trinta e dois.

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Apagaram-no, e fomos em direção á cozinha.

Pela primeira na vez de muito tempo, sentia-me bastante relaxada. Tranquila e pacífica comigo mesma, até era estranho mas, apreciei bastante aquele sentimento.

Entrámos, e o comer já se encontravam em grandes bandejas.

Um toque de campainha fez-se ouvir, e logo de seguida estalos de mãos. Retirei-me até para perto da porta podendo-me apresentar aos primos do Ryan. Eram ambos um pouco mais altos que eu. Um deles era moreno, e forte, outro era loiro, com olhos claros e um pouco mais magro.

- Katherine. - Dei dois beijos a cada um.

Mostraram as garrafas de álcool que tinham trazido e os berros eram alguns dos rapazes por os verem.
A Rebecca inclinou-se todo e passou por mim, apresentando-se ao dois rapazes. Revirei discretamente os olhos.
Ignorando toda aquela confusão e animação que havia, fui novamente á cozinha. Tirei uma batata frita que já se encontrava na bandeja.

Segundos depois, senti um enorme aperto no braço e arrastou-me até ao exterior. As minhas costas bateram contra ao vidro, colocando-me surpresa e confusa.

- Tu vais começar a ter medidas comigo Jason. - Falei reconhecendo o tatuado.

Jason - O que é que tiveste a fazer?

- A cumprimentar os primos do Ryan? - Dei uma pequena gargalhada.

Jason - Deixa de ser infantil. Sabes muito bem o que fizeste, os teus olhos brilham bastante.

- Deve de ser de olhar para ti.

Falei ironicamente.
Uma vez mais, apertou o braço, com alguma força.

- Estás me a magoar.

Jason - Desde quando é que és uma drogada? - Cerrou o maxilar.

- Desde quando é que te tenho de dar explicações?

Jason - Tu não me faças passar da cabeça Katherine. - O seu olhar tornou-se mais obscuro, arrepiando-me dos pés à cabeça.

- Deixa-te de armar em patrão comigo. - Larguei-me com brutalidade. - De mim não vais ter mais controlo algum. És passado McCann. Comporta-te como tal.

Jason - T— - Uma voz feminina, e bastante irritante fez-se ouvir.

Rebecca - Jason?

- É melhor ires, senão ficas sem companhia á noite. - Pisquei-lhe o olho.

Jason - Se te quisesse a ti, era só estalar os dedos.

Sorriu, piscando-me o olho de volta. Encolhi os ombros mostrando-lhe completa indiferença ás suas palavras.
Frustado, saiu de perto de mim indo na direção da Rebecca.

Realmente não me tinha sentido importada com o que tinha dito. Talvez fosse o efeito da droga mas, não tinha qualquer sentimento ruim. O que dizia já não importava e muito menos me afetava.

Caminhei até ao outro lado do jardim, onde já estavam todos sentados. Senti alguma urgência em ir á casa de banho e apressei o passo até dentro de casa, esbarrando contra alguém.

- Desculpa.. - Disse olhando para os seus olhos castanhos escuros.

Scott - Não faz mal, boneca. - O primo moreno do Ryan falou mostrando uma expressão simpática.

Sorri, mas continuei o meu caminho até a casa de banho. Abri a porta e acendi a luz deparando-me com o pior cenário. Rebecca, estava de tronco nu enquanto Jason tinha a sua cara nos peitos da morena.
Rapidamente, fechei a porta tentando controlar a respiração pesada. Lembrei-me da outra casa de banho que havia sem ser no seu quarto.

Fechei-me á chave assim que entrei naquela, vazia.
Olhei-me ao espelho, vendo o estado dos meus olhos, estavam bastante brilhantes e com várias zonas levemente avermelhadas.


Ao sair, por coincidência Rebecca passava por mim com a mão entrelaçada a do Jason.

Jason - Espero que tenhas gostado do que viste.

Sussurrou de raspão no meu ouvido, arrepiando-me. Revirei os olhos, seguindo-os até ao exterior.

As raparigas, estavam bastante divertidas a falar com os rapazes. Scott e Lucas, eram os primos de Ryan. Scott, o moreno.. Lucas, o loiro de olhos claros.

Começamos a comer e as conversas pairavam. Não entrava em nenhuma delas pois, a minha mente tentava processar o que antes tinha visto entre Rebecca e Jason. Cada vez mais, o tatuado mostrava-me que tinha seguido em frente.. Que já não sentia qualquer coisa por mim.
Todas as suas decisões e atitudes perante mim. Deixava-o sentir controlar-me e decidir as coisas por mim.
Jason, magoou me tanto.. Ele magoou-me tanto ao ponto de ser inexplicável toda a mágoa que sentia.
Mesmo com toda essa dor, eu relembrava-me bem dos momentos bons. Momentos felizes e pacíficos.. Momentos recheados de paixão e cumplicidade.

Apercebi-me que fixava o seu olhar, tal como o dele fixava o meu. Rebecca apressou-se em virar-lhe a cara e beijá-lo.

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