
— Amor — chamei, engasgando um pouco com os toques. — Temos que ir.
— Podemos faltar — murmurou, afastando-se apenas o suficiente para me encarar. — Podemos passar a manhã inteira na cama, e depois usar uma das passagens secretas para nos esgueirar até Hogsmeade e comemorar seu aniversário. Vamos comer aquele bolo de chocolate que você adora. E depois, quando voltarmos... Ficamos na cama mais um pouquinho.
— Por mais tentador que seja — falei — , você sabe que as passagens secretas estão sendo vigiadas com mais atenção do que antes. E hoje temos duas aulas seguidas de Transfiguração. Não posso tirar mais notas baixas nessa matéria.
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𝐌𝐀𝐒𝐓𝐄𝐑𝐏𝐈𝐄𝐂𝐄, harry potter
Fanfic𝐚𝐫𝐭𝐞. substantivo feminino ? १ 𝐢. produção consciente de obras, formas ou objetos voltada para a concretização de um 𝐢𝐝𝐞𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐛𝐞𝐥𝐞𝐳𝐚 e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana. 𝐢𝐢. forma de agir; maneira, jeito. 𝐢𝐢�...