Negócios

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Mel

Saio do banheiro com meus nervos tremendo, morrendo de ódio por não ter enfiado a minha mão na cara daquela mulher arrogante e mal* amada.

- Porra*, você acabou com a miss pernas longas.- Mariane fala rindo assim que estamos do lado de fora.

- Minha vontade era rasgar aquela carinha de soberba dela.- eu falo fervendo de ódio*, e me tremendo toda.

- Você fez certo, provavelmente ela queria te envergonhar, fazer você armar o barraco aqui. Não cai na dela.- ela me aconselha.

- Eu sei disso Mari, mas eu não tenho sangue de barata, eu podia acabar dando um soco na cara dela.- eu falo nervosa, e um garçom passa com uma bandeja na mão, e um copo de champanhe em cima dela nos oferecendo.

Eu pego a taça de champanhe com rapidez, e viro tudo de uma vem só goela a baixo, tentando fazer com que o amargo leve embora toda a raiva* que estou sentindo nesse momento.

- O Dom não tira os olhos de você.- diz Mariane disfarçando.- ele está nervoso e impaciente, provavelmente sabe que aconteceu alguma coisa.- ela conta, e eu olho na direção dele de rabo* de olho.

Bonito está parado entre o Luca e mais dois rapazes em pé, porém ele não parece prestar atenção no que eles dizem, e sim no que eu estou fazendo.

- Não quero voltar para lá agora.- eu digo a ela, e ela concorda.

- Vamos dançar um pouco então.- proponhem a minha amiga e eu aceito na mesma hora.

O DJ toca uma musiquinha mais animada, e nós aproveitamos esse momento para desistreçar. Começamos a nos balançar no ritmo da música, e logo a adrenalina foge do meu corpo, e eu sinto os primeiros efeito do álcool.

Pego outra taça de champanhe da bandeja de outro garçom, e vou bebendo aos poucos dessa vez, junto com minha amiga.

Nós nos divertimos, bebemos e dançamos, não tão animada como a gente gosta, porém deu pra distrair.

Sinto uma mão na minha cintura, e depois um hálito suave no meu pescoço me faz respirar fundo.

- Vejo que está curtindo a festa.- a voz do Antony me arrepia inteira.

- Vim desistreçar.- eu falo, ainda me balançando no ritmo da música.

- E eu posso saber o que estressou a minha bela namorada?.- ele pergunta desconfiado.

- A sua ex.- eu falo, e o sangue foge do rosto de Antony no mesmo momento.

- O que?.- ele pergunta sem acreditar no que ouviu.

- É, a sua ex noiva veio me contar das suas escolhas pessoais sobre mulheres brancas, loiras e de olhos azuis.- eu falo com desdém.

- O que ela falou para você Mellany?.- ele pergunta em um tom mais grave, e eu paro de dançar para encara-lo, e minha raiva* já está de volta novamente.

- O que você acha Antony? Que eu não sou boa o suficiente para você, que meu tom de pele não combina com o seu, nem minha família e de onde eu vim. E você quer saber? Eu acho que ela tem razão.- eu rosno para ele com ódio*, e ele fica um pouco nervoso, ou apreensivo de eu acabar fazendo uma cena.

- Mellany, se acalme.- ele pede, como se eu fosse um animal pronto para da o bote.

- Não se preocupe, eu não vou fazer você passar vergonha, já basta a vergonha de desfilar comigo por aí não é mesmo?.- eu me viro na velocidade da luz, e saio andando aleatoriamente para algum lugar fora de todo esse barulho que esta me deixando ainda mais nervosa agora.

Parece que tudo veio a tona, minhas inseguranças, meus medos*. O fato daquela vaca de salto ter tocado no ponto onde eu tenho mais receio me deixou muito mal*.

Eu realmente não faço parte desse mundo, não me encaixo nele, e não sei se algum dia eu conseguirei fazer isso. Antony é um homem muito requisitado, eu pude perceber isso hoje. A quantidade de pessoas que vieram até ele hoje foi surreal, ele não parou um minuto de conversar com pessoas aleatórias, e todas elas entusiasmada como se tivesse falando com o presidente do país.

Eu estou frustrada, triste, com raiva* e bêbada. Meus sentimentos estão se colidindo, e as lágrimas já começam a descer sobre meu rosto, eu cubro meu rosto com as mãos, e me escondo atrás de uma pilastras.

- Garota.- ouso a voz de Antony surgir a minha frente, e eu tiro minhas mãos do rosto para encarar ele.- por favor, não chore.- ele limpa meu rosto, e eu fungo.

- Por que você me trouxe aqui? Você sabia que ela estaria aqui.- eu falo soluçando, e vejo os olhos de Antony preocupados, e com ternura sobre mim.

- Querida, infelizmente a muitos lugares que ela estará presente.- ele diz calmamente.

- Eu não sei se vou suportar isso sem surtar Antony.- eu choro, e ele me puxa para seus braços.

- Você não precisa se preocupar com nenhuma outra mulher, porque é você que eu quero, mais ninguém.- ele fala, e eu levanto meu rosto.

- Até você enjoar de mim, eu sou algo novo, diferente, que te tira da sua zona de conforto, mais quando isso não for mais o suficiente? O que vai fazer? Me jogar na baixada novamente, e voltar pras suas loiras de olhos azuis toda montada?.- eu falo com mágoa na voz e ainda soluçando.

Bonito segura dos dois lados do meu rosto, olhando dentro dos meus olhos, e depois encosta a testa na minha.

- Porra* Mel, o que eu preciso fazer para você entender que eu te amo?.- ele fala com angústia.- me fala por favor por que eu estou morrendo* de medo* de você me deixar agora.- ele fala, e meu coração se aperta.

Deixar ele? Como eu deixaria ele se eu estou aqui chorando por achar que não sou o suficiente?

- Eu não vou deixar você, eu só tenho medo* de você enjoar de mim.- eu falo e ele se afasta para me encarar, ainda com as mãos no meu rosto.

- Nunca.- ele diz com firmeza.- eu nunca vou enjoar de você, você é tudo que eu sempre quis, por favor, não deixe Camila ficar entre nos.- ele pede, e eu fico o encarando.

Eu não posso me deixar a balar sempre com a presença dessa mulher, é isso que ela quer, me desestabilizar, mais ela não vai conseguir.

- Tudo bem.- eu digo, e bonito suspira de olhos fechados.

- Tá bem, só não podemos ir ainda, eu preciso resolver uns negócios, mas Carine vai ficar com vocês, tudo bem?.- ele diz, e eu suspiro. Eu queria me grudar nele e não deixá-lo mais sair de perto de mim, ainda mais com essa caninana a solta, provavelmente ela está doida* para dá* o bote.- você não tem o que se preocupar, Camila não chegará perto de você nunca mais.- ele diz firme, e eu enrugo a testa.

- Não é comigo que estou preocupada.- digo a ele.

- Garota, eu só tenho olhos para você, eu sou seu, só seu.- ele sussurra e beija meus lábios apaixonadamente, e nos intensificamos nosso beijos em um mais quente.

Antony me encosta na parede, e aperta a minha bunda*, fazendo-me gemer em resposta.

- Huum! Esse som...- ele sussurra me beijando novamente.- eu quero tanto você.- ele diz com desejo.

- Então me pega.- eu peço igual uma cadelinha, e vejo um sorriso malicioso nos lábios do bonito.

- Não aqui garota, não aqui.- ele fala se afastando, e eu faço beicinho.- vamos, você precisa endireitar a maquiagem, e eu preciso fazer negócios.- ela diz beijando meu rosto, e depois me levanto até um outro banheiro do lado de fora.

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora