Enfeites de natal

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Mel

Então partimos para compra as coisas do nosso Natal. Antony me deu um cartão que eu nem imagino o quanto de limite deve ter aqui, mas já sabendo o quão exagerado ele é, provavelmente deve ter mais que o valor do meu fígado.

- Ele disse pra usar, então vamos usar.- eu falo para as meninas e elas começam a rir.

Eu vou compra as coisas para minha mãe e para a mãe da Mariane, acho que tem mais que o suficiente para nós duas aqui. Carine não quis compartilhar do cartão, até por que ela já tem o dela, e também porque ela não precisa comprar absolutamente nada, pois as coisas chegam na casa dela sem ela ter que fazer nenhum esforço pra isso.
Entramos em várias lojas de decorações e compramos várias coisa.  Liguei para minha mãe e avisei que esse ano ela não iria precisar comprar nada. No começo, ela duvidou um pouco, mas depois percebeu que era sério. Provavelmente vamos ter uma longa conversa explicando da onde saiu tanto dinheiro para essas compras.
Quando nos já temos o suficiente de enfeites, partimos para o look.

- Eu vou passar na minha mãe, não precisa ser nada muito extravagante.- eu aviso para elas, pois elas tomaram a frente e quiseram escolher minhas roupa.

- Tá, mas também não precisa passar o Natal largada né.- Mariane fala olhando as peças de roupa sem me encarar.

- E quem falou que eu ia está largada?.- eu falo fingindo ofensa e ela nem se abala.

- Aqui.- estante um vestido longo vermelho de frente única, com manga ciganinha.- Simples, porém elegante.- ela fala sorrindo.

- Olha o preço dessa coisa.- eu falo espantada quando vejo mas de 3 dígitos.- tudo isso por um pedaço de pano?.- olho de boca aberta pra etiqueta.

- Você tem dinheiro pra gastar, então gasta direito.- ela diz me empurrando para a parte das sandálias.

Eu não faço absolutamente nada, Carine e Mariane escolhem tudo para mim, e eu só vou de passeio mesmo. Compramos presentes para a família, e o meu desespero começa quando não sei o que da para o bonito.

- Porra o cara já tem tudo, por que se preocupar com isso?.- Mariane revira os olho.

- É sempre ele que me dá as coisas, dessa vez eu queria da algo a ele.- faço beicinho.

- Não pense em algo caro ou material, pense em algo sentimental.- diz Carine tentando ajudar.

- Obrigada Cá, vou pensar em algo depois, agora não vem nada em minha mente.- falo meio chateada.

Se bem que só devo ver o bonito depois do natal. Passarei  o Natal com minha família e ele com a dele, mas quero dá algo que o faça lembrar de mim toda vez que olhe.
...

Na despedida, Antony me dá um beijo carinhoso nos lábios e olha dentro dos meus olhos, fazendo carinho no meu rosto.

- Vou sentir sua falta garota.- diz fazendo meu coração palpitar.

- Eu também.- respondi sorrindo apaixonada.

- Toma cuidado tá bem, se acontecer qualquer coisa estranha você me liga na hora.- ele diz todo preocupado.

- Mas eu estou correndo algum perigo?.- pergunto assustada.- você ainda não resolveu as coisas com seu primo?.- ele passa a mão pelo cabelo e eu fico nervosa.

Caramba! Eu vou está com os meus pais, eles não fazem ideia de com quem eu estou me relacionando, não posso arriscar que algo aconteça com eles, não quero colocar a vida deles em risco por uma escolha minha.

- Está tudo sobre controle pequena, não precisa se preocupar com isso.- diz ele beijando minha testa.- Allan irá com você, a proteção também estará por perto, mas você nem irá nota-los.- Antony sorri como se quisesse me convencer disso, mas eu discordo plenamente.

Como não irei notar 5 brutamonte dentro de um carro preto me perseguindo para onde eu vá? Só se eu fosse cega. Mas não vou protestar quanto a isso, não quero passar pelo que passei de novo. Se eles respeitarem o meu espaço nos vamos ficar bem.

- Está bem.- digo e ele beija meus lábios mais uma vez.

Entro no carro junto com Mariane, depois que Allan guarda todas as nossas coisas, e ele começa a fazer o caminha para a baixada.

- Você vai fica o dia 25 também na sua mãe?.- Mariane me pergunta.

- Eu geralmente ia pra casa da mãe do Bruno né, então provavelmente ficarei na minha mãe mesmo.- dou de ombros, já nem me abalando em lembra do meu ex embuste como antes.

- Você pode ir lá pra casa, meus primos vão está lá, vamos fazer churrasco.- ela fala animada e eu faço careta.

- Kaio vai está lá?.- pergunto baixo para Allan não ouvir.

- Não, claro que não, ele está casado, lembra não?.- ela nega e eu concordo aliviada.

Eu e Kaio tivemos um lance alguns dias depois que eu me separei do Bruno. Eu estava bêbada, afogando minhas mágoas na balada, e ele apareceu cheio de gracinha do meu lado. Eu carente e triste, acabei caindo no papinho do canalha.

- Então eu vou.- combinamos tudo que vamos fazer e ela desce do carro, quando paramos no portão da casa dela.

Ela pega suas coisas no porta-malas, e eu e Allan seguimos viagem.
Mando mensagem para meu pai avisando que já estou chegando pra ele me ajudar a descarregar os coisas do carro.

- Obrigada Allan.- falo quando chego no portão da casa dos meus pais.- pode abri a mala pra mim por favor?.- peço antes de descer do carro.

Allan aperta um botão no painel do carro e a porta da mala sobe automaticamente. Eu começo a descarregar as coisas e tomo um susto quando Allan aparecendo ao meu lado, me ajudando a tira as sacolas.

- Allan, não precisa fazer isso não, os Uber nunca ajuda.- eu falo nervosa olhando para o portão, sabendo que a qualquer momento meu pai apareceria.

- Eu sou um Uber educado.- Allan responde sem parar de tiras as bolsas.

Logo depois o portão abre, e meu pai sai de dentro de casa dando uma corridinha até chegar perto do carro.

- Oi minha filha, deixa que eu lido com isso.- ele fala tirando as bolsas da minha mão, colocando no quintal e depois voltando para buscar as que estão com Allan.- Obrigada meu amigo, quanto deu a corrida?.- papai pergunta encarando Allan, e ele olha pra mim.

- Não se preocupe, já está paga.- diz Allan passando as coisas pro meu pai.

- Ata, obrigada então.- meu pai diz se despedindo.

- Obrigada moço.- sorrio cumprisse pro Allan, e ele da um sorriso quase imperceptível.

- Disponha.- diz voltando pro carro, e saindo logo em seguida.

Qualquer dia desses meu pai irá perceber que o Uber é sempre do mesmo carro.
Depois de pega todas as coisas, nós entramos e vamos para o quintal começa a pendurar os enfeites.

Ps: Dia 6 de janeiro é o aniversário da autora aqui 😌😂♥️

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora