Capítulo 60 - A Verdade

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Calma, respira, relaxa.

Os dias de glória já estão chegando.

E o fim também.

~~~~~~~~~~~~~~~M&B~~~~~~~~~~~~~~~

Já iria completar um mês que Mal estava na ilha, na casa que Ben comprou, o pior momento mesmo foi chegar e entrar no ambiente até então novo para ela.

O maior choque, que inclusive a fez ter uma recaída e chorar muito, foi ver a trilha de rosas que Ben, de alguma forma, havia feito.

O mundo de Mal desmoronou ainda mais quando entendeu que ele fez essa surpresa durante o tempo em que disse que iria a outro reino, ele veio até a ilha, preparou tudo e voltou.

Que foi quando o acidente aconteceu.

Por isso foi um tanto difícil para Mal catar todas as pétalas de rosas secas pelo chão, a trilha das flores já murchas a fez chorar até não aguentar mais, principalmente devido aos hormônios da gravidez.

Mas agora ela já estava bem, as pétalas tinham sido jogadas no jardim da casa, nos fundos, e Mal estava lidando bem com as outras surpresas que Ben espalhou pela casa. Como fotos deles pela casa inteira e plaquinhas com frases lindas para que ela encontrasse esporadicamente enquanto mexesse na dispensa.

Mas talvez a que a deixou mais emotiva ainda, sim, muito mais que ver as pétalas, foi abrir um dos quarto e ver que era um quartinho de criança. Obviamente não foi ele que organizou essa parte, provavelmente era dos antigos moradores, mas com toda certeza Ben deu uma passada ali e arrumou com coisas novas.

O que só fez Mal ter ainda mais coragem de ficar, pensar que Ben, mesmo involuntariamente, fez um refúgio para ela, a deixou mais em paz só de está ali longe de tudo e de todos. Ao menos o povo da ilha eram todos simpáticos e já estavam amando ter ela ali com eles, principalmente porque a reconheceram daquele dia que ela apareceu Ali com Ben.

A que Mal mais mantém contato é Mama Ôdi, já que além de ser supostamente vidente, a velhinha é a parteira da ilha, e um poço de conselhos irônicos para Mal durante as crises que ela tem nas muitas madrugadas.

Por exemplo, foi a Mama ôdi que acudiu Bertha quando ela surtou ao sentir a barriga estranha, e pasmem, era só o bebê se mexendo. Claro, é compreensível já que é tudo novo para Mal. Benjamin, mesmo que inconscientemente, é melhor nessas coisas do que ela, que nem infância direito teve para saber cuidar de um bebê, ou até mesmo se cuidar durante uma gestação.

- desde quando tenho vontade de beber leite quente? - Bertha resmunga por não está conseguindo ler o livro, que levou consigo, por causa do súbito desejo de tomar leite, provavelmente deve ser porque todos os dias tem sentido o cheiro da bebida quente vindo da casa ao lado. O olfato dela está apurado nesse nível, de sentir cheiro de leite quente vindo das casas alheias - que ódio! - Reclama ao fechar o livro e jogar no sofá para ir até a pequena cozinha que é dividida com a sala mediana. Um ambiente bastante confortável e muito aquecido, se for levar em consideração a lareira aquecendo o lugar. - agora não tenho nenhum leite aqui - ela reclama ao abrir as portas dos armários a procura de alguma caixa da bebida.

Nessas horas ela sente e percebe a falta que Benjamin faz, já que com toda certeza do mundo seria ele que iria atrás dessas coisas.

- está quase anoitecendo, não vou sair agora só para comprar leite - murmura meio desgostosa enquanto tenta enganar seu próprio desejo ao tentar beber suco, no lugar da real bebida desejada. - um leite quentinho com biscoito de chocolate...- ela suspira desanimada e quase chorosa por não ter alguém para ir conseguir isso para ela, já que sua preguiça está sendo maior que seu desejo nesse momento.

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