Mel
Todos começamos a nos cumprimentar. Uma troca de beijos e abraços para todos os lados. Nós trocamos dizeres e coisas que nem mesmo sabemos mais o que é com tanto álcool que já tomamos, até chingamentos nesse momento viram carinho. Aproveitamos para atacar a mesa e comer tudo que temos direito. Eu como a parte salgada que eu tanto amo, e fico jogando conversa fora com minhas primas.
Mariane me liga pra me dá feliz natal, e eu aproveito pra falar com outros amigo. Mando mensagem para Carine, e ela retribui o carinho. A mensagem que mando para o bonito nem é entregue e eu fico me perguntando por onde ele deve está no momento.
Levanto da cadeira onde estou sentada, derramando mais líquido alcoólico na garganta. Vou para mesa dos doces, e começo a fazer um pratinho, porque no estado que eu estou, já estou precisando de um pouco de glicose.
- Você sempre gostou do álcool.- Rodrigo chega perto de mim.- não vai me desejar feliz natal?.- pergunta ele com os braços abertos, e eu sorrio sem mostra os dentes.
- Claro.- falo sem graça e dou o abraço que parece ser de espinhos nele.
Fico incomodada com a aproximação, mas fico sem graça de recusar. Porém, me arrependo completamente quando ele dá um beijo no meu pescoço. Empurro o cretino na mesma hora, e passo a mão no pescoço, limpando a baba que ele deixou com cara de nojo.
- Relaxa.- ele fala rindo feito um idiota.
- Não achei nenhuma graça.- eu falo de cara fechada para ele.
- Calma, não precisa ficar com raiva.- diz irônico.
- Estou calmissima, até porque, no nível alcoólico que eu estou no momento, se eu tivesse com raiva eu te daria um soco na sua cara.- falo para ele e ele começa a rir.
- Eu só queria mostra meu carinho por você.- insiste nas suas boas intenções.
- Não quero seu carinho, carinho você troca com a sua mulher.- eu falo entre os dentes.- tenha respeito por ela.- brado com raiva da cara de sínico dele.
- Nossa, eu estou faltando com o respeito só por que quis te dá um beijo de feliz natal?.- ele pergunta achando que eu sou a mulher dele, que ele consegue manipular.
- Olha Rodrigo, não é de hoje que eu enxergo suas indiretas e insinuações, e já que estamos nesse assunto, eu exijo que você pare com isso imediatamente, ou não irá gostar das minhas atitudes com você a daqui pra frente.- eu brado, encorajada pelo álcool e pelo ranço.
- Você acha mesmo que algum dia eu quis fazer uma coisa dessas?.- ele pergunta parecendo ofendido, e eu o encaro seria.- se eu quisesse algo com você, eu chegaria bem perto de você assim.- ele vai dizendo, e vai fazendo tudo o que tá narrando.- e ficaria frente a frente, independente de quem tivesse em volta.- ele sussurra bem perto do meu rosto, e eu começo a ficar nervosa e dou um passo para trás.
- Mellany?.- a voz da minha mãe parece me puxar para realidade, e quando eu olho em sua direção, parece que vou ter um derrame.
Minhas pernas começam a tremer, eu perco a fala e meu coração parece que vai sair pela boca.
- Você não me disse que ia chamar um amigo.- minha mãe diz desconcertada, com os olhos um pouco arregalados, e com as feições do rosto paralisadas. Provavelmente foi a reação do impacto.
Me forço para sair do transe e vou andando lentamente até ela, pedindo a Deus mentalmente para que eu não tropece em minhas pernas, deixando Rodrigo no vácuo, criando raízes no chão.
- Feliz natal garota.- Antony diz bem atrás da minha mãe, e eu percebo que ela tem um presente nas mãos e um sorriso estúpido nós lábios.
- Seu amigo tocou a campainha a alguns segundos a traz. Olha, ele me trouxe um presente.- diz minha mãe, toda boba com um pacote perfeitamente embrulhado com papel de presente vermelho.
- Obrigada.- eu consigo dizer, mesmo com a mente embaralhada.
O que ele está fazendo aqui?
- Feliz natal.- falo hipnotizada pelos seus olhos castanhos claro, fixo em meu rosto.
