Foge Comigo?

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Natalia POV

Duas semanas tinham se passado e eu ainda estava aqui presa nessa casa enorme onde meu único consolo era Liv, Max andava extremamente nervoso por conta do Justin, ele dizia tudo que o Justin estava tentando fazer, disse que tinha detetives atrás dele investigando toda a vida dele e descobrindo que ele mexia com o tráfico, disse que tentaram invadir a casa uma vez a mando do Justin e não conseguiram, os homens acabaram morrendo pelas mãos dos seguranças do Max, algumas vezes ele ficava extremamente nervoso e eu preferia nem sair do quarto pra não ter que levar na cara, mas as vezes era inevitável e ele invadia meu quarto tentando ter relações comigo mas eu sempre o empurrava e negava e ele pra se vingar me batia, eu vivia um inferno e já não tinha esperança de me livrar disso.

Acordei e fui direto fazer minhas higienes, me olhei no espelho e meu olho ainda estava visivelmente roxo com o soco que o Max me deu ontem, levantei minha blusa e vi algumas marcas roxas nas minhas costas, mas estavam mais claras, respirei fundo pra não chorar e desci para a cozinha, sempre descia um pouco tarde na esperança do Max já ter saído mas hoje pro meu azar ele ainda estava em casa.

- Bom dia. - Me sentei na mesa e Liv me olhou assustada e olhou para Max depois balançando a cabeça em negação, todos me deram bom dia menos Max, quando estava terminando de tomar meu café ouvi a voz dele e isso me fez estremecer.

- Natalia preciso falar com você, vem no meu escritório. - Ele se levantou indo em direção ao mesmo eu fiquei um pouco chocada sem saber o que fazer.

- Max por favor deixa a porta um pouco aberta pra garantir que você não vai matar ela, quer dizer, terminar de matar ne?

- Sempre engraçada ne Liv, mas fica tranquila que eu não vou fazer nada com ela. - Ele entrou no escritório e eu me levantei da mesa olhei para Liv e ela fez sinal de que ficaria de olho, assenti e fui em direção do escritório. Só tinha entrado ali uma única vez que foi no dia que vi o Justin o que me trouxe a lembrança da cicatriz em minha costela, ele fez menção para me sentar e me sentei em sua frente.

- O que quer falar?

- Quero pedir desculpa. - O olhei confusa e eu nem sabia o que falar.

- C-como?!

- Desculpa Natalia por...- Ele engoliu seco. - Por tudo isso, eu sou um monstro e eu não deveria ter feito isso com você, eu só...eu só queria que você me amasse, eu só queria que voltássemos a ser como antes. - Ele deu um riso fraco e tudo que ele dizia parecia ser tão sincero, parecia que na minha frente estava o garoto o qual eu me apaixonei no colegial. – Lembra quando eu ia na porta da sua escola só pra te ver? E da primeira vez que nos beijamos? – Eu não sabia o que ele estava querendo com aquilo por isso apenas assenti com a cabeça ainda receosa. – Eu só queria aquilo de volta Nah, só queria a minha Nah de volta, me perdoa por tudo isso? – Ele me olhou como se estivesse suplicando por aquilo.

- Tudo bem Max, eu te perdoo. – Forcei um sorriso e ele sorriu de volta, ele se levantou e veio até mim ficando de joelhos na minha frente.

- Natalia tudo que eu mais quero é você, você realmente não vai me amar como antes? – Senti um nó na garganta e o medo de levar um tapa estava grande, mas eu precisava ser sincera.

- Desculpa Max, eu... eu não consigo. – Segurei na sua mão na tentativa de acalma-lo e até mesmo pra garantir que as mãos dele não iriam voar na minha cara. Ele me olhou por um momento e abaixou a cabeça, acho que agora é a hora que eu fecho os olhos e sinto a bofetada.

- Ok. – Ele se levantou indo até uma gaveta da mesa e eu apenas o observava. – Não quero mais te forçar a nada, você ama o Justin, não é? – Assenti com a cabeça confusa. – Liga pra ele. – Ele estendeu meu celular e eu fiquei de boca aberta ainda chocada. – Liga pra ele e fala pra ele que... eu vou dar você pra ele depois de amanhã, ele vai me encontrar e se quiser trazer seguranças não tem problema, contanto que ele garanta que não trará a polícia, agora para de me olhar assim e liga pra ele. – Eu ainda não estava entendo nada mas peguei o celular discando o número do Justin enquanto Max estava encostado na estante de braços cruzados olhando para o chão, eu coloquei o celular no ouvido e aquele sinal de "chamando" estava fazendo meu coração acelerar e as lagrimas virem.

De Repente ElaOnde histórias criam vida. Descubra agora