Atualizamos nossas Diretrizes de Conteúdo.
Consulte as diretrizes mais recentes para continuar compartilhando histórias com segurança.

81

2K 261 141
                                        


Cheguei no outback com aquela fome mucho louca, Luan tinha me dado carona e ainda me garantiu que seria por conta da casa porque a franquia era do pai dele, Alicia principalmente iria vibrar.

As meninas estavam sentadas em uma mesa de canto conversando e mexendo no celular e eu cheguei batendo na mesa sinalizando minha chegada.

— Chegou a barraqueira. — Alicia disse.

— Barraqueira mesmo, e aí po? — apontei o dedo na cara dela.

— Tá animadinha hoje, é? — Jade perguntou rindo e eu me sentei.

— Tô, até porque hoje vamos comer de graça bebê. — dei um beijo no ombro.

— Que? Que história é essa? — Alicia disse sem entender nada.

— Meu "cunhado" aquele marido da Karine é filho do dono, aí já viu né? Ele ainda é sócio do meu irmão, então privilégios e privilégios. — disse me achando.

— Ahhh sei, o pai dos gêmeos. — Alicia lembrou. — Até eu tô me achando agora.

— Eu não estou entendendo nada, mas estou grata, vou comer pra caralho sem pena. — Jade disse decidida e eu assenti rindo. — Mas e aí noivinha, como você tá?

— Puta demais que vocês não foram no jantar. — fingi irritação.

— Ah poxa, queríamos que você tivesse um momento só com a família, um momento mais íntimo. — Alicia explicou.

— Íntimo? Amor, você já viu o tamanho da minha família? É gente pra caralho, não tem nada de íntimo. — disse. — Vamo pedir que eu tô cheia de fome e depois conto como eu tô me achando de estar noiva.

Elas riram e pegaram o cardápio pra dar aquela olhada básica. Escolhemos o clássico: costelinha com barbecue, cebola empanada e batata com cheddar + a boa/chopp.

Fizemos o pedido bem especial anotado pelo dono da casa (o pai do Luan) que veio me dar os parabéns mesmo sem saber muito sobre mim, mas que o Luan, com certeza contou.

— Aproveitando que ele falou sobre e sem forçação de barra eu quero dizer que tô feliz demais, meninas. — suspirei apoiando meu rosto na minha mão. — Depois que terminamos eu realmente achei que não iríamos mais voltar e isso me entristecia mais e mais por dentro, é que eu não sou de demonstrar.

— Quando ele te pediu em casamento eu surtei por dentro, fiquei morrendo de medo de você negar porque sério Duda, você solteira nem parecia que tinha acabado de terminar. — Jade disse.

— É, eu também, mas quando vi no que deu não poderia ser mais incrível! — Alicia disse com um sorriso enorme no rosto. Aquela ali é realmente fã do meu relacionamento com Matheus.

— E se eu contar que eu vou casar em três meses no máximo quatro? — disse e elas arregalaram os olhos.

— Mentira!? — elas falaram juntinhas.

— Sério, a nossa família animou muito e eu topei fácil, tô super animada. — eu disse ansiosa. — Sério gente eu amo muito o Matheus, vocês sabiam que eu nem acreditava em amor da vida? Pra mim isso era a maior bobeira e olha agora...

— Ainnn meu Matheus tá crescendo. — Alicia fez cara de choro. — E Duda casando... meu Deus mundo.

— A gente nem se conhece há tanto tempo assim mas eu também tô muito feliz, parabéns Dudinha. — Jade pegou minha mão por cima da mesa e eu assenti em gratidão.

— Mas me diz, como estão vocês? — perguntei.

— Comigo uma loucura. — Alicia suspirou. — Daniel tá super na reclusa, não quer olhar na minha cara, me odeia real, eu nunca experimentei esse sentimento de alguém me odiar.

— Dá pra entender ele, né amiga? — Jade olhou pra cara com uma careta.

