Uma nova Cinderela (parte 38)

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Por mais que eu me esforçasse não tinha como superar Eros. Suas pernas grossas e gostosas davam passadas gigantes comparadas as minhas. Eu dei um gritinho e joguei as roupas para trás.
Eros adentrou a beirada do mar gargalhando. Ele jogou suas roupas também na areia.
Eu mirei no seu corpo reluzindo a luz da lua e me joguei nos seus braços. A água quente da água do mar tocando meus pés. A espuma. A sensação da areia fugindo por baixo dos pés. A força da água empurrando para frente e para trás. O som das ondas quebrando mais afrente. A brisa do mar soprando forte contra meu rosto, fazendo meus cabelos voar para trás. O sabor salgado na boca.
Eu pulei nos seus braços. Eros me pegou de jeito. Cruzei as pernas ao redor da sua cintura. Ao braços entrelaçados ao redor do pescoço. Meu rosto alguns centímetros mais alto do que o dele.
Abri minha boca com delicadeza e encaixei nos seus lábios. Minha cabeça inclinando lentamente para um lado e ele ao contrário. Enfiei minha língua dentro da sua boca. A macieza da língua, a textura da saliva, o seu calor. Suas mãos me apertando. Meu corpo sentindo respingos da água do mar. Ele tentando se manter ereto e me segurar. Eu só queria beijá-lo. E fícamos assim por minutos. Sem pensar. Apenas sentindo. Às vezes Eros dava um passinho para o lado, me jogava num golpe meu corpo para me posicionar melhor em seus braços. Meu corpo deslizando para baixo, puxado pela gravidade. Percorri meus dedos pelas suas grandes e musculosas costas. E em nenhum momento tive coragem ou vontade de abrir meus olhos e para de beijá-lo.
- Me coma aqui! - falei ao pé do ouvido dele. - Me leve para a areia e me possua! Quero ser sua! Só sua!
Eros caminhou até a praia, quase caiu comigo, cambaleou e conseguiu recuperar o equilíbrio.
Eu coloquei meus pés sobre a areia, fora da água. E me deitei sobre a areia. Eros ficou de joelhos ao meu lado. Às vezes eu sentia a água do mar conseguir me alcançar. Tocar meus calcanhares, panturilhas e até minha bunda.
Eros segurava meu rosto com delicadeza e me beijava. Eu o queria dentro de mim.
- Me fode! - eu sussurrei.
Ele apenas deu seu soriso mais lindo e deitou sobre mim. Seu corpo pesado me pressionando. Meu ar fugindo.
Eu estava excitada demais. Alguns homens me causavam choquezinhos, Eros me fazia derreter.
- Me fode! - eu implorava.
Eros levou a mão até a virilha enquanto sua boca chupava meu mamilo. Segurou no seu pau e encaixou a ponta na minha buceta.
Eu senti meus lábios vaginais se partindo. Minha buceta se abrindo.
Eros segurou meu rosto. Fixando seus olhos dentro dos meus. Eu arfei. Abri a boca num protesto silencioso de uma leve dor. A dor do prazer.
Eros contraiu seus músculos. Sob a luz da lua eu os via riscados. Tão belos. Um deus grego. Meu deus grego.
Ele empurrou seu quadril contra o meu e eu senti seu pau quente, grande, pulsante me invadindo. Me tirou o ar. E me fez fechar os olhos.
Uma fincada demorada e profunda. Depois mais outra e outra. Eu apenas gemendo. Ele também. A água do mar tocando meus calcanhares. E então mais forte. Mais violento. De sopetão. Agressivo. E tão gostoso.
Eu não sei explicar como, mas Eros me deixava louca de tesão ao ponto de fazer meu corpo tremer, meus pelos se arrepiar, me deixar parecendo uma vadia sedenta por pau implorando para ser comida.
Repousei minhas mãos nas suas nádegas. E ele continuou me fodendo. Beijando meu colo e meu pescoço. Sua língua sobre meu corpo, seu cacete dentro de mim.
- Me fode! Me fode! - e eu implorando.
E ele fodeu. Como um homem deseja a carne de uma mulher. Socou seu pau. Cada vez mais rápido.
- Goza dentro de mim.
E alguns segundos depois ele me encheu do seu sêmen, sua porra, seu leitinho. Eu senti os jatos me lambuzando por dentro.
Ao tirar delicadamente o pau de dentro de mim, Eros ficou observando a porra escorrendo para fora. Saindo da buceta e pingando na areia.
De pé seu pau todo melecado balançava de um lado para o outro. Eu não queria mais me levantar dali. Continuar o êxtase. Sentindo a areia quente acariciando meu corpo.
Ele estendeu a mão para mim.
- Acho melhor a gente ir embora. Pode ser que alguém nos veja. Tivemos sorte. - ele olhava ao nosso redor.
- Não é sorte. É mais do que isso. É o destino.
- Pegue minha mão. Levante-se. Você não quer ser presa, quer?
- Queria dormir aqui e ver o sol nascer, ao seu lado.
- Eu iria adorar. Mas é melhor irmos. Já burlamos a lei diversas vezes para um final de semana.
- Falando assim me sinto uma criminosa. Qual é o nosso crime? Amar e fuder?
- Mais ou menos isso. - Eros puxou meu braço, eu levantei meu corpo desajeitada.
Bati a areia das minhas pernas para baixo, da bunda. Tentei limpar o cabelo.
- Em casa, nós tomamos banho. Tem uma banheira nos esperando. Agora cadê nossas roupas?
Eu senti um frio na barriga. Também não estava vendo nossas roupas sobre a areia.
Um tensão pairou no ar.
- Meu celular e minha carteira estavam nos bolsos da calça. - Eros caminhava de um lado para o outro.
- E agora? Como vamos voltar pelados.
No lado de baixo da praia um grupo de jovens vinha caminhando.
- Tem gente vindo, Eros! - eu estava desesperada.
- Corre! - ele pegou na minha mão e saímos os dois correndo pela extensão de areia. - Só corre! Vamos correr até em casa.
Peladões nós corremos sobre a areia e depois sobre a calçada. Os pés machucando quando pisava em alguma pedrinha.
- Nós vamos ser presos, Eros. Como vamos atravessar a rua até chegar na casa?
- Eu tive uma ideia. Espera aqui.
Eu fiquei abaixada atrás de uma moitinha. Só vi a bunda de Eros sumindo. E depois de alguns minutos abaixada ele apareceu com folhas.
- São folhas de bananeiras. Segura uma na frente e outra atrás.
- E como a gente vai fazer?
- A gente atravessa a multidão. A casa está do outro lado da rua. Não tem opção. Quando chegar lá a gente pula o muro e depois chama por ajuda.
- Eu não sei se vou conseguir.
Eros beijou meus lábios.
- É isto ou passar a noite na cadeia. - Eros apontou para o outro lado. Policiais vinham caminhando, três deles. - Corre.
E lá fomos nós. Meus pés esfolados de pisar em pedras. A rua estava cheia. Jovens bebendo e fumando. Pessoas esperando para entrar nas boates, saindo de restaurantes.

ErosOnde histórias criam vida. Descubra agora