Sua nova garota

13 1 0
                                        

Antony

Quando todos já estamos dentro dos carros, eu dou uma última olhada para as meninas na área de lazer. Elas parecem muito contentes. Fico muito mais tranquilo em sair um pouco de perto da Mellany, sei que minha casa é uma fortaleza, e nem o papa pode fazer mal a ela aqui dentro. Reparo no Lucca também observando-as de longe. Ele parece preocupado e não sei se é pela irmã ou por Mariane, acho que não foi só uma ficada, a garota o encantou de verdade. Quando todos estamos preparados, os motoristas dão partida no carro. Deixo ordens explícitas que não as quero na rua, e deixo um verdadeiro exército as protegendo em casa. Todo cuidado em pouco, pois hoje eu vou acertar as contas com meu primo de uma vez por todas.

- Senhor, eles estão na linha.- diz Peter me dando o celular.

- Fala.- respondo o chamado.

- Senhor, ele mudou de posição, provavelmente está indo para a cabana, nós temos o endereço.- diz um dos meus seguranças que está na cola de Luigi.

- Ok, passa tudo para o Allan e para os outros motoristas, quero os interceptores em alerta e esperem por mim.- aviso e ele concorda.

Entrego o celular para Alan.

- Entendido.- ele diz brevemente e desliga.

Mudamos nosso caminho, e a estrada é apenas de praia e mato, não há mais nada além disso, até vermos uma pequena cabana ao fundo, entre a areia e os gigantes capim.

- Chegamos senhor.- Allan avisa, e começo a encontra os carros dos meus seguranças devidamente espalhados pelo lugar.- ninguém se aproximou para ele não tentar fugir.- ele explica porque pararam tão longe, e eu concordo.

- Vamos lá.- falo abrindo a porta do carro e pegando a minha arma na mão.

Fazemos nosso caminho até a porta da cabana, e eu já chego com o pé na porta á derrubando. Luigi está sentado no sofá com um cigarro no dedo, um copo de uísque na mão e
os braços esticados confortavelmente,
um de cada lado do encosto do sofá, mostrando que não é nemhuma surpresa nossa presença aqui.

- Até que enfim vocês chegaram.- ele diz tragando o cigarro.

Allan já olha pra mim, sabendo nesse exato momento caímos em uma armadilha.

- Levante-se.- eu ordeno e ele sorri para mim.

- Você acha mesmo que eu estou sozinho nessa? Acha que eu não tenho amigos?.- nesse momento, uma gangue de homens armados aparecem de todos os lados, com as suas armas apontadas para nós.- você me subestima primo.- ele diz.

- Acha que esses eles vão te livra disso?.- eu pergunto o encarando.

- Não, mas quero que você saiba que se corta uma cabeça, outras duas nascerão no lugar.- ele me ameaça.

- Acho que você passou tanto tempo fora, que esqueceu com quem está lidando.- rebato a ameaça e Luigi da uma gargalhada se levantando do sofá.

- Primo, primo. Vejo que não perdeu seu egocentrismo. Existe homens mais poderosos que você, sabia disso? Tipo os que eu me aliei. Então entenda, seus problemas não irá parar em mim, outros viram no meu lugar.- ele afirma.

- Quando eu me livra de você, todos iram saber que ser tocar no que é meu, não vai sobreviver para contar história.- falo encarando os caras que estão atrás dele, e ele debocha.

- Acho que muito provavelmente, os meus amigos vão querer conhecer a sua nova garota.- ele sorri, e meu sangue ferve como lava de vulcão.

Levanto minha arma e dou um tiro no meio da testa dele com todo o ódio dentro de mim, e todos correm pra se esconder da revoada de tiros que vem em nossa direção. Trocamos tiro feito gângsters, e quando não sobra mais nenhum deles em pé, eu levanto da onde estou com dificuldade, e os meus seguranças me olha assustado. Senti 2 impactos quando atirei em Luigi, e agora tenho um ferimento de raspão na cintura, e uma bala, provavelmente alojada, um pouco mais a cima do abdômen.

- Vamos para o médico, agora!- Lucca grita, e eu coloco a mão no ferimento tentando estancar o sangue.

Eu fui atingido pois eu era o alvo, e eles tiveram tempo para isso em quanto eu atingia Luigi cego de raiva. Tive sorte de não ter sido na cabeça igual o dele.
Entramos no carro e Allan canta pneus, saindo em disparada para o posto de saúde mais próximo.

- Quero saber como esta a Mellany.- eu falo entre os dentes, ainda segurando o ferimento.

- Elas estão em casa, reforçamos ainda mais a segurança do condomínio e a da residência senhor.- Peter diz, e eu concordo.

Conforme o carro vai balançando, a dor vai se intensificando, e tudo vai ficando cada vez mais lento.

- Primo, você não pode dormi agora.- Lucca me alerta, e eu foco meu olhar nele, tentando controlar os meus sentidos.- Já estamos chegando.- ele diz me encarando com o rosto suado, e a camisa suja de sangue.

* Fiquem a vontade para curtir e comentar nos capítulos pessoal ♥️

O SicilianoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora