Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

Uma nova Cinderela (parte 35)

14.3K 714 37
                                        

Eros se arrumou tão rápido. Que me deu uma inveja. E ficou tão lindo. Seu corpo escultural atrás daquelas roupas lindas. Tive vontade de dar para ele de novo.
- Se você ficar se esfregando em mim eu não vou conseguir escolher qual das roupas vou usar. - Eros apoiava os dedos na minha cintura e fungava no meu pescoço, mordiscando o lóbulo da minha orelha, seus lábios acariciando minha nuca e meu ombro.
Eu ainda estava de roupão e toalha na cabeça.
- Já é quase meia noite, Eros. Me ajuda a escolher.
Ele apenas ria.
- Eu acho que você fica mais bonita nua.
- Isso é óbvio. Mas você quer que os outros me vejam nua também. - só reparei nas sobrancelhas dele se levantando.
- Você está me provocando. É isto?
- Não seja bobo. - balancei a bunda dando uma leve rebolada no seu pau. - Agora me diga. Qual você prefere? O preto com fenda nas costas, o dourado cheio de cristais brilhantes ou o vermelho comprido e decotado?
- Experimenta eles. Desfila para mim. - ele sussurrou no pé do meu ouvido. - Tem certeza que você não prefere ficar aqui?
- Prefiro. Mas eu nunca saio bonita. E estou com fome também.
- Eu também estou com fome. - Eros colocou a mão sobre a bariga.
- Eu gosto do dourado.
- Esse que parece lantejoulas?
- São cristais swarovskys. Assim você quebra meu coração. - ele gargalhou.
- Vou secar meu cabelo e já experimento o vestido. E o sapato você escolhe para mim?
- Então acelera. - homens sempre nos apressando.
Joguei o roupão sobre a roupa e corri na ponta dos pés até o banheiro. Peladona liguei o secador de cabelo. Eros estirado sobre a cama me esperava paciente.
Sequei o cabelo e penteei o mais rápido possível. Secando o cabelo espiei Eros na cama. Já tinha aberto a preguilha da calça e puxado o pau para fora.
- Isso é hora de bater punheta? - gritei por causa do barulho do secador.
- Estou entediado.
- Guarda para mais tarde. Podemos na volta ir dar uma volta na praia.
Eros franziu os lábios. E como uma criança birrenta guardou o pau de volta na cueca. Eu apenas ri.
- Eros, o vestido marca meu sutiã e minha calcinha. - eu girava na frente do espelho admirando o tecido marcando.
- Óbvio. Este tipo de tecido é muito delicado. O ideal é usar nada.
- Você está brincando comigo? - eu estava chocada.
- Geralmente se usa algum adesivo para tampar os mamilos e um tapa sexo.
- E onde eu vou arranjar isto a esta hora?
Eros ergueu os ombros e arregalou os olhos.
- Vá sem nada por baixo. Eu gosto disso. De saber que não tem nada por baixo. - Eros estava todo insinuante.
- Eu não sei se teria coragem. Alguém pode ver minha perseguida.
- O vestido é justinho, embora termine sobre as coxas, é só não escancarar as pernas que ninguém verá meu capô de fusca.
Eu olhei no fundo dos olhos dele e pensei por alguns segundos. Não haveria nenhum conhecido. E seria perigoso. E eu gosto do perigo. Então porquê não?
- O.k. - tirei o vestido com a ajuda de Eros, tirei o sutiã e a calcinha e coloquei o vestido por cima. O tecido tão delicado e fino que eu me sentia praticamente nua.
Passei delineador, rímel e não coloquei os cílios postíços. Não daria tempo. O cabelo ficou solto mesmo. Passei um batom rosa claro e seria isto mesmo.
- Já escolheu meu sapato?
Eros estava ainda estirado sobre a cama.
- Aquele alí! - ele apontou para a poltrona. Sobre ela um par de sapatos pretos de sola vermelha.
Não me contive e os cheirei. Novos, macios, lindos. E altos.
- Eu tenho medo de cair.
- Eu lhe carrego se precisar.
Eu não queria ser carregada. Não agora.
- Ou te ofereço meu braço para você segurar. - Eros já estava de pé me admirando.