- Vou deixar vocês dois conversarem.- minha mãe diz quando percebe a atmosfera ao redor de nossos olhares.- pode fica a vontade, senhor?.- ela pergunta, e Antony se vira elegantemente em sua direção. Ele estica a mão com o seu mais belo sorriso, quase fazendo minha mãe ter um treco.
- Antony Berrutti. E a senhora pode me chamar de você. Obrigado por me receber em sua casa.- ele diz todo encantador, e escuto minha mãe suspirar.
- Ah que isso, o prazer é meu.- ela diz sorrindo feito uma boba, e sai de perto, nós deixando mais a vontade.
Eu fico petrificada olhando para ele, sem acreditar que ele realmente está aqui.
- Não está feliz em me vê baby?.- bonito pergunta me olhando sério, e meu corpo todo se arrepia com a sua voz tão perto de mim.
- Claro que estou, só estou surpresa. Eu não esperava vê você aqui.- confesso, quase gaguejando, e ele da um pequeno sorriso.
- Eu não conseguia mais ficar sem ver seu rosto, então eu vim. Você não gostou da surpresa?.- ele me sonda, provavelmente por causa da minha reação.
- Sim, é claro que sim, eu estava morrendo de saudades.- confesso e vejo seus músculos relaxarem, e um pequeno sorriso tímido surgir em seus lábios.
- Isso é bom.- ele diz agora mais tranquilo.
- Você quer beber alguma coisa?.- ofereço, e ele concorda.
- Sim, obrigada.
Vamos caminhando para a mesa das bebidas, e eu percebo que quase todos no quintal olha para nós dois com curiosamente.
- O que você quer beber? Infelizmente não temos seu vinho preferido.- sorrio para ele, e ele espelha meu sorriso.
- Eu já imaginava isso.- ele diz sorrindo de lado.- Me de o que você está bebendo.- ele diz olhando para o meu copo, e eu encaro ele divertida.
- Tem certeza?.- pergunto com um sorriso sapeca, e ele enruga a testa.
- Não é veneno, é?.- bonito pergunta preocupado, e eu caiu na gargalhada.
Pego um copo limpo vazio e começo a montar o drink com 51 para ele, enquanto ele fica me observando atentamente. Quando termino, entrego o copo para ele, e ele cheira antes de beber.
- Bebe.- desafio o encarando. Ele exita um pouco, e depois da um gole na bebida.
- O que é isso?.- ele pergunta engolindo com um pouco de dificuldade.
- Caipirinha de maracujá.- respondo sorrindo.
- É bem forte né?.- ele diz olhando pro interior do copo.
- É porque eu não sei fazer direito.- confesso me desculpando.
- Então é por isso.- diz ele, e eu enrugo a testa sem saber o que ele quis dizer.- seus olhos já estão pequenos, e seus lábios vermelhos por causa do álcool.- ele afirma.
- Mas ainda estou de pé.- rebato orgulhosa.
- Você gosta de testar seus limites, não é mesmo garota?.- Antony diz me reprimindo, e eu não sei se eu comento algo sobre isso, porque no estado em que eu estou, poderíamos começar uma guerra entre nós.
- Prima?.- Carol me chama e eu olho em sua direção. Ela arregala os olhos para mim nervosamente, e depois olha para Antony.
- Minha família quer conhecer você.- eu falo para ele sem graça, e ele me encara sério.
- Vamos lá.- bonito responde sem se opor, e eu fico nervosa.
Não me preparei para esse momento, e não sei se queria apresentá-lo assim tão rápido, ainda mas com todas essas pessoas aqui hoje. Mas agora já era, não tem mais para onde correr.
Eu seguro em sua mão, e vou nós guiando até a mesa que está no meio do quintal, onde está a maioria dos meus parentes, com olhos curiosos e alguns desejosos para Antony.
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Siciliano
AçãoMel é uma jovem, que sonha em construir um futuro brilhante. Ela tenta amargamente se recuperar de uma separação recente, e acaba conhecendo Antony no meio disso tudo. Antony é um filho de sicilianos, bilionário e sedutor. Antony, acaba virando a...
