Soul connection

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Pov's Carol

Chegamos ao alojamento, e a tensão entre nós ainda estava presente, quase palpável. O silêncio dizia mais do que qualquer palavra. Assim que as portas do elevador se fecharam, algo em nós se quebrou. Anne me puxou pela cintura, seus dedos se entrelaçando no meu cabelo, e nossos lábios se encontraram em um beijo lento e profundo, cheio de sentimentos não ditos. O tempo parecia parar, e só percebemos que havíamos chegado ao nosso andar quando as portas do elevador se abriram.

Saímos ainda conectadas por olhares intensos e, com um sorriso malicioso, conduzi Anne até o meu quarto. Ao entrar, senti os lábios dela tocarem suavemente meu pescoço e ombros, provocando um arrepio que percorreu todo o meu corpo.

Eu me sentei para tirar os sapatos, tentando retomar o controle da situação, mas, ao levantar o olhar, vi Anne em pé, desabotoando a sua blusa com uma calma provocativa, ela parecia ter total consciência do efeito que tinha sobre mim naquele momento, e eu, por mais que tentasse manter o controle, sabia que estava completamente envolvida naquela troca silenciosa entre nós, vi a mais alta vir em minha direção e me dar a mão para poder me levantar e assim eu fiz.

- Acho que alguém vai precisar de ajuda para poder tirar o vestido... - Falou fazendo referência a nossa conversa no dia da festa de boas vindas.

- Com toda certeza.

Respondi simples, me virando de costas para que o ato pudesse ser realizado, e assim foi feito. Anne assim que retirou meu vestido veio novamente ao encontro do meu pescoço dessa vez me guiando para a cama.

(...)

Na manhã seguinte

Carol e Anne foram acordadas por um barulho alto de sirene. Elas se deram um selinho, relembrando os acontecimentos da noite anterior. Ambas esbanjavam felicidade pelo que havia ocorrido, além de perceberem que isso havia aumentado e aproximado o carinho entre elas. Ao perceberem que se tratava do alarme de incêndio, colocaram um roupão e desceram para o pátio. Não demorou para que o casal se separasse, indo ao encontro de suas respectivas companheiras de equipe.

— Mas o que está acontecendo? — perguntou Carol, tentando não demonstrar que acabara de acordar.

— Eu explodi acidentalmente a sanduicheira... — Gabi respondeu, arrancando risadas das colegas.

— E você, hein, senhora? — Thaisa disse, referindo-se a Carol. — Você e Anne de roupão...Aconteceu alguma coisa que não sabemos?

Carol riu, corando um pouco. — Ah, foi só uma noite divertida! Não esperávamos ser acordadas por uma sirene no meio da manhã.

Fê Garay se aproximou com um sorriso curioso. — Uma noite divertida? O que rolou entre vocês?

— Calma lá! Não estamos aqui para fofocas! — interveio Roberta, rindo. — Mas é bom ver que vocês estão tão animadas, mesmo com essa confusão toda.

Gabi aproveitou a deixa e disse: — Olha, se não fosse por essa sanduicheira rebelde, estaríamos todas tranquilas agora. Mas o café da manhã pode esperar temos que nos preparar para o treino

Thaisa assentiu com a cabeça. — Exatamente! Vamos nos arrumar rápido. Não podemos deixar que nada atrapalhe nossa rotina de treinos!

Carol e Anne trocaram olhares cúmplices antes de se afastarem para se arrumar também. Enquanto isso, Gabi começou a planejar o que poderiam fazer para compensar o café da manhã perdido.

— Que tal um lanche reforçado depois do treino? — sugeriu Gabi. — Podemos fazer um brunch especial!

— Adorei a ideia! — respondeu Fê, animada. — Além disso, precisamos de energia para arrasar na quadra mais tarde!

Roberta já estava pegando suas coisas e disse: — Então vamos nos apressar! Não quero perder nem um segundo desse brunch!

As jogadoras começaram a se dispersar em direção aos seus quartos, cada uma ansiosa para se preparar para o treino e a celebração que viria em seguida. O clima estava leve e divertido, refletindo a união e o espírito de equipe que as mantinha sempre motivadas.

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