Sentei na poltrona e coloquei os sapatos. No primeiro momento me senti desconfortável. Alguns passos e me senti uma deusa.
- São louboutains.
- São maravilhosos. Quanto você gastou nesses sapatos? Uns 500 reais?
Eros ficou quietinho. Eu continuei percorrendo minhas mãos sobre o tecido do vestido.
- Na verdade um pouquinho mais.
- Quanto? - agora eu estava curiosa.
- Devem estar uns 3 ou 4 mil.
- Meu deus! Você está doido gastar tudo isso.
Eros deu apenas um sorrisinho.
- Você vale à pena. - e ele me deu um beijo. - Vamos? - ele estendeu o braço. Eu aceitei.
Eros pegou a chave e saímos da casa.
- Venha.
- Nós não vamos com o seu carro?
- Não. Eu quis algo mais especial para hoje à noite.
Eros me conduziu até fora da proprieda. Ele todo paciente com a minha descordenação motora.
Na rua, uma limousine nos esperava. Preta. Gigante. Provavelmente não dobraria pelas ruas do meu bairro sem chamar a atenção.
- Você contratou uma limousine?
- Óbvio. Você merece. Nós merecemos. É o nosso primeiro encontro oficial.
Um senhor de terno, o chofer, esperava ao lado do carro.
Ele delicadamente abriu a porta para mim.
- Boa noite, senhorita.
- Boa noite. Como você está? - Não me contive. Estava tão feliz que queria puxar papo com o motorista. - Adorei a sua gravata. Desculpa a demora, tio.
- A senhorita é muito gentil em reparar. Estou ao seu dispor.
Achei chique, não nego.
Eros entrou pelo outro lado.
Eu estava deslumbrada com o luxo. Me senti dentro de uma sala de estar de luxo. Doces e jujubas em taças, morangos. E champagnha no baldinho de gelo.
Eros pegou duas taças e me alcançou uma. O carro começou a andar. Eu senti um friozinho na barriga.
- À uma noite mágica e insquecível. À meu capô de fusca. - Eros estourou a champagna. O estampido seco me fez vibrar.
Eros tentou colocar a bebida dentro das taças, mas acabou molhando minha mão. Eu peguei um paninho e sequei meus dedos.
E encostamos as taças num tilim gostoso e agradável. Ele sorria ao olhar para mim e eu sorria ao olhar para ele. Me senti uma criança no natal.
- Eu te amo. - ele sussurou depois de engolir o primeiro gole de champagna.
- Eu mais. - sussurei de volta.
Não me contive e fui até seus braços. Queria lhe beijar.
Eros colocou a taça sobre o apoio e me agarrou. Enfiou a sua língua dentro da minha. Senti seus dedos percorrendo pelo meio das minhas pernas.
- Aqui não seu, safado. - dei um tapinha de leve na sua mão. Estava doida para dar para ele. Já sentia os pelos do meu corpo se arrepiar. - Mais tarde! - arregalei os olhos para ele. E dei uma lambida nos seus lábios. Peguei com os dedos no seu queixo másculo e lindo e dei um selinho.
E tive um estalo. Uma ideia do nada.
- Tem teto solar?
Eros ficou me encarando e então entendeu o que eu queria.
- Claro que tem. Você quer olhar fora?
Balancei a cabeça freneticamente em sinal positivo.
Eros apertou algum das dezenas de botãozinhos e o vidro sobre a lomousine abriu.
- Eu posso? - eu estava com medo de fazê-lo passar vergonha.
- Claro.
Enfiei minha cabeça para fora do teto solar. Eros também.
O vento transpassando nossos rostos.
A vista da cidade, tão linda. A noite iluminada pelos postes e luzes de LED coloridas. As pessoas nas ruas caminhando. Motos buzinando. Carros para todos os lados.
- É como eu imaginava que seria. - gritei no ouvido de Eros. Ele me abraçava. - Eu quero gritar!
- Então grita, ué?
- Grita comigo?
- Sério, Tati?
- Óbvio!
- Sei não. Está bem.
- No três.
Ele me abraçou mais forte.
- Um. Dois.
Eu fechei os olhos e levantei a cabeça rumo ao céu estrelado. Só ouvi nossas vozes berrando.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

ErosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora