De quem é a culpa?

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Deixa eu primeiro agradecer a todos vocês que estão visualizando, votando e comentando. Muito obrigada!

Outra coisa, eu estou com muita dificuldade de entrar no Wattpad, então por isso a demora ness capítulo

País das Maravilhas

Foi difícil não se sentir culpado. Rashid viu sua felicidade de ter salvo o mundo se transformar numa correria rápida para proteger seus amigos. Quando viu Ruby finalmente ser presa no mundo dos espelhos ele pensou que aquele era o final feliz tão aguardado. E ver tudo ir bem, naquele momento, o fez esquecer de retornar para casa. Depois de levar Mal para Ilha voltou para casa de Merlin e ali ficou por três dias. O problema não foi o tempo que ficou com o amigo, mas o tempo que demorou para se lembrar que tinha se responsabilizado por uma pessoa, ou melhor, uma fada. A fada mais malvada de todas.

Quando viu Benjamin ser banido para Ilha dos Perdidos começou a desconfiar que algo deveria estar errado e não demorou muito para ver o mundo realmente desabafar. Malévola tomou o reino diante de seus olhos. Viu Rainha Branca se aliar a Fada Madrinha e tantas outras criaturas mágicas que entraram uma luta contra a Fada Má. Além de Malévola estar na plenitude de seus poderes tinha em mãos a varinha. Uma luta perdida, pois conhecendo todas aquelas pessoas sabia que não estavam preparadas para uma batalha como aquela, Rashid sabia. Não usavam seus poderes com frequência, Rainha Branca por exemplo, tinha feito um feitiço há um ano. Malévola, no entanto, ela se conectou com a magia em Auradon assim que pisou no reino. Ele viu os olhos dela brilharem como duas chamas verdes ainda quando estava em Camelot.

Não fez muita coisa além de correr para proteger as pessoas do País das Maravilhas. Não conseguiu muito, menos de vinte pessoas saíram ilesa da destruição em massa feita por ela. Auradon não sabia de nada sobre o ocorrido desde de Ruby até Cirse e o Livro de Contos de Fadas. Embora, juntamente com Cedric e companhia tenha salvado o reino inteiro, fez isso junto de Malévola e nunca que os auradonianos iriam aceitar isso. A culpa não estava em ter aceitado ajuda da pior vilã do mundo, mas ter esquecido quem era ela. A culpa era dele. Quem tirou ela da Ilha foi Rashid, quem passou esse tempo todo ao lado dela, foi ele e quem esqueceu ela no País das Maravilhas, também foi ele.

A culpa estava consumindo Rashid desde o início dos eventos. Seis meses convivendo com medo e culpa. Isso só mudou quando seu cérebro o lembrou do Livro de Contos de Fadas. Esse tempo era um grande vazio na história, pois não haveria um conto sobre ela. O livro juntamente com Cedric tinha sumido e sabia que isso permaneceria até quando o guardião pudesse retornar. Foi muita coisa para um objeto que só deveria descrever os acontecimentos na vida de um casal. Essa foi a explicação de seu amigo.
O Livro de Contos de Fadas estava cansando e precisava dar um tempo. O que aconteceria quando esse tempo acabasse era difícil dizer. Um tempo apagado. Sem história, daqui a cem anos ninguém poderia saber que um dia Malévola reinou sobre Auradon. Contudo, o que poderia ser poderoso o suficiente para parar a mulher que parecia ter todo o poder em mãos? Todos que considerava poderosos estavam presos em uma ilha sem magia.

(...)

Ilha dos Perdidos

Mal não era ingênua. Ingenuidade era da parte de quem acreditava que podia enganá-la ou mentir para ela.

Tinha dias que estava desconfiada de que Ben estava escondendo algo, mas inicialmente não disse nada, pois havia aprendido a confiar. Contudo em quem não confiava e jamais depositaria sua confiança era nas pessoas da Ilha, principalmente com o ódio que eles estavam sentindo por Ben.

Hoje pela manhã quando ele saiu parte sua queria manter a confiança nele e voltar a dormir, porém a parte que gritava dentro dela agora dizia como era perigoso deixar seu namorado andar sozinho, sem ela ou seus amigos. Não precisou ir muito longe, porque logo quando virou a esquina de casa viu ele correr para um lado oposto de onde costumavam comprar comida. Não iria atrás dele, Ben mentiu e agora precisava dizer toda a verdade.

— Onde estava? E por favor, fale a verdade.

Ela estava sentada na cama e o seu semblante não era de uma mãe nervosa, mas de alguém chateada e triste pela mentira.

—Mal. — Ben não era bom em mentir e sabia disso. Olhando para a namorada e o semblante dela sabia que tinha que falar a verdade. — Eu...meus pais...eu tenho visitado eles.

— Você o que? Por que?

Os olhos dela arregalaram diante daquela informação.

—São meus pais

Disse o óbvio. Nada mudaria o fato de que Bela e Adam eram sua família.

—E te prenderam aqui.

Mal contestou, que pais prendem seu próprio filho numa ilha miserável?

—E que diferença faz isso agora? De uma maneira ou de outra todos nós estaríamos aqui

—Ok, então segundo o seu ponto de vista eu poderia ir atrás da minha mãe?

— Não Mal. — Revirou os olhos com o argumento dela. —Meus pais não me prenderam aqui porque quiseram, mas agora por minha culpa eles não são aceitos no meio do povo.

—E isso é uma desculpa para você ir lá? Ben, olha o que eles fizeram com você semana passada. —Mal levantou a blusa do rapaz para que ele vesse os hematomas adquiridos. — Ainda mais sabendo que dia é hoje.

—Mal, você está certa em tudo que disse, mas eles ainda são a minha família e isso nunca vai mudar. Meus pais não tem culpa de nada que aconteceu antes e por Malévola ter tomado o reino.

—E quem tem culpa, nós? — Olhou para ele buscando resposta. — Acha que a culpa é nossa? Eu não escolhi me apaixonar por você! Não pedi para sonhar com você e muito menos que você vivesse comigo! — Ela gritou com ele.

—Eu sei! Mas eu escolhi, eu escolhi você!

Falou mais alto ainda.

—E pelo visto não foi a escolha certa, acertei?

Ela se afastou dele e quando Ben ia contestá-la um alto grito foi ouvido.

—GENTE NOVA!

Várias pessoas gritavam, o que significava que a barreira foi aberta e novas pessoas foram despejadas ali, contudo nem Mal e Ben saiu dali

—Vocês não sabem quem acabou de chegar.

Carlos gritou entrando dentro de casa.

—Estamos interrompendo alguma coisa?

Jay perguntou vendo o semblante dos amigos.

—Não, qual princesa cor de rosa chegou?

Mal perguntou desviando a atenção daquela briga com o namorado, que não gostava quando eles não resolviam as questões pessoais deles.

—A filha da Bela Adormecida

Evie falou e já ia começar a rir junto da amiga, que parecia já ter pensando num comentário irônico.

—A Audrey está aqui?

Ben perguntou incrédulo. 

Once Upon a DreamHistórias para pegar e não largar. Descubra agora