Me senti uma devassa ao fazer sexo virtual. Eros me testava. Me transformava em personagens. Moldava o meu "eu". Eu me sentia nova. Viva. Ele apenas disse "Boa noite, amor. Vou te esperar amanhã cedinho". E senti aquela paz interior se espalhar por dentro, aquecendo o coração e revirando o estômago. Como doía para respirar. Mas era realmente mágico.
Ao dormir sonhei com seu pênis enfiado na minha boca. Eu só tinha sonhos eróticos. Pensava em saliências o dia todo. Sexo em todos lugares que eu colocava o olho. Imaginei dando em cima da máquina de lavar roupa. No estacionamento. Na dispensa de agarrando nas prateleiras. Só pensava em Eros. Sempre pelado. A giromba balançando de um lado para o outro. Meu corpo ficava excitado. Eu só pensava nele dentro de mim. De madrugada extimulada pela fantasia eu me tocava no banheiro olhando suas fotos. Queria enfiar o celular dentro de mim. Eu estava enlouquecendo. Queria lamber seu corpo. Queria engoli-lo.
- Eros. Eros. - Eu sussurrava para o teto no breu da madrugada. Sem conseguir dormir. Sem querer dormir. Sentindo os bicos dos meus peitos petrificandos e lá em baixo fervendo.
Ao chegar na mansão, entrei de fininho como sempre. Tentando fazer o mínimo de barulho possível. Coloquei a chave no buraco da porta do hall de entrada e girei. Era meio ridículo achar que alguém no segundo andar me ouviria, mas a preucação e o friozinho na barriga me deixava irracional.
Ao abrir a porta, Shirley já estava parada de roupão me encarando.
- Bom dia! Dormiu bem, senhora?
- Não. Você pode preparar o café da manhã logo. Estou atrasada. Tenho um compromisso.
No subconsciente o gosto amargo na boca da infelicidade. Ao trocar de roupa no meu quartinho digitei a mensagem no celular.
SEM SEXO HJ. SUA MÃE ESTÁ AQUI.
Respirei fundo e fui à batalha. Preparei a mesa do café e servi Shirley. Ela estava com algumas olheiras enormes.
- Eu só queria entender porquê os filhos não escutam seus pais? - Shirley divagava sozinha.
Tive curiosidade. Mas segurei as palavras.
- Eros já levantou? - os lábios finos de Shirley formavam um bico. As sobrancelhas erguidas num deboche a vida.
- Não sei, senhora.
E então ele apareceu. Já vestido e pronto para o trabalho. Nos seus olhos um lânguido de carinho. Por alguns segundos eu achei que ele iria me beijar na boca.
- Bom dia. - Eros estava de bom humor. Shirley nem respondeu.
Pairava no ar um estresse. Um desentendimento. - Tati, você poderia me ajudar?
- Sim, senhor.
- O que que houve? - Shirley estava curiosa.
- Nada de mais. É lá na garagem.
Shirley apenas bebericou a xícara de café e ligou a televisão.
Eu caminhei de cabeça baixa até a garagem. Eros na frente todo imponente.
O som dos nossos passos sobre o piso. E a sua respiração. Sentia meus pelos se eriçando. Não precisava olhar para ele. Eros estava excitado.
Eros abriu a porta do carro. E me agarrou.
- Uí! Cuidado! Alguém pode nos ouvir. - a boca de Eros chupava meu pescoço. Suas mãos seguravam a mimha bunda. Seu corpo comprimia o meu.
- Você não sabe o quanto eu estava de saudades de você. Queria seu corpo. Bati umas dez punhetas pensando em você ontem de noite.
- Então vamos rápido. Antes que alguém nos veja.
Abaixei a minha calça e a calcinha até os joelhos e me deitei no banco de trás do carro.
Eros é muito grande. Não caberíamos os dois atrás do carro com as portas fechadas. Então eu fiquei estirada sobre o banco e as pernas levantadas. Um ventinho gelado batendo na bunda. Arrepiando.
E Eros apenas com o pau para fora. Abriu o botão e abaixou o zíper tão rápido quanto pode. Puxou o pau para fora da cueca e deu uma cuspida na mão. Lubrificou a cabeça do pau. E meteu dentro de mim.
Eu apenas fechei os olhos e arfei. Gemi alto e Eros colocou sua mão sobre a minha boca. Queria abafar o som.
E então senti seu pênis entrando e saindo. Meu corpo tremendo. Minhas pernas moles. A dorzinha do pau batendo lá no fundo.
- Eu estou com muito tesão. - ele confessou. - Assim proibido é bem mais gostoso.
- Eu também adoro um PROIBIDÃO.
Eros investia o corpo contra o meu. Rápido. Tempo era algo precioso. Havia um alto risco de sermos pegos por alguém em flagrante.
Sua bunda se movia para frente e para trás. Ele se apoiava com um braço na porta do carro e o outro na lataria.
Eu queria falar horrores de sacanagens. Queria que ele gozasse dentro de mim. Queria gozar.
Eros acelerava. Eu só sentia as estocadas me abrindo. Me deflorando.
- Fode. Fode. - eu gemia bem baixinho. Coloquei minha mão sobre a minha boca. Tentando sufocar as palavras. - Soca nessa bucetinha. Soca.
- Está gostoso? Eu sei que você gosta. - Eros socava fundo. Seu corpo musculoso de terno se jogava contra o meu. - Gosta desse pauzão? Gosta de ser arrombada?
- Gosto. Não para. Não para. Que eu vou gozar.
E lá do fundo uma voz me chamava.
- Tati? Onde você está? - Shirley chamava meu nome.
- Vai! Não para! Goza! - eu implorei para que Eros gozasse antes de eu voltar ao trabalho. O mais rápido possível.
Eros segurou embaixo das minhas pernas e socou o mais rápido que conseguia.
- Ahhhhhhh! Ahhhhhhhhh!
E então eu senti a porra dentro de mim e Eros deitando sobre meu corpo.
Me deu um beijo lento.
E se levantou.
Nos vestimos o mais rápido possível. Eros me deu a mão para me ajudar a sair do carro.
Eu levantei minha calcinha e minha calça. Eros colocou o pau para dentro da cueca. Subiu o zíper e abotoou.
- Tati? - a voz de Shirley se aproximava.
- Nós vamos ter que dar um jeito se se encontrar. Eu quero tempo para passar com você. Final de semana vamos para meu chalé nas montanhas. Não marque nada. - Eros fechou a porta de trás do carro e deu a volta até a porta do motorista. Abriu a porta, entrou e ligou o carro.
Eu dei uns passos para trás.
- Eu te quero só para mim. Não se esqueça. Final de semana você é só minha.
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Eros
Storie d'amoreDepois de um casamento fracassado e uma gravidez não planejada, agora Tatiana aceita qualquer emprego para sustentar a sua filha. Ela é só mais alguém no mundo tentando neste momento sobreviver e seguir em frente. Depois de ser traída pelo pai de su...
