Mel
Abri meus olhos e minha cabeça doía muito. Não é ressaca dessa vez, é apenas a consequência das emoções que me fizeram chorar amargamente hoje.
Saio da cama e ainda estou com a roupa que fui trabalhar hoje mais cedo. Vou parar o meu closet, e pego um shortinho de malha, e um topezinho combinando, e vou tomar um banho.
Ainda estou muito zangada com tudo que aconteceu, porém não como estava antes. Esses excessos de fúria que me tomam eu não sei de onde vem. Antony tem o poder de me fazer chegar ao limite dos meus sentimentos em todos os aspectos.
Bufo ao lembra de nossa discussão, e as lágrimas já estão de volta. Que saco! Tomo o meu banho demorado, e aproveito para lavar o meus cabelos. Parece que a fumaça do churrasco de ontem e de hoje estão toda dentro dele.
Termino tudo, e volto para o quarto. Preciso encarar a o bonito em algum momento, e acho que chegou a hora.
Abro a porta do meu quarto, e a casa está em silêncio, exceto por um pequeno ruído que vem do quarto de Mariane.
Vou na direção, e bato na porta antes de entra. Ela autoriza minha entrada, e eu a encaro já do lado de dentro.
- Nossa, você batendo na porta?.- ela debocha.
- Sei lá, pensei que você estava com a boca ocupada.- eu sorrio para ela e entro no quarto.
- Ah bem que eu queria mesmo, mas depois do seu excesso de fúria, seu bofe saiu daqui no ódio* puro, feito um tsunami carregando tudo, e consequentemente Luca e Carine tiveram que ir embora também.- ela diz, e meu coração se aperta.
- Ele foi embora?.- falo angustiada.- por que?.- pergunto a ela, e um nó se forma em minha garganta.
- Por que? Você simplesmente gritou que queria sua vida de volta Mellany.- ela diz como se fosse óbvio e eu a encaro com os olhos bem abertos.- você sabe como ele ficou angustiado quando recebeu as tais fotos? Tem noção que você poderia está morta*? Ele só quis te proteger, e você vomitou um monte de babaquice em cima do homem.- ela me repreende, e eu começo a me arrepender.
- Mari, eu só não quero ele controlando tudo o tempo todo, é só isso.- eu abaixo a cabeça derrotada.
- Você deve conversar, eu já te disse, ele não tem limites quando a palavra é proteção. E se ele quisesse mesmo controlar sua vida, você não ia nem ao trabalho hoje.- diz ela olhando pra televisão logo depois.
Eu posso ter exagerado, mas eu não suportava o fato dele ter se metido no meu trabalho, e eu não quero ser sustentada por ele, se ele já tenta controlar minha vida agora, imagina se ele me bancar?
Eu me aconchego embaixo da coberta de Mariane, e me agarro em seus braços tristemente.
Ele nem se despediu de mim, ele deve está com muita raiva* nesse momento.
- Será que ele vai me deixar?.- pergunto com a voz em embargada e com lágrimas nos olhos. Mariane suspira.
- Eu duvido muito. Aquele homem está completamente apaixonado, nada vai fazer ele se afastar de você. Bom, pelo menos eu acho isso.- ela dá de ombros.
Eu espero que os sentimentos dele sejam mesmo o suficiente para ele poder me perdoar. Eu não me arrependo de lutar pelo que eu acredito, mas me arrependo da maneira como eu falei com ele.
Bonito também é um homem muito teimoso, e me sobre uma raiva quando ele diz que eu não posso fazer o que eu quero, que dá vontade de avançar em cima dele.
Vejo Mariane estremecer, e isso me tira dos meus pensamentos tristes, e eu levanto a minha cabeça para encara-la.
- O que foi?.- pergunto a ela preocupada.
- Estou com cólicas, a piranha* da minha mesntruação desceu e está quase insuportável.- ela fala com a mão na barriga.
Nossa, mais a minha mesntruação quase sempre vem junto com a dela. Será que ela já veio e eu não me lembro?
- Que foi puta*?.- ela pergunta ao ver a cara de doida que eu provavelmente estou fazendo.
- Acho que a minha mesntruação está atrasada, não me lembro dela ter vindo.- eu enrugo minha testa para ela.
- Ah deve ser o estresse, você sempre toma sua injeção certinha.- ela diz, e eu bato forte com a mão na minha testa caindo de costas na cama.
Porra, porra, porra!
Eu não tomei a injeção.
- Aí meu Deus, não por favor.- eu choramingo com a mão no rosto.
- Mellany, o que houve?.- Mariane pergunta ao ver minha reação.
- Eu disse a ele que precisava tomar minha injeção, ele disse que me levava, porém nós nos esquecemos.- eu olho para ela, e ela arregala os olhos.
- Será que?.- ela começa e eu levanto meu corpo.
- Não Mari, não pode ser, não pode ser.- eu digo como se fosse um mantra.
- Só tem um jeito de saber, vamos agora na farmácia.- essa frase causou um monte de borboletas no meu estômago, eu eu me vi completamente perdida.
Isso não pode está acontecendo, não agora que eu nem sei se ainda tenho um namorado.
- Anda Mellany, levanta esse traseiro* daí.- ela puxa a coberta de cima de mim, quando eu fiquei paralisada e horrorizada.
Merda*, merda*, merda!*
Como eu pude ter sido tão burra* assim? Isso nunca aconteceu, nunca. Morava com o Bruno a tantos anos, eu nunca tinha esquecido de tomar a minha injeção na vida.
Me estremeço toda com a possibilidade de está carregando um beber em meu ventre. Isso pode colocar tudo em risco, até o meu relacionamento com o Antony.
Deus, o que eu fui fazer?
Entro no carro, mas com as minhas mãos trêmulas de nervoso, eu não consigo enfiar* a chave no lugar certo.
- Aí meu Deus sai daí Mellany, deixa que eu dirijo.- Mariane diz ao ver a cena de eu desesperada tentando acertar o buraco* da chave.
- Não, eu consigo.- eu falo levantando as mãos pra ela, e depois a passando no rosto.
- Olha só, talvez você esteja realmente grávida, e nessas condições você pode colocar em risco não só a minha e a sua vida, como a vida do bebê. Então saia dai que eu vou dirigir.- com essas palavras ela consegue entrar na minha mente na mesma hora.
- Droga!.- eu praguejo e levanto do banco, dou a volta para trocar de lugar, e Mariane apenas pula de um banco para o outro.
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O Siciliano
ActionMel é uma jovem, que sonha em construir um futuro brilhante. Ela tenta amargamente se recuperar de uma separação recente, e acaba conhecendo Antony no meio disso tudo. Antony é um filho de sicilianos, bilionário e sedutor. Antony, acaba virando a...