— Sim, dá, mas sei lá, parece que ele entrou numa onda de foda-se mesmo, até pro mundo. — ela disse preocupada. — Tenho fé de que isso vai passar e vai ficar tudo bem, afinal, tudo passa.

Nós assentimos. — Mas e o Patrick?

— Ah, com ele está tudo ótimo, mais do que eu esperava. Ele é um fofo diferente do Patrick da academia, tô muito apaixonada. — ela disse sem conseguir tirar o sorriso do rosto e os olhinhos brilhando.

— Apaixonada, apaixonada, apaixonada.. — eu e Jade começamos a cantar baixinho e ela riu sem graça.

— E a Jade? Porque lá na festa Alicia, depois que você foi embora, ela nem foi lá na Livia, a garota procurou ela e ela ignorou, tu acredita? Ficou só com o Phelipe. — caguetei.

— Coitada da Livia. — Alicia balançou a cabeça negativamente.

— Não vou enrolar pra falar, ontem a noite eu e Phelipe bebemos e a gente ficou. — ela disse e tampou a cara com as mãos.

Eu e Alicia estávamos boquiabertas, mas falando por mim eu tava bem satisfeita, quanto tempo eu já não queria esses dois dando uns beijinhos?

— Meu Deus e como foi? — Alicia olhou pra ela sedenta por respostas.

— Bom, muito bom. — ela disse vermelha. — Nós transamos a noite toda, sexo selvagem tá? — nós rimos. — E de manhã ele agiu como meu amigo e como se nada tivesse acontecido e eu também.

— Vocês dormiram juntos? — perguntei curiosa.

— Sim, de conchinha e tudo. — ela contou.

— E ele levantou e fingiu que nada tinha acontecido? Ah não amiga vocês tem que se pegar de novo se foi tão bom assim. — Alicia com voz de birrenta.

— Eu prefiro assim que não estraga nada, se for pra rolar de novo rolou. — ela deu de ombros.

— Aí aí vou ter que contar isso pro Matheus. — eu falei.

— Fofoqueira! — ela me xingou e eu ri.

Nosso pedido chegou e o bico até calou pra comer, eu tava com tanta fome e tão entretida na conversa que nem na cerveja eu toquei direito.

Aquela costela e a batata acabou em segundos e a cebola só sobrou um pedacinho minúsculo pra contar história, nem eu sabia que nós comíamos tanto assim.

— Agora chega de falar desses machos escrotos, vamos falar de nós. — eu disse. — Nem falei pra vocês porque muita coisa aconteceu, mas o irmão do Phelipe com um amigo dele tá construindo uma empresa de arquitetura e nos garantiu um emprego, quase um presente de casamento.

— Jura?? Aí que tudo, já sai do casamento empregada. — Jade disse e eu assenti rindo.

— Nem acredito que nós terminamos a faculdade esse ano, eu só fiz um ano aqui no RJ. — Alicia disse.

— Sim, mas eu quero, quero trabalhar e não precisar ficar estudando estudando estudando. — Jade bufou.

— E você vai trabalhar com o que? — perguntei pra Jade.

— Eu tenho escrito alguns livros pra vender e de quebra tentar fazer algum roteirista me notar, meu pai também tem alguns contatos mas pra isso tem que rolar a desculpa. — ela explicou.

— Só quero ver esses livros aí, vou ler tudo pra ver se tu é boa mesmo. — Alicia disse.

— Pode confiar! — Jade riu.

Nós continuamos conversando com mais alguns copos de cerveja e ainda pedimos sobremesa pra não passar vontade.

Alicia contou que iria começar a planejar um espetáculo de danças e que seria lindo, eu super animei, eu adoro essas coisas e com certeza iria assistir.

Mas minha cabeça mesmo estava no meu queridíssimo noivo, parecia que eu tinha começado a namorar com ele agora de tão feliz que eu tava. Sabe, aquele início de namoro? Aquele friozinho na barriga? Tava presente real em mim e eu queria estar com ele o tempo todo.

Era uma vez, AliHistórias para pegar e não largar. Descubra agora