Nos dias seguintes a nossa conversa, Shirley me tratou com menos repugno. Eros e eu não conseguimos nos tocar por 3 longos dias. Ele sempre ocupado com o trabalho e em casa, a família nos cercando de todos os lados. Eu só queria sentir o seu corpo. Mas a expectativa pelo final de semana me tirava o ar.
Eros queria ir para uma cabana. Mas ao correr dos dias, com a temperatura subindo, ele disse que iria me fazer uma surpresa.
Fícamos trocando mensagens adultas durante a madrugada. Eu não queria sexo virtual. Eu queria pessoalmente.
Mas além do sexo eu precisava de um tempo para conhecê-lo, conversar sobre seu passado, sobre nosso futuro. Ainda tinha um bocado de medo que ele me abandonasse do dia para noite.
Durante esses gigantescos 3 dias o trabalho na mansão me deixou exausta. A antiga empregada voltou, o que significava que não teria problema nenhum se eu folgasse no sábado. Ela não reclamou do meu trabalho. Mas também não elojiou.
Às vezes eu me perdia relembrando nossas trepadas pela casa. No carro. Na cozinha. No quarto. No cinema, que Erick transformou em sala de jogos de videogame. Eu só imaginava o pauzão encostando em mim. Queria por a sucuri na cara. Na boca. Na buceta. E talvez até no cú. No cuzinho, não. Acho que nem entraria.
Minha mãe não se incomodou com meu pedido. Que ela cuidasse da Larissa no final de semana. Quando eu disse o motivo. "Vou passar o final de semana com meu namorado." Ela debochou com um "hummmmmmmmmmm". Meu pai queria saber para onde iríamos. "Vai que acontece um acidente. Como vamos te achar?". Prometi que mandaria fotos do local assim que chegasse lá. E a localização por gps.
Era a primeira vez em cinco anos que eu passaria um final de semana longe da minha filha. Só em pensar nisto, meu coração ficava aflito. Eu respirava fundo e tentava me acalmar. Repetindo um mantra de "vai ficar tudo bem".
Em compensação de me sentir a pior criminosa do mundo por ficar um final de semana sem ver minha filha, fiz tudo ao meu alcance para deixá-la feliz. Desenhamos com giz de cera. Pintei as unhas dela e ela pintou as minhas. Tentou. Deixei ela me maquiar. E enquanto ela passava gloss no meus lábios e queixo me perguntou na lata:
- E o Eros, mamãe? Ele é teu ficante? - ela nem demonstrou curiosidade. Tão séria. Controlando suas emoções. Uma minicópia da minha mãe.
- Onde foi que você aprendeu a palavra ficante?
- Na escola. A Bruna tem 3 - Larissa parou o que estava fazendo e mostrou os três dedinhos gordinhos da mão direita - ficantes na escolinha. - Senti meu coração congelar. - E ela vai lá atrás do parquinho escondida com eles.
- Meu Deus! E você vai também atrás do parquinho, garota?
- Nãooo, mãe.
- E o que eles fazem?
- Eles ficam.
Levei minhas mãos até a boca lambuzada de gloss cor de rosa.
- Dizem que eles até se dão a mão.
Engoli uma risada. Tão novos e já tão terríveis.
- Ele vai ser meu novo padastro?
- É padrasto. Não sei. Ainda.
- Foi a sua vó que pediu para você perguntar isso?
Larissa deu até um sorrisinho de sapeca.
Ela tirou da gaveta uma folha de ofício e colocou na minha mão.
- Que coisa linda! O que é isso?
Na folha branca cheia de rabiscos e formas geométricas distorcidas, algum ser havia tido sua imagem recomposta pela minha filha. Rabiscos em azul, verde, vermelho, marrom e preto.
- É você e o Eros. Andando na montanha russa. Aquilo preto. - ela colocou o dedo indicador sobre a folha. - É a perereca do vovô caida no chão.
- Aposto que ele vai adorar. Entrego para ele, sim. Você assinou seu nome na sua obra de arte?
- Sim. Atrás. - uma linha rabiscada de caneta azul.
- Você gostaria que ele fosse seu padrasto? Ein, Larissa?
Ela levantou os ombros repetidas vezes. Um sinal de tanto faz.
- Eu te amo. - abracei ela, bem forte. Coloquei minha boca contra seus braços e assoprei algumas vezes, fazendo um barulho de peido sintético. Larissa gargalhava e implorava para parar.
Na tarde de sexta recebi mais um e-mail para confirmar minha presença na festa dos antigos alunos do colégio. Eu já tinha confirmado anteriormente. Queria rever minhas colegas. Alguns eu preferia atropelar. Mas eu tinha uma certa nostalgia. Também não vou negar que imaginei Eros indo junto comigo. O Marcus, pai da Larissa, também estaria lá com a piranha da Vera.
Faltando uma hora para eu ir para casa me arrumar para ir viajar com Eros, Shirley cismou que devería ir junto com ela no centro da cidade. Porque ela precisava "realmente" da minha ajuda. Foi difícil fazer entrar na cabeça dela que não teria como. Parecia uma criança fazendo pirraça.
Eu corri para casa para tomar banho e me arrumar. Coloquei sandálias, um vestido florido e, por baixo, calcinha e sutiã brancos.
Passei perfume. Um pouquinho demais. E no horário combinado ele apareceu na minha porta. Meu pai carregou as malas até o porta malas.
- Vocês dois! Juízo, ein! - meu pai estava com a sua tradicional cara fechada.
- Paiiii! Por favor! Não sou mais uma criança. - revidei.
Peguei Larissa no colo pela última vez.
- Qualquer coisa você liga para mim que eu venho correndo. - dei um beijo demorado na sua bochecha.
Larissa revirou os olhos. Como se estivesse debochando da minha reação.
- Amo vocês! - gritei ao abrir a porta do carona.
A caminhonete gigante com ar condicionado contrastava com o ambiente quente de fora. O espaço gigante para as pernas. O teto alto. O conforto de alto nível. E Eros. O ser que me dava motivos para acreditar no amor. Para tentar mais uma vez.
Eros sorriu o sorriso mais lindo do mundo, me deu um selinho, segurou a minha mão e ligou o carro.
- Preparada para o melhor final de semana da sua vida?
- Óbvio! - coloquei o óculos de sol.
O carro começou a se mover.
- E para onde vamos?
- Mudanças de planos. Vamos para o mar. - Eros sempre misterioso.
Sua mão direita escorreu rapidamente sobre minha perna.
Eu me inclinei. E puxei seu pau para fora. Estava duro. Duríssimo. Como um mastro. Massagei bem devagarzinho a cabeça dos 27 centímetros e cai de boca. O sabor salgado típico de pau invadiu minha boca, salgadinho como o mar.
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Eros
Storie d'amoreDepois de um casamento fracassado e uma gravidez não planejada, agora Tatiana aceita qualquer emprego para sustentar a sua filha. Ela é só mais alguém no mundo tentando neste momento sobreviver e seguir em frente. Depois de ser traída pelo pai de su...
