Um som repetitivo e irritante penetrou os meus ouvidos.
Pestanejei devagar, habituando me ás varias luzes, que se focavam na minha cara. Um aperto no dedo, assim que mexi a mão. Estava preso numa certa mola cinzenta, que estava ligada a máquinas? O meu tronco levantou-se rapidamente, examinando cada parte daquele.. quarto de hospital?
Doía-me tudo, principalmente a cabeça.
Tentei levantar-me daquela cama desconfortável, acabando por me desequilibrar, e cair novamente na mesma.A máquina acusava o meu batimento cardíaco, o que começou de normal, para rápido.
Em poucos minutos, várias pessoas entraram dentro da sala. Repararam que já estava acordada, entregando-me um copo de plástico e um comprimido vermelho pequeno. Tomei-o, sem contrariar a enfermeira, pois estava mesmo preocupada com o meu estado de saúde.
- Está tudo bem?
Disse olhando para as máquinas, e as pessoas, que mudavam o soro, e verificavam os batimentos. Estava uma confusão, o que me criava, entrar em pânico, e pensar no pior.
- Preciso que se deite, fique calma, respire. - Falou calmamente. - Respire..
Comecei a sentir os meus olhos bastante pesados, e ver tudo á roda. Forcei que os mesmos se mantivessem abertos, mas foi nulo..
Acordei, e sentia-me super fraca.
Abri os olhos devagar, e senti-os bastante pesados. Encontrava-me no mesmo sítio, que antes acordara. Estava muito confusa.
A porta foi aberta, pelo vestuário, seria uma enfermeira. Não notou que eu estava acordada, arrumando o tabuleiro, e saindo novamente do quarto.
Tentei relembrar-me de acontecimentos anteriores, mas nada me vinha á mente. Nada de recordações, sendo assim, eu, sozinha, numa cama de hospital.
Consegui levantar o tronco, ficando com as pernas esticadas.O barulho daquela máquina começava a enervar-me.
Toquei no botão vermelho, no lado esquerdo, da cama. Momentos depois, a mesma enfermeira, entrou no quarto.
- Vejo que a menina Thompson, já acordou.
Pronunciou-se com simpatia.
- Quando é que posso ir embora? Há quanto tempo é que estou aqui?
Perguntei, bombardeando-a com perguntas.
- Sente-se bem?
Aproximou-se da minha cama, verificando as máquinas.
- Sinto-me bem. - Ajetei-me na cama. - Quando é que posso sair daqui?
- Parece-se estar tudo em ordem. - Disse mexendo nos fios. - Quer comer alguma coisa?
- Porque é que está a ignorar as minhas perguntas? - Falei rude. - Gostava de saber á quanto tempo estou aqui. E quando é que me posso ir embora. Estou farta do barulho destas máquinas.
Bati na cama, de frustração.
A sua expressão transmitia... Preocupação? Talvez, pena.- Menina Thompson, acho melhor conversarmos noutra altura.
Disse calmamente.
- Eu quero saber o que tenho .. Quando posso sair daqui. Tenho direito ou não?
Pronunciei-me num tom alto e rude.
- Eu compreendo, mas eu não lhe posso dar essas informações, apenas o seu médico. Desculpe.
Explicou, dirigindo-se para o exterior do quarto.
Bati novamente na cama, pronunciando "merda". Ninguém me dava respostas, e eu continuava, completamente, sozinha naquele quarto de hospital.
Olhei em redor, e a única coisa que me pudesse fazer companhia, era um televisor que permanecia em frente da cama, pregado á parede. Liguei-o, ouvindo notícias irrelevantes."Acidente na estrada principal em Los Angeles."
Aumentei o volume do televisor, enquanto o fixava.
_______________________________Aqui está o primeiro capítulo, espero que estejam ansiosos, para esta nova viagem.
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