Saudades

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Mel

Antony sumiu com alguns homens de terno, de cara fechada, elegante e muito gangster assim como ele, provavelmente.

Carine voltou misteriosamente de não sei a onde, e não desgrudou mais do nosso lado.

- Onde você estava?.- pergunto a ela, e ela me encara seria.

- Só estava resolver algumas coisas para o meu primo.- ela responde breve.

- Negócios?.- pergunto tentando entender.

- Sim.- ela concorda sem me dá informações.

- E por que ele pediu para você fazer isso, e não fez ele mesmo?.- eu a interrogo mesmo assim.

- Porque tem coisas que só uma mulher sabe fazer.- ela diz, sorrindo de lado, e eu sorrio tímida para ela.

Eu nunca vou entender como isso funciona, e na real, eu nem pretendo, só iria confundir ainda mais a minha mente.

- Luca está cada vez mais interessado em Mariane.- Carine diz mudando de assunto no meu ouvido, e eu a encaro surpresa.

- Sério? Como você sabe?.- pergunto para ela.

- Pelo jeito que ele a trata, e do jeito que ele olha pra ela, eu nunca vi meu irmão desse jeito, fico feliz por isso.- ela diz sorrindo, e eu fico muito contente em ouvir isso. A minha amiga merece alguém que goste dela de verdade.

- O que vocês estão cochichando aí em?.- pergunta Mariane com as sobrancelhas levantadas.

- Não é nada de mais amiga.- eu falo para ela, e ela pondera por um tempo, e depois suaviza o olhar.

- Bora ficar bêbadas?.- ela diz querendo animar. Isso é tudo que eu queria, mas não posso dá mole de ficar vulnerável para aquela cascavel de saia.

- Não aqui amiga, não quero dar motivos.- eu falo, e ela balança cabeça revirando os olhos.

- E você Cá?.- pergunta ela voltando a ficar animada.

- Hoje eu não posso, estou a trabalho.- Carine diz se desculpando, e Mariane cruza os braços feito uma menina mimada.

- Ok. Eu bebo sozinha então.- ela vira o copo de uma vez só goela abaixo, e eu sorrio para reação dela.

Tô vendo que hoje eu terei que ficar de babar.

...

Horas se passaram e nada do Bonito aparecer. Eu fico meia desconfiada, e começo a pensar besteira.

Não me culpo por pensar assim, só de saber que aquela vaca* está por aí, doida para dá o bote no que é meu, eu já fico louca.

Começo a olhar para todos os lados procurar por ela. Ela pode está armando alguma coisa para ele, e isso me deixa aflita.

Por outro lado, pensando bem, não é só esse o perigo*. Começo a me lembra de uma cena que me faz perder o ritmo da respiração.

Antony deitado em uma cama ensanguentada*, e seu corpo banhado em seu próprio sangue.

Náuseas começam a encomendar meu estômago, e o medo* e desespero* começam a invadir meu cérebro.

Será que ele está bem? Será que alguém aqui iria fazer algo contra ele?

Meu Deus, por favor, proteja o meu bonito.

- Ei baby, o que o que está havendo?.- Antony me tira do meu pensamento de tortura, me fazendo respirar e fecha os olhos sentindo a adrenalina me deixar.

- Graças a Deus.- eu suspiro.

- Está passando mal*? O que aconteceu?.- ele pergunta segurando meu rosto preocupado.

- Eu fiquei com medo de alguma coisa ter acontecido com você.- eu conto a ele o meu desespero, e ele enruga a testa.

- Por que eu estaria em perigo*?.- ele tenta entender o por que do meu desespero.

- Eu não sei Antony, eu pensei que estaria bem, e você apareceu ensanguentado* na nossa cama.- minha angústia é estampada na minha cara, e o rosto do Antony suaviza na mesma hora. Ele se senta ao meu lado, e alisa meu rosto tentando me passar confiança.

- Garota, eu quero que pare de pensar nisso, já passou, está tudo bem agora.- ele diz tentando fazer com que entre na minha mente.

- Eu sei, mais é mais fácil ter certeza quando você está perto de mim, mas fica difícil se você fica a maioria do tempo longe, eu não sei o que pode está acontecendo, fico preocupada.- eu falo para ele, e ele suspira.

- Eu sei disso, também gostaria de passar mais tempo junto com você, só que eu deixei muita coisa pra depois no escritório, e tem muitas coisas para mim resolver agora, eu sei que estou em falta, e eu prometo que irei te compensar todo esse tempo.- ele diz, e eu balanço minha cabeça desviando o olhar.

Eu sei que ele tem muitas responsabilidades, e não quero interferir nisso, até por que eu não quero que ele interfira no meu trabalho, só que eu sinto tanta falta dele.

Está com ele me acalma, e eu me sinto em êxtase quando ele está ao meu lado.

- O que está pensando?.- ele pergunta, e eu olho para ele novamente.

- Só estou com saudades.- eu falo dando de ombros, e ele deposita um beijo nos meus lábios, que mesmo tão simples, quase me tira o ar.

- O que você quer que eu faça para matar* suas saudades?.- ele pergunta, e por incrível que pareça, sua pergunta não é na maldade*, e ele está sereno.

Porém eu já me sinto quente, e uma umidade já faz querer brotar entre minhas pernas. Estou com tanta vontade, que posso pular em cima dele agora.

Tantos desencontros estão me deixando louca, e com abstinência do corpo dele. Eu me inclino no ouvido dele, e sussurro só para ele ouvir.

- Eu quero que você me coma*, até eu esquecer o meu nome.- falo tão perto, que com certeza o meu hálito fresco fez cócegas no pescoço dele.

Olho para o bonito com olhos famintos, e vejo os olhos dele ficarem negros*, e com um "Q" animal. Antony faz um barulho limpando a garganta, e da um gole em seu vinho. Com os olhos fixos em mim, ele parece querer me devorar bem aqui, na frente de todos.

Do nada ele levanta de sua cadeira, e endireita seu terninho.

- Levante-se.- ordena ele, e eu obedeço feito uma cadelinha. Ele pega em minha mão, e vai me arrastando para longe da nossa mesa.- se a minha namorada me deseja dessa maneira, ela terá o que quer.- ele diz enquanto me arrasta para algum lugar longe de toda a multidão do lugar, e eu me sinto como uma garotinha, fugindo para se encontra com seu namorado escondido de todos.

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora