Confia em mim

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Mel

Chegando na farmácia, eu não consegui nem sair do carro, e Mariane que teve que ir compra o teste.

Meu estômago está embrulhado, e eu sinto que vou desmaiar a qualquer momento.

- Acho que estou tendo um ataque de pânico.- eu disse quando já estávamos voltando para casa.

- Calma kenga*, nós já estamos chegando.- ela diz também nervosa.- A segurança não deixou a gente um minuto.- ela avisa olhando para o retrovisor.

- Sério? Então ele não desistiu de mim ainda.- eu pergunto esperançosa. Agora eu não posso mesmo perder esse homem, de jeito nenhum.

- E claro que não, mas com certeza ele está muito chateado e você vai precisar consertar isso.- diz ela me olhando de soslaio.

- É eu sei.- confirmo tristemente.

- Talvez foi isso que fez você surta daquela maneira.- Mariane começa, e eu a encaro interrogativa.- a gravidez, os hormônios.- ela fala e eu fecho meus olhos com força.

- Porra!*.- aí caramba, eu estou perdida. Como fui deixar isso acontecer, eu sempre fui muito cuidadosa.

- Ué?.- Mariane olha para o retrovisor com a testa enrugada.

- O que foi?.- pergunto para ela.

- Acho que não é o carro da segurança, os carros de Antony sempre são pretos, e o carro que está seguindo a gente é marrom bosta*.- ela diz, e eu automaticamente olho para trás.

- Deve ser só impressão sua, ele nem deve está seguindo a gente.- eu encaro ela.

- Está sim Mel, desde que saímos do condomínio, eu não tinha reparado a cor direito, parecia preto antes.- ela fala desconfiada.

Eu fico um pouco imprecionada, mas tento não pensar nessa possibilidade.

- Mellany, eu não quero te assustar, mas eles estão chegando perto.- ela fala nervosa, e eu fico preocupada, mas não posso deixar que ela perceba isso.

- Calma Mari, pode não ser isso que está pensando.- olho para traz e vejo um Civic marrom quase preto se aproximar de nós.

Nesse momento, a estrada que pegamos para chegar ao condomínio está vazia, mesmo que quiséssemos pedir ajuda para alguém, não teria a quem pedir.

De repente sentimos uma batida na trasaira do carro, que faz a sacola do teste cair da minha mão, e parar bem em baixo do banco onde estou sentada, e agora o pânico é estalado dentro do carro.

- Jesus.- Marine grita com o susto.

- Pisa esse pé.- eu grito pra ela e é o que faz.

O carro da uma ginada para frente, e eu sinto meus órgãos se estremesserem com o movimento que meu corpo faz ao bater no banco.

Ela consegue se afastar do carro, porém ele continua tentando nos alcançar.

- Ele quer fazer a gente bater.- ela fala nervosa, e meu celular toca nos assustando.

- Antony?.- eu atendo quase em suplica.

- Mellany? Oque está acontecendo? O seu carro está a 120 por hora.- ele pergunta assustado.

- Tem alguem seguindo a gente, ele bateu na traseira do carro. A Mari que está dirigindo e ela está tentando se afastar dele, mas ele é muito rápido.- eu falo nervosamente olhando para trás.

Escuto Antony berrar algo em italiano, e depois volta para mim.

- Mellany, coloca o celular no viva voz.- a voz dele é calma, porém sei que ele está pegando fogo por dentro.

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